terça-feira, 13 de dezembro de 2016

A BÍBLIA DE GENEBRA DE 1560




tradução e adaptação de Lucio Manoel

Retirado do livro de oração das Igrejas Reformadas Canadenses: Our Reformed Church Service Book, G. Van Rongen [1].

Durante o reinado de Maria Tudor, as Bíblias [2] foram tiradas das igrejas da Inglaterra. Muitos que haviam aderido a Reforma tiveram de fugir para o continente, e um grande número deles se estabeleceu em Genebra. Ali a Bíblia de Genebra foi produzida, influenciada por Teodoro de Beza, sucessor de Calvino.

Esta versão inglesa também ocupou um importante lugar na história da Bíblia em Inglês. A porção do Novo Testamento foi uma tradução de William Whittingham, publicada em 1587. Esta foi a primeira versão da Bíblia com divisão em versos. Os versos haviam sido anteriormente introduzidos por Robert Stephanus na quarta edição de seu Texto Grego do Novo Testamento (1551).

Outra característica da Bíblia de Genebra é que as palavras que foram introduzidas na tradução para dar mais clareza ao sentido das sentenças, mas que não constavam no texto original, foram impressas em itálico – método esse que foi adotado pelas versões posteriores, tal como a Versão Autorizada do Rei Tiago (1611) e a versão holandesa Statenvertaling de 1637 [3]. Nas notas marginais, constava anotações polêmicas apontando o caráter heréticos das doutrinas e práticas católicas romanas. Um ponto de menor importância deu a esta versão o nome popular Breeches Bible. Ela levou este nome da tradução da palavra usada para a primeira roupa usada por Adão e Eva (Gn 3.7). Em 1559 foi publicada a tradução do livro dos Salmos, e em 1560 a Bíblia inteira estava disponível. Quando Maria Tudor foi sucedida no trono por Elisabete I, a Reforma na Igreja da Inglaterra foi restaurada, e a edição completa da Bíblia de Genebra foi dedicada à nova rainha, contudo, isso não significa que ela foi oficialmente adotada.

Bíblia de Genebra, edição de 1560, Disponível em Amazon:

https://www.amazon.com/Geneva-Bible-Protestant-Reformation/dp/1598562126

NOTAS

[1] Rongen, G. Van. Our Reformed Church Service Book. USA: Inheritance Publications, 1995, p. 19,20.

[2] As versões inglesas correntes, entre elas, a de Wyclif, a de Tyndale, a de Coverdale, entre outras.

[3] Tradução do Estado.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

O Cristo dos profetas - O. Palmer Robertson (baixe um capítulo gratuitamente)







O Cristo dos profetas


BAIXE UM TRECHO DO LIVRO, CLIQUE AQUI.


Dr. O. Palmer Robertson nasceu nos E.U.A em 1937. Foi durante 20 anos professor do Reformed Theological Seminary, do Westminster Theological Seminary e do Covenant Theological Seminary. Entre suas principais obras estão A Palavra Final (Editora Os Puritanos), O Cristo dos Pactos, O Israel de Deus e Naum, Habacuque e Sofonias.







Nesta meticulosa introdução aos profetas do antigo Israel, o Dr. O. Palmer Robertson revela a paixão e o propósito dos escritos extraordinários deles. Ele escreve: “Uma nova aliança, uma nova Sião, um novo templo, um novo Messias, uma nova relação com as nações do mundo – essas eram as expectativas propostas para injetar futura esperança no povo que teria de suportar o trauma da deportação da sua terra”.



Depois de examinar as origens do profetismo, o chamado dos profetas, e sua proclamação e aplicação da lei e da aliança, o Dr. Palmer dedica atenção especial ao significado bíblico-teológico do exílio e da restauração. Observando essas experiências pela perspectiva de vários profetas, ele conduz nossa atenção para os sofrimentos e para a gloriosa restauração do povo de Deus em Cristo.



O Cristo dos Profetas é uma sequência da obra O Cristo dos Pactos, considerada por muitos como um clássico na área da teologia bíblica.



A profusão sem par da literatura inspirada dos profetas surgiu num período da história que nos convida a compará-lo ao nosso próprio tempo. A proclamação deles para seus contemporâneos e as predições sobre o exílio e a restauração de Israel e o Messias vindouro têm aplicações perenes. 



Os estudiosos da teologia bíblica vão apreciar, de modo especial, a análise que o Dr. Palmer faz dessas profecias, bem como suas firmes contestações às interpretações liberais e neo-ortodoxas de hoje.


Os editores

"Nesta meticulosa introdução aos profetas do antigo Israel, o Dr. O. Palmer Robertson revela a paixão e o propósito dos escritos extraordinários deles.

Depois de examinar as origens do profetismo, o chamado dos profetas, e sua proclamação e aplicação da lei e da aliança, Dr. Palmer dedica atenção especial ao significado bíblico-teológico do exílio e da restauração.


Observando essas experiências pela perspectiva de vários profetas, ele conduz nossa atenção para os sofrimentos e para a gloriosa restauração do povo de Deus em Cristo.


Os estudiosos da teologia bíblica vão apreciar, de modo especial, a análise que Dr. Palmer faz dessas profecias, bem como suas firmes contestações às interpretações liberais e neo-ortodoxas de hoje."


— Os editores


“Uma singular introdução aos escritos proféticos: equilibrada em sua erudição, percepção, e de bom senso; espiritual e sadia em sua teologia, que induz o leitor a louvar a Deus; e simples em sua clareza de estilo.”

— Bruce Waltke
"Aqueles que perderam a confiança na coerência da Escritura farão bem se beberem intensamente desta fonte para verem que Jesus é, de fato, ‘aquele de quem falaram os profetas’.”

— Peter Walker
"Numa época em que a Igreja é vítima de interpretações especulativas das profecias, o Dr. Palmer nos apresenta um recurso sólido, sóbrio e animadoramente confiável. Leigos, pastores e estudiosos considerarão este livro essencial para o estudo da profecia.”

