segunda-feira, 27 de setembro de 2010

MANIFESTO PELA FAMÍLIA. Em favor da Vida.

Em meu estado, Pernambuco, mas precisamente na cidade de Jaboatão dos Guararapes, região metropolitana do Recife, se organizou um "Conselho de Pastores" que está mobilizando para o próximo dia 25 de setembro uma carreata em "Pró da Família", e contará com o apoio oficial de 12 denominações evangélicas, com a subscrição dos respectivos pastores. Um folheto de 4 páginas já está circulando nas cidades vizinhas e apresenta os objetivos da carreata, além das leis consideradas anti-cristãs.

Sei que posso ser criticado pela iniciativa de manifestar apoio ao "Manifesto pela Família". Bem. Eu sei que devemos ter cuidado com nossas colocações. E estou tendo. O que não posso mais é ficar calado.

Não falo em nome de igreja. E por isso mesmo não me furto aos meus compromissos cristãos, sentindo-me bem à vontade para deixar bem claro duas coisas:

Primeira: a esquerda em nosso país tem demonstrado claramente ideologias marxista onde não não há espaço para Deus, ou para a Bíblia.
O marxismo afirma que devemos criar em nossos dias uma nova ética, livre da alienação moral e da ilusão ideológica. (p. 59, livro: O MARXISMO, difusão europeia do livro, 1955). Este sentimento está bem presente nas leis que tramitam no congresso nacional, além de outras que ainda virão.

Segunda: como disse o filósofo, Olavo de Carvalho, várias vezes: "não há direita em nosso pais". Os partidos que temos como direita vivem o pragmatismo político.

No entanto, a diferença entre os dois pontos da mesma reta é notável: a ideologia de certos partidos que querem uma sociedade sem Deus é apoiada de quando em quando pelos "direitistas pragmáticos", mas estes não desenham a nova sociedade "alienada da moral", ainda que tenham sua responsabilidade. Mas, são aqueles, os que cavam sepulturas para a moral e para os princípios cristãos.

A povo cristão-evangélico, em nosso país, a meu ver, vive o melhor momento para o debate e a reflexão política. Às vésperas da eleição presidencial, observamos uma grande mobilização de igrejas e grupos religiosos independentes; leigos e um remanescente interessado em preservar o pouco que resta, em nossa nação, dos bons princípios cristãos.

Talvez não percebamos o resultado nesse pleito, mas não tenho dúvida de que se acendeu o pavio e logo, logo, teremos muita luz sobre a sujeira política que vive nosso sistema partidário.

Participe deste momento.
por Lucio Mauro

Manifesto pela família
http://www.