— Richard L. Pratt Jr




ESTRUTURA DO LIVRO

Índice Analítico
Prefácio
Introdução
A Origem do Profetismo em Israel
Aspectos Importantes Relacionados à Origem do Profetismo
O Chamado e a Comissão do Profeta
Verdadeiros e Falsos Profetas
Aliança e Lei na Proclamação dos Profetas
A Aplicação da Lei e da Aliança na Mensagem dos Profetas
O Cenário Bíblico-Teológico dos Profetas Escritores de Israel
O Profetismo Anterior ao Exílio da Nação: os Profetas
do Século VIII a.C.
O Profetismo Anterior ao Exílio da Nação: os Profetas
do Século VII a.C.
O Profetismo Durante o Exílio da Nação: Ezequiel
O Profetismo Durante o Exílio da Nação: Daniel
Os Profetas da Restauração
A Predição na Profecia
O Evento Central do Movimento Profético de Israel
Conclusão
Bibliografia
Índice de Referências Bíblicas e de Textos Antigos
Índice de Assuntos e Nomes

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

DIA DE AÇÃO DE GRAÇAS - UMA CELEBRAÇÃO DOS CRISTÃOS



Por Lucio Manoel

Tem sido popularizido no Brasil, nos últimos anos, o Dia de Ação de Graças. Não sei se pelos motivos originais, mas a coisa está pegando. Os cristãos evangélicos geralmente têm muitas suspeitas com novidades, mas nesse caso, quero recomendá-lo.

O Dia de Ação de Graças tem seu contexto fora de nossa terra. E daí! O Natal também. No entanto, este dia possui uma ligação especial conosco, digo, cristãos - como o Natal tem. Esta ação de agradecimento é voltada para Deus. Assim fizeram os antigos. Não se trata de gratidão de pessoas agradecendo pessoas - embora isso não esteja completamente fora de questão. Todos os dias cristãos devem agradecer a Deus, mas este dia torna-se especial, pois esta gratidão ganha contorno festivo, familiar e comunitário.

Segundo consta, sua origem remete à história dos Peregrinos - protestantes calvinistas que saíram da Inglaterra para a Holanda em busca de liberdade religiosa, mas percebendo que sua identidade inglesa estava correndo risco, decidiram migrar para a América em busca de uma pátria livre para servir a Deus e manter suas tradições. A foto que você vê na postagem refere-se a partida dos primeiros Peregrinos para os Estados Unidos, em 1620.

Estes imigrantes colonizaram a terra de Plymouth, Massachusetts. Como comunidade agrária, a colheita era uma dádiva esperada com grande entusiasmo. Para isso, os colonos piedosamente buscavam a Deus em oração, suplicando chuva e boa sega. Para a alegria de todos, a primeira semeadura foi uma bênção e motivo de alegria e gratidão a Deus. Mas foi em 1623 que a Ação de Graça avançou em importância, pois foi requisitada pelo governador da província.

Nos anos seguintes, Abraham Lincoln (durante a Guerra Civil Americana), e posteriormente, vários presidentes americanos reiteraram a celebração que alcançou o status de feriado nacional. A data foi se ajustando até se estabelecer na quarta quinta-feira de novembro (em alguns lugares duram três dias).

Não há uniformidade no modo da celebração de Ação de Graças. Dependendo da região do país (e agora do mundo, inclusive o Brasil) a festa pode variar quanto as brincadeiras, roupas especiais, ornamentos, comidas e bebidas. Nos Estados Unidos, existe um grande engajamento nesta época do ano por parte das redes de rádio e tv, propagandas, entidades esportivas, e muitas outras organizações, pois esta data está entre as mais representativas para o comércio na terra de Tio Sam. Mas isso não elimina a beleza do dia.

Suspeito que no Brasil, entre os motivos para incorporar esta festa ao calendário, não ocupa lugar principal aquele motivo original de mostrar gratidão a Deus pelas dádivas recebidas. Apesar disso, nós, cristãos, temos muito em comum com os antigos Peregrinos, e, portanto, temos razões para mostrar nossa gratidão a Deus de maneira festiva.

A Escritura nos diz que "Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação" Tiago 1:17. Tudo vem de Deus, porque tudo é Dele (Salmo 24). Deus tem concedido dádivas para bons e maus (Mateus 5.45). Tudo o que tenho, minha família, a igreja que me recebeu e, principalmente, o meu Salvador são dádivas de Deus. Por que não agradeceria a Ele por essas dádivas? Por que tenho de fazer isso em particular e não em família ou com a igreja? Por que não fazer isso de maneira festiva?

Eu já coloquei a data na minha agenda a fim de celebrá-la com minha família. Se você se sentir estimulado a celebrar o Dia de Ação de Graças, faça isso pelo motivo correto. Dê graças a Deus.



Referência
Enciclopédia Britânica






quarta-feira, 30 de março de 2016

O DIA DO SENHOR: O valor do Domingo para os cristãos



O VALOR DO DOMINGO PARA O CRISTÃO 
Se você está querendo aprender mais sobre o Dia do Senhor, o Domingo, e seu valor para os cristãos, recomendo a leitura do livro O Dia do Senhor, de Joseph Pipa (editora Os Puritanos) e a apreciação dos textos sugeridos abaixo. Especialmente, as igrejas oriundas da Reforma Protestante mantiveram a observância do Domingo em seu meio. Lembre-se que existe diferença entre a opinião de pessoas particulares e a confissão das igrejas ao longo das eras. Uma boa compreensão dessa distinção vai proteger você de cair nos erros grosseiros de grupos sectários que negam completamente a validade do Domingo como um dia a ser guardado pelos cristãos, mas também vai protegê-lo contra as sutilezas daqueles que argumentam contra a igreja que teologicamente e praticamente tem defendido o Dia do Senhor.

O DIA DO SENHOR: No Catecismo de Heidelberg (Post 3). O Catecismo de Heidelberg trata do Dia do Senhor no Domingo 34, expondo o quarto mandamento. Uma versão eletrônica pode ser encontrada acessando o Link: http://www.heidelberg-catechism.com/pt/lords-days/34.html
Você também vai encontrar o ensino sobre o Dia do Senhor na explicação ao quarto mandamento no Catecismo Maior de Westminster (http://www.ipb.org.br/recursos). 

O DIA DO SENHOR: O que é? Que dia é? Por Solado Portela (http://www.monergismo.com/textos/dez_mandamentos/quarto_solano.htm).

O DIA DO SENHOR: O sábado à noite deve ser de preparação. Por Brian Schwertley. Oração, confissão de pecados, adoração sincera (http://www.monergismo.com/textos/dez_mandamentos/Preparando_dia_do_Senhor_Brian_Schwertley.pdf).

O DIA DO SENHOR: e a Bíblia de Estudo Pentecostal. Observando o comentário na nota de rodapé, referente ao texto de Mateus 12.6, pode-se encontrar os elementos básicos para uma boa compreensão sobre o Domingo como dia a ser santificado pelos cristãos para a adoração pública e em família. Sendo assim, convido você a dar uma olhadinha no comentário. Espero que no próximo domingo, você cesse suas próprias obras e descanse nas obras do nosso amado Salvador Jesus Cristo.




terça-feira, 29 de março de 2016

O ADEUS A CORNELIS TRIMP - adaptado do texto em Inglês de Nelson Klosterman



LEUSDEN - Nesta sexta-feira, 9 de março de 2012, Cornelis (Kees) TRIMP faleceu com a idade de 86 anos. Ele tinha se aposentado como professor de Estudos Ministeriais (ambtelijke vakken) da Universidade Teológica das Igrejas Reformadas nos Países Baixos (Universidade Livre), em Kampen. Ele tinha começado os trabalhos nesta universidade após a divisão dentro das Igrejas Reformadas Libertadas no final da década de 1960. A sua contribuição ajudou, por um lado, a definir o sentido da consolidação dentro da sua denominação após a separação, e por outro lado, para cultivar uma orientação mais exteriormente focada na sua denominação.

Cornelis TRIMP nasceu em 18 de Janeiro de 1926, em Amsterdã. Ele obteve a sua formação ministerial no Colégio Teológico em Kampen. Em 11 de fevereiro 1951, foi ordenado e instalado em sua primeira congregação na aldeia Frisian de Twijzel. Depois disso, serviu nas igrejas em Middelburg (1955), Voorburg (1961), e Groningen Norte (1967).

Em 29 de Junho de 1961, o professor TRIMP obteve seu doutorado na Faculdade de Teologia de Kampen, com a dissertação intitulada: "Om de oeconomie van het welbehagen. Een van de analisar idee der 'Heilsgeschichte' em van de 'Kirchliche Dogmatik' K. Barth "("relacionadas à economia da boa vontade de Deus. Uma Análise da idéia de "história da salvação" na "Igreja dogmática" de K. Barth ").

Em 1970, pouco depois da divisão nas Igrejas Reformadas Libertadas, o que levou à formação do Nederlands Gereformeerde Kerken (literalmente, Igrejas Reformadas dos Países Baixos para não ser confundido com a denominação norte-americana de mesmo nome), TRIMP foi apontado como professor do Colégio Teológico em Kampen. Ele cumpriu essa função até 1 de Janeiro de 1993. A área de ensino da nova faculdade abrangeu os temas ministeriais da homilética (pregação), catequese (ensino), igreja (culto litúrgico), poimênica (cuidado pastoral), e diaconato (ministério de misericórdia) .

Ilustrativos das relações existentes quando a nova faculdade começou foi a impossibilidade de utilizar o edifício da igreja em frente à universidade para sua inauguração. Aquele prédio passou a ser propriedade do povo reformado da Holanda. Por essa razão, a faculdade usou a igreja da Congregação Reformada (Gereformeerde Gemeente, o equivalente a Denominação Reformada Americana do Norte da Holanda), onde TRIMP deu seu discurso inaugural, intitulado "O mandado para o ministério da reconciliação."

Seu envolvimento, de 1956-1992, com a revista da igreja De Reformatie garantiu que a voz do professor TRIMP ganhasse peso. Ele desempenhou um papel ativo em manter os membros juntos na igreja após a separação. Ele desaprovou o chamado Breve Abertura (Open Letter) que se formou por ocasião da divisão na igreja, e defendeu as decisões sinodais referentes à Breve Abertura. Por outro lado, ele lamentou mais tarde o curso dos acontecimentos durante os anos 1960. Ao fazê-lo, no entanto, ele não se distanciou do que tinha fluído de sua pena afiada durante esse período.

Várias publicações apareceram sob a autoria do Professor TRIMP, como Ministerium: Uma Introdução à Doutrina Reformacional do ofício: palavra por escrito (1982). Reflexão Teológica sobre a Autoridade da Bíblia (2002, com ensaios de AL Th. De Bruine, JJT Doedens e B. Kamphuis), e a obra mais conhecida Som e Ressonância: Através da pregação de Fé-Experiência (1989). Neste último trabalho, ele discordou igualmente do racionalismo na pregação e do experimentalismo da Segunda Reforma Holandesa.

Professor TRIMP viu o balanço do pêndulo ao longo da história da igreja entre pregação subjetiva e pregação objetiva. Cada um contém um perigo de excesso, observou. Professor TRIMP viu como um benefício da Libertação (a divisão da igreja na década de 1940) o que alguém como Benne Holwerda classificou os dois tipos de pregação como incorretas. "O que está envolvido principalmente não é nem o engajamento subjetivo do coração, nem a declaração objetiva de doutrina, mas o endereço do Deus que fala na aliança", escreveu o professor TRIMP em Som e Ressonância. Isso aponta para a salvação fora de nós, em Cristo, reivindicou TRIMP. Portanto, ele pediu "uma pregação farta de Cristo".

Professor TRIMP resistiu à linha teológica do principal líder da divisão da igreja de 1940, conhecida como a Libertação, professor Klass Schilder, que alegou que há uma promessa incondicional de salvação para os batizados que são eleitos, e uma oferta universal de graça para os outros que são batizados. Promessa e convênio são equivalentes e chama-nos à fé, afirmou professor TRIMP. A fé não é sem sentimento, pois envolve toda a pessoa. O som da Palavra de Deus não vai saltar fora como o ruído de um eco, mas vai ressoar dentro do coração humano, escreveu o professor em Som e Ressonância.

No mesmo livro, o professor TRIMP implorou para entrar em relação com outras igrejas, como a Christelijk Gereformeerde Kerken (literalmente, Igrejas Cristãs Reformadas, equivalentes às Igrejas Reformadas Livres na América do Norte, e não deve ser confundida com a Igreja Cristã Reformada na América do Norte). Dentro de um clima onde havia mais espaço para a fé-experiência, o professor viu possibilidades para efetuar mais unidade entre as Igrejas Reformadas Libertadas e as Igrejas Reformadas Cristãs.

Além disso, durante a década de 1990, ele se expressou positivamente a respeito da renovação litúrgica. Já em 1983 ele havia refletido sobre este assunto em A Igreja e sua liturgia. Nesse livro ele pediu, entre outras coisas, que a congregação cantasse o Amém, depois do sermão.

O professor valorizou a uniformidade na adoração, mas não tinha nenhuma objeção contra adaptações, desde que elas não estivessem em conflito com a reverência durante a adoração da congregação. 

Professor TRIMP será enterrado na quinta-feira em Leusden, onde residia.

(Este artigo foi publicado originalmente em Holandês em Reformatorisch Dagblad em 12-03-2012. Traduzido para o Inglês por Nelson D. Kloosterman e adaptado para o Português por Lucio Mauro).

Do Inglês: https://cosmiceye.wordpress.com/2012/03/12/in-memoriam-dr-cornelis-trimp-1926-2012/

No Brasil, Trimp só tem se tornado conhecido a bem pouco tempo, com a Publicação do seu livro Cuidando da Igreja: o ofício de presbítero - um manual comentado (publicado pela CLIREF Comissão de Literatura Reformada, uma comissão das Igrejas Reformadas do Brasil, 2015). 

O livro em Português pode ser encontrado aqui: https://www.facebook.com/livrosreformados/posts/1690342214518133

2 Simpósio Reformado de Maceió 2016 (RESUMO)


2 Simpósio Reformado de Maceió 2016
Tema: Os Cinco Pontos do Calvinismo e o Sínodo Internacional de Dordt
Data: de 29/2 a 4/3/2016
Horário: 19h
Local: Igreja Reformada de Maceió

RESUMO DO SIMPÓSIO

A organização do Simpósio apresenta o seguinte resumo das 5 noites do evento:

Em cada dia do Simpósio, dois assuntos foram apresentados ao público: um assunto ligado com a história do Sínodo de Dordt e outro ligado com os 5 Pontos do Calvinismo. Os assuntos foram apresentados por diferentes palestrantes.

Pastor Julius VanSpronsen, que palestrou nas duas primeiras noites, sobre os dois primeiros pontos do Calvinismo, despediu-se de eventos no Brasil após 8 anos de trabalhos missionários, servindo às Igrejas Reformadas do Brasil, especialmente, mas à causa reformada, de maneira geral. Pastor Julius recebeu um chamado para pastorear uma igreja no Canadá, seu país de origem, e está de viajem marcada para o fim deste mês. Este Simpósio foi o último evento que contou com a presença deste servo de Deus em solo brasileiro. Deus abençoe o pastor Julius em seu novo campo de trabalho.

Na quarta-feira, foi apresentado ao público, pela primeira vez, a mais nova edição dos Canones de Dordt, publicada pelo projeto Dordt-Brasil. Para mais informação sobre este assunto, acesse (https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=769628699848450&id=665175820293739&substory_index=0).


Um dos palestrantes, pastor Gaspar Souza, pastor da Igreja Presbiteriana Monte Guararapes/PE, sofreu um acidente com seu carro, enquanto viajava para Maceió a fim de participar do evento. O pastor teve de mudar os planos e retornar para sua cidade, Recife, confiado da Providência de Deus. O pastor estava sozinho no veículo e não teve danos sérios, além do susto. Boa recuperação, pastor Gaspar.

Pastor Abram de Graaf, que foi o palestrante principal, responsável por todas as palestras sobre a história do Sínodo de Dordt, teve sua dosagem de trabalho aumentada, ao substituir o pastor Gaspar Souza que não chegou a Maceió, devido ao acidente com seu carro. Pastor Abram contou sobre o lado político, teológico, eclesiástico, e vários detalhes históricos importantes sobre o Sínodo de Dordt. Valeu mesmo, pastor Abram.

A Igreja Reformada de Maceió, que realizou o Simpósio, também cedeu seu pastor, Flávio Silva, como um dos palestrantes do Simpósio. Agradecemos a todo Conselho da igreja e a seus membros.

Entre as muitas notícias bonitas do Simpósio, duas merecem destaque: pessoas de diferentes bairros de Maceió e de outras cidades de Alagoas, estiveram presente ao evento. Além destas pessoas, um homem viera de Petrolandia, exclusivamente para participar do Simpósio. A segunda notícia que destacamos é o desempenho da livraria que foi montada no local. Mais de 50 livros reformados foram vendidos durante o Simpósio. Um número expressivo. Os livros foram comprados por pessoas que já estão inseridos no meio reformado, mas também por outros que estão descobrindo as verdades da Palavra de Deus e estão interessados em progredir no conhecimento das doutrinas da graça. Parabéns ao pessoal que trabalhou na livraria.

As notícias sobre este Simpósio, programação, bem como os vídeos das palestras poderão será cessadas a partir de: https://www.facebook.com/events/555114114645828/

segunda-feira, 28 de março de 2016

Livro SENHOR, ENSINA-NOS A ORAR (um comentário pastoral sobre a Oração Dominical)



Livro SENHOR, ENSINA-NOS A ORAR
Autor: Abram de Graaf

Um devocional sobre a oração dominical, para toda a família
Assista ao vídeo: https://youtu.be/i4nwSK-nEw4

Podemos dizer que orar é conversar com Deus e, portanto, deve ser tratada como uma conversa sincera aonde você explica os seus mais profundos sentimentos ao Senhor. É um momento de intimidade com o pai, mas como ter essa intimidade com Deus? Nós realmente sabemos orar? Embora possa parecer que a oração deveria vir a nossa boca como uma expressão confortável de nossa fé e confiança em Deus, ela frequentemente parece difícil.

Os primeiros seguidores de Jesus também tinham essas dúvidas, por isso, num certo momento, eles pediram ajuda "SENHOR, ENSINA-NOS A ORAR". E Jesus fez como eles pediram. Ele os ensinou como orar, tanto por suas palavras como por seu exemplo.

- SOBRE O AUTOR
Abram de Graaf nasceu em Utrecht, na Holanda, em 1960. Missionário no Brasil desde o ano 2000, foi pastor da Igreja Reformada do Brasil em Maceió durante doze anos. Atualmente está se dedicando a escrever algumas obras teológicas e dá aulas de exegese do Novo Testamento no Centro de Teologia das Igrejas Reformadas do Brasil em Recife-PE. Ele é casado com Célia Gomes de Graaf e tem quatro filhos: Marba, Jonathan, Mírian e a Arielle Beatrix.

- ESTRUTURA DO LIVRO
O livro tem um capítulo introdutório onde explica sobre o que esperar do Pai em nossas orações. Os demais 7 capítulos expõe o ensino sobre cada petição da oração do Senhor, apresentando aplicações para a vida cristã diária. Além disso, cada capítulo possui um exercício para facilitar o entendimento e a fixação dos assuntos.

SENHOR, ENSINA-NOS AMORAR é um excelente recurso para a família inteira. Recomendamos a leitura dele pelos pais, mas também que se faça uso em reuniões familiares onde o pai ou a mãe pode facilmente transmitir o ensino do Senhor Jesus acerca da oração, contido neste livro.

Finalmente, desejamos que este material possa atingir o seu objetivo de glorificar a Deus por meio de ajudar famílias brasileiras a usar bem o rico tesouro da oração na promoção de um viver alegre e piedoso diante de Deus e de nossa sociedade.

Livro: Jó, o rico (um comentário pastoral sobre o livro bíblico de Jó)


Livro: Jó, o rico

SOBRE O LIVRO
"Jó, o rico", de Cornelis Bijl, é um livro para todas as pessoas, principalmente, para cristãos, porque todos, de alguma maneira, sofrem ou já sofreram alguma tragédia nesta vida. Por que Deus nos envia estes sofrimentos? Sendo cristãos, não devíamos esperar ter uma vida quieta, tranquila?

O patriarca Jó enfrentou estas dúvidas e por isso, examinar a sua história nos ajuda a compreender melhor o sofrimento humano e até glorificar a Deus através dele. 

A CLIREF (Comissão de Literatura Reformada) é uma comissão das Igrejas Refornadas do Brasil que está responsável por traduzir para a língua portuguesa material que atenda ao público interessado em literatura reformada de alto nível. Neste livro você vai encontrar um comentário pastoral de cada capítulo do livro bíblico de Jó.

Assista ao vídeo: https://youtu.be/j02FPBpNcQk

sábado, 26 de março de 2016

O que significa Verbi Dei Minister VDM? Qual a sua história?


"VDM"

Você já viu essa sigla, antes? Estas letras refletem as palavras "Verbi Dei Minister" (1) que aparecem na Vulgata (Bíblia em Latin) ou "ministros da palavra" como aparecem nas versões portuguesas, na passagem bíblica de Lucas 1.2. O uso eclesiástico destas letras é bem antigo, remontando à idade média. No entanto, o movimento da igreja antiga em direção à tradição, cada vez mais afastou os religiosos da Palavra de Deus da qual deixaram de ser servos, ministros. Como resultado, a sigla chegou a cair em completo desuso no período anterior à Reforma Protestante.

John Eduard Farmer (2), um autor evangélico americano, em seu livro Fire on wet wood: The wide gate or the Narrow gate? The choice is yours (Fogo na madeira molhada: a porta larga ou a porta estreita? A escolha é sua) escreve sobre o papel do pregador como servo da palavra de Deus. Segundo ele, o Ministro da Palavra não prega outra coisa senão Cristo. Ele prega uma mensagem autoritativa que deve ser recebida e crida em distinção do papel do palestrante que emite opiniões sobre vários assuntos os quais você pode concordar ou não.

O autor diz ainda que "Através da pregação, a Palavra de Deus deve ser convincente aos ouvintes, não uma mera palavra de homem". Muitos pregadores hoje em dia usam o púlpito para expressar suas próprias visões sobre várias questões social, econômica ou política. Bem, as vezes, quando você ouve um destes homens você ouve alguém que trabalhou muito sobre um determinado tema. Outras vezes, e isse é o caso mais frequente, a tentativa é mais superficial. Tendo-o ouvido você provavelmente pode dizer que não tem sido instruído ou que não tem aprendido nada que edifique ou contribua com sua vida. Você pode concordar ou discordar do palestrante. Mas isso porque ele não era um pregador, um V.D.M.

Em contraste com outros títulos que advém da tradição secular, como Doutor e até mesmo Reverendo (aquele que merece ser reverenciado), o termo VDM não serve para elevar aquele que o detém à dignidade de um posto máximo, mas funciona simplesmente como uma designação do seu ofício. No período medieval, até mesmo pessoas que não tinham sido ordenadas pela igreja como padres ou pastores, mas que eram reputadas pela comunidade como alguém de elevada consideração por sua conduta moral e serviços prestados à igreja e à comunidade eram honradas com este título. Algumas dessas pessoas não estiveram associadas a este título durante sua vida, mas foram honrados com ele em sua morte, recebendo a designação VDM na lápide do túmulo, após o seu nome.

Por causa do significado profundamente representativo da vocação como servo de Deus, a designação VDM foi muito difundida no período da Reforma Protestante para honrar servos da Palavra de Deus. VDM tem sido a maior dignidade com a qual um pastor pode ser honrado nesta vida e com a qual ele pode ser lembrado depois da sua morte.

Por Lucio Mauro

Referências
(1) V.D.M., é uma sigla de uso religioso variado da expressão latina similar verbi dei minister ou mesmo verbi divini magister, tipicamente anexado como um nome sufixado ao nome completo para denotar seu status (algumas vezes autodeterminado) como um "ministro da palavra divina".
(2) FARMER, John Eduard. Fire on wet wood: The wide gate or the Narrow gate, The choice is yours. Usa: Trafford, 2013, p. 71.
Uma cópia online deste livro pode ser visualizada em https://books.google.com.br/books?id=HCgS0Pg66uQC&pg=PA71&hl=pt-BR#v=onepage&q&f=false

CONCÍLIO EXTRAORDINÁRIO DAS IGREJAS REFORMADAS DO BRASIL 2016 (Exame de seminaristas)


CONCÍLIO EXTRAORDINÁRIO DAS IRB 2016 -Exame de seminaristas

Durante os dias 21, 22 e 23 de março de 2016,  as Igrejas Reformadas do Brasil estiveram reunidas em concílio (26 CONCÍLIO DAS IRB 2016 - EXTRAORDINÁRIO), sob a organização da IR do Grande Recife e da IR de Imbiribeira/Recife. 

O Concílio examinou e aprovou os irmãos seminaristas Lucio Mauro, Iraldo Luna e Marcel Mattos, declarando-os elegíveis (doravante denominados Proponentes). A partir de então, estes irmãos ficam aguardando chamado de igrejas reformadas da Confederação a fim de serem ordenados e instalados no ofício de Ministro da Palavra (pastor).

Depois de cumprirem o período de estudos acadêmicos (2011-2014), em regime de tempo integral, no Instituto João Calvino, em Aldeia/PE, estes seminaristas ainda tiveram de cumprir um ano de estágio em uma das igrejas reformadas da Confederação (2015): irmão Lucio  em Maceió, irmão Iraldo em Maragogi e irmão Marcel em Recife.

O Concílio Extraordinário Recife 2015 avaliou os seminaristas em 10 áreas de estudos teológicos, além de examinar cuidadosamente a proposta de sermão que cada um deles teve de apresentar. 

Que estes irmãos sejam uma benção para a nossa nação, pregando fielmente a Palavra de Deus, conforme os padrões doutrinários confessados pelas Igrejas Reformadas do Brasil e igrejas reformadas espalhadas pelo mundo.

Publicado com autorização

quarta-feira, 9 de março de 2016

O QUE ACONTECE COM AS CRIANÇAS QUE MORREM NA INFÂNCIA?

O QUE ACONTECE COM AS CRIANÇAS QUE MORREM NA INFÂNCIA?
Pastor Flávio Silva

A pergunta que considero ante de qualquer outra é: Qual estado (condição) real das crianças? Trago agora um resumo das principais correntes:

a. Para os Pelagianos, não existe o pecado original, consequentemente, todas as crianças nascem imaculadas e se morrem na infância vão para o céu. 

b. Para a maioria dos arminianos, todas as crianças, ainda que herdem o pecado original, nascem em estado de graça e se morrerem vão para o céu, mas perderão esse estado na idade da consciência. 

c. Os romanistas creem que todas as crianças nascem condenadas, permanecendo assim até o batismo. Se morrerem batizadas, vão para o céu. Se não forem batizadas, não vão. 

d. Como cristãos reformados, cremos que todas as crianças nascem infectadas pelo pecado, e são salva com base na aliança da graça. Falando sobre o sacramento do batismo, o Catecismo de Heidelberg em pergunta e resposta 7 diz, "De onde vem, então, esta natureza corrompida do homem? R. Da queda e desobediência de nossos primeiros pais, Adão e Eva, no paraíso. Ali, nossa natureza tornou-se tão envenenada, que todos nós somos concebidos e nascidos em pecado. E em pergunta e resposta 74 falando sobre o sacramento do batismo: "As crianças pequenas devem ser batizadas? R. Devem, sim, porque tanto as crianças como os adultos pertencem à aliança de Deus e à sua igreja. Também a elas como aos adultos são prometidos, no sangue de Cristo, a salvação do pecado e o Espírito Santo que produz a fé. Por isso, as crianças, pelo batismo como sinal da aliança, devem ser incorporadas à igreja cristã e distinguidas dos filhos dos incrédulos. Na época do Antigo Testamento se fazia isto pela circuncisão. No Novo Testamento foi instituído o batismo, no lugar da circuncisão."

       Os Cânones de Dort no Capítulo 1 artigo 17, diz: "Devemos julgar a respeito da vontade de Deus com base na sua Palavra. Ela testifica que os filhos de crentes são santos, não por natureza mas em virtude da aliança da graça, na qual estão incluídos com seus pais. Por isso os pais que temem a Deus não devem ter dúvida da eleição e salvação de seus filhos, que Deus chama desta vida ainda na infância." E em capítulo 3,4 artigos 2 e 3, diz: "Depois da queda, o homem corrompido gerou filhos corrompidos. Então a corrupção, de acordo com o justo julgamento de Deus, passou de Adão até todos os seus descendentes, com exceção de Cristo somente. Não passou por imitação, como os antigos pelagianos afirmavam, mas por procriação da natureza corrompida."; "Portanto, todos os homens são concebidos em pecado e nascem como filhos da ira, incapazes de qualquer ação que o salve, inclinados para o mal, mortos em pecados e escravos do pecado. Sem a graça do Espírito Santo regenerador nem desejam nem tampouco podem retornar a Deus, corrigir suas naturezas corrompidas ou ao menos estar dispostos para esta correção."

       Quando Deus estabeleceu sua aliança com Abraão, incluiu seus filhos nela. Estabelecerei a minha aliança eterna entre mim e ti e tua descendência no decurso  das suas gerações, aliança perpétua,  para ser o seu Deus e o Deus da tua descendência” (Gn 17:7). E complementa com a promessa, referindo-se aos seus filhos, “e serei o seu Deus” (Gn 17:8). No Novo Testamento temos a promessa “Crê no Senhor Jesus, e serás salvos, tu e tua casa”(At 16:31). Por isso, os filhos dos crentes são chamados de “linhagem santa”(Ed 9:2), “semente santa” (Is 6:13), “povo abençoado” (Is 61:9; 65:23) e “santos” (1Co 7:14).

Publicado com a devida autorização
Pastor Flávio Silva é pastor da Igreja Reformada de Maceió, Village Campestre II

terça-feira, 8 de março de 2016

PROMOÇÃO DORDT 400 ANOS (Projeto Dordt-Brasil)


AÇÕES DO PROJETO DORDT-BRASIL

"PROMOÇÃO DORDT 400 ANOS"
Saiba como receber gratuitamente um exemplar da Edição 2016 dos Cânones de Dordt.

O Sínodo de Dordt, maior e mais importante sínodo das igrejas reformadas, da Holanda e do resto do mundo, completará 400 anos em 2018. O Projeto Dordt-Brasil pretende realizar eventos para celebrar a Deus por tão importante acontecimento na vida das igrejas de Cristo.

No século XVII, as Igrejas Reformadas da Holanda foram severamente perturbadas pelo arminianismo, movimento que teve seu início na Remonstrância (termo que em Holandês significa "protesto") apresentada ao governo holandês pelos seguidores do pastor reformado Jacó Armínio. Embora os seguidores de Armínio não o apoiassem em todos os pontos de sua discórdia com a igreja, eles apresentaram um documento consensual ao governo da Holanda expondo suas posições. Para pôr fim às disputas entre reformados e remonstrantes, o governo e as igrejas convocaram o Sínodo de Dordt. Este sínodo contou com a participação de representantes das províncias holandesas, portanto, era um sínodo nacional. Porém, ele ganhou contornos internacionais por causa da presença de delegados de vários países que foram convidados a apresentarem suas posições quanto aos assuntos em discussão. A resposta conclusiva do Sínodo foi a publicação dos Cinco Artigos contra os Remonstrantes, também conhecido como Os Cânones de Dordt.

Como parte dos preparativos para a comemoração dos 400 anos do Sínodo de Dordt, o Projeto Dordt-Brasil lançou um selo comemorativo que está disponível na página do Projeto no Facebook (https://www.facebook.com/C%C3%A2nones-de-Dordt-665175820293739/). A imagem do selo tem autorização do Projeto Dordt-Brasil para uso por terceiro.

PROMOÇÃO 
O Projeto Dordt-Brasil, em parceria com a Livraria Reformada Cinco Pontos, presenteará com dezenas de exemplares da Edição 2016 dos Cânones de Dordt os participantes da "Promoção Dordt 400 anos". Para receber o seu exemplar gratuitamente é muito fácil.

RECEBA UM EXEMPLAR DA EDIÇÃO 2016 DOS CÂNONES DE DORDT, GRATUITAMENTE 
Ao realizar uma compra na Livraria Reformada Cinco Pontos (https://www.facebook.com/livrosreformados/) e carregar a imagem do selo comemorativo aos 400 anos do Sínodo de Dordt como imagem de fundo no seu perfil do Facebook, você ganha um exemplar da EDIÇÃO 2016 DOS CÂNONES DE DORDT.

A imagem deve permanecer em seu perfil do Facebook por, pelo menos, 7 dias. Você deve enviar uma mensagem com um "Print" do selo comemorativo dos 400 anos do Sínodo de Dordt no seu perfil. Pelo menos, sete dias depois, você deve repetir o procedimento, enviando outro "Print".

O Projeto Dordt-Brasil enviará o exemplar da Edição 2016 dos Cânones de Dordt  junto com sua compra realizada na Livraria Reformada Cinco Pontos.

Acesse a página do projeto: http://canonesdedort.com/

sexta-feira, 4 de março de 2016

LANÇAMENTO DA EDIÇÃO 2016 DOS CÂNONES DE DORDT


EDIÇÃO 2016 DOS CÂNONES DE DORDT
Lançamento oficial 

O Projeto Dordt-Brasil tem realizado várias ações no sentido de preparar nosso país para as comemorações dos 400 anos do Sínodo de Dordt, o maior e mais importante sínodo das igrejas reformadas, da Holanda e do resto do mundo.

Na última quarta-feira, dia 2 de março de 2016, durante o 2 Simpósio Reformado de Maceió 2016 (https://www.facebook.com/events/555114114645828/foi apresentado ao público, pela primeira vez, a mais nova edição dos Cânones de Dordt, publicada pelo projeto Dordt-Brasil.

Esta edição traz algumas novidades em relação à edição atual publicada em Português pela Cultura Cristã e que consta na Bíblia de Estudos de Genebra. Entre as novidades está a substituição da palavra "erros" que consta nas "rejeições" ao final de cada capítulo dos Cânones por "heresias". A introdução do livro explica os motivos para esta mudança.

O próximo passo, será uma edição ampliada com comentários e anotações sobre os temas ligados com os Cânones de Dordt. Esta edição está prevista para ser lançada em 2018 quando o Projeto Dordt-Brasil lembrará os 400 anos do Sínodo de Dordt. O selo comemorativo aos 400 anos do Sínodo de Dordt já pode ser obtido gratuitamente na página do projeto no Facebook (https://www.facebook.com/C%C3%A2nones-de-Dordt-665175820293739/).

Quem estava presente ao Simpósio recebeu um exemplar como cortesia, mas você poderá adquirir o seu através da pré-venda na página da Livraria Reformada Cinco Pontos (http://livrariareformada.com/inicio/12-canones-de-dordt-edicao-2016.html).

Reublicado com autorização do Projeto Dordt -Brasil
http://canonesdedort.com/

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

ARMINIANISMO NA ESTRADA DE DORDT

Arminianismo na estrada de Dordt
Lucio Mauro

Jakobus Arminius (Jacó Armínio) era um pastor das Igrejas Reformadas Holandesas. Nasceu em 1560, em Utrecht; estudou em Leiden; foi para Genebra e estudou com
Beza, de quem admirava os escritos. 

Em 1588 foi ordenado pastor em Amsterdã. Seu aluno, Plancius, se opôs a sua teologia, mas isso não foi suficiente para impedir sua nomeação como professor na universidade de Leiden. Gomarus, também professor, um supralapsariano, passou a disputar com Armínio por causa de sua posição sobre fé e graça. 

Armínio nunca era claro em suas afirmações. Por exemplo, ele queria a revisão das confissões, mas não explicava porque havia necessidade de mudança nos padrões de fé da igreja. Em 1608, Gomarus e Armínio apresentaram-se diante da coorte para expor suas opiniões. Armínio não estava muito satisfeito com essa opção, pois seu interesse era a convocação de um sínodo.

Armínio morreu em 1609. No ano seguinte, 41 pastores e alguns professores que apoiavam a teologia de Armínio (pelo menos em parte, pois muitos negavam o pecado original e a depravação total, que eram defendidos por Armínio) reuniram-se para elaborar um documento de consenso a fim de ser apresentado ao governo dos Estados Holandeses - este documento ficou conhecido como Artigos da Remonstrância (Remonstrantie). Este grupo não queria a manutenção dos símbolos de fé (Catecismo de Heidelberg e Confissão de Fé Belga) como norma para a igreja, apesar de não negar sua validade. Seu principal representante foi Simon Episcopius (1583-1643) e Hugo Grócio (1583-1645).

Anos mais tarde, foi convocado o Sínodo de Dordrecht (1618-1619) do qual herdamos a forma inglesa Dordt (com alguma corrupção "Dort"). Ele teve a sua primeira sessão na manhã de 13 de novembro de 1618, terminando no ano seguinte, com a sessão de número 154, em 9 de maio de 1619. 84 Teólogos, entre esses estavam 27 delegados da Alemanha, Suíça, Inglaterra e outros países da Europa, e 18 representantes seculares. 

O Sínodo de Dordt condenou os ensinos dos remonstrantes. Todos os remonstrantes que exerciam o ofício de pastor foram depostos e os que ocupavam cargos públicos foram destituídos e expulsos da Holanda. No entanto, grupos remonstrantes permaneceram na Holanda e Alemanha e podem ser encontrados até hoje. A Irmandade Remonstrante tem atualmente cerca 6000 associados na Holanda, mas também na Alemanha.

Alguns têm feito ligação estreita entre a expressão Os Cinco Pontos do Calvinismo com John Calvino, mas Calvino nunca usou tal expressão nem tratou os temas na estreita relação como eles se apresentam hoje. A expressão somente ganhou notoriedade a partir de Dordt. Os Cinco Artigos da Remonstrância e posteriormente os Cinco Cânones de Dordt podem ser indicados como fontes para Os Cinco Pontos do Calvinismo, ainda que de maneira indireta, pois existem diferenças na ordem dos assuntos.

Armínio afirmou a depravação total, mas acreditava que a graça preveniente permitiria que os homens escolhessem a salvação. Concernente a graça e livre-arbítrio, Armínio disse "isto é o que eu ensino conforme as Escrituras e o consentimento ortodoxo: o livre-arbítrio é incapaz de iniciar ou aperfeiçoar alguma bondade verdadeira e espiritual, sem a graça. Essa graça [prœvenit] vem antes, acompanha, e segue; anima, assiste, opera em nossa vontade, e coopera para que a nossa vontade não torne-se vã."

A seguir, a transcrição dos Cinco Artigos da Remonstrância:

Artigo I - Que Deus, por um eterno e imutável plano em Jesus Cristo, seu Filho, antes que fossem postos os fundamentos do mundo, determinou salvar, de entre a raça humana que tinha caído no pecado – em Cristo, por causa de Cristo e através de Cristo – aqueles que, pela graça do Santo Espírito, crerem neste seu Filho e que, pela mesma graça, perseverarem na mesma fé e obediência de fé até o fim; e, por outro lado, deixar sob o pecado e a ira os contumazes e descrentes, condenando-os como alheios a Cristo, segundo a palavra do Evangelho de Jo 3.36 e outras passagens da Escritura.

Artigo II - Que, em concordância com isso, Jesus Cristo, o Salvador do mundo, morreu por todos e cada um dos homens, de modo que obteve para todos, por sua morte na cruz, reconciliação e remissão dos pecados; contudo, de tal modo que ninguém é participante desta remissão senão os crentes.

Artigo III - Que o homem não possui por si mesmo graça salvadora, nem as obras de sua própria vontade, de modo que, em seu estado de apostasia e pecado para si mesmo e por si mesmo, não pode pensar nada que seja bom – nada, a saber, que seja verdadeiramente bom, tal como a fé que salva antes de qualquer outra coisa. Mas que é necessário que, por Deus em Cristo e através de seu Santo Espírito, seja gerado de novo e renovado em entendimento, afeições e vontade e em todas as suas faculdades, para que seja capacitado a entender, pensar, querer e praticar o que é verdadeiramente bom, segundo a Palavra de Deus (Jo 15.5).

Artigo IV - Que esta graça de Deus é o começo, a continuação e o fim de todo o bem; de modo que nem mesmo o homem regenerado pode pensar, querer ou praticar qualquer bem, nem resistir a qualquer tentação para o mal sem a graça precedente (ou preveniente) que desperta, assiste e coopera. De modo que todas as obras boas e todos os movimentos para o bem, que podem ser concebidos em pensamento, devem ser atribuídos à graça de Deus em Cristo. Mas, quanto ao modo de operação, a graça não é irresistível, porque está escrito de muitos que eles resistiram ao Espírito Santo.

Artigo V - Que aqueles que são enxertados em Cristo por uma verdadeira fé, e que assim foram feitos participantes de seu vivificante Espírito, são abundantemente dotados de poder para lutar contra Satã, o pecado, o mundo e sua própria carne, e de ganhar a vitória; sempre – bem entendido – com o auxílio da graça do Espírito Santo, com a assistência de Jesus Cristo em todas as suas tentações, através de seu Espírito; o qual estende para eles suas mãos e (tão somente sob a condição de que eles estejam preparados para a luta, que peçam seu auxílio e não deixar de ajudar-se a si mesmos) os impele e sustenta, de modo que, por nenhum engano ou violência de Satã, sejam transviados ou tirados das mãos de Cristo (Jo 10.28). Mas quanto à questão se eles não são capazes de, por preguiça e negligência, esquecer o início de sua vida em Cristo e de novamente abraçar o presente mundo, de modo a se afastarem da santa doutrina que uma vez lhes foi entregue, de perder a sua boa consciência e de negligenciar a graça – isto deve ser assunto de uma pesquisa mais acurada nas Santas Escrituras antes que possamos ensiná-lo com inteira segurança.

"Estes artigos, assim definidos e ensinados, os Remonstrantes consideram de acordo com a Palavra de Deus, tendendo a edificação, e, no que diz respeito a este argumento, suficiente para a salvação, de modo que não é necessário ou edificante acrescentar ou diminuir qualquer coisa."

Fonte: History Of The Christian Church, Philip Schaff, Hendrickson; The Creeds of Christendom, Philip Schaff, Baker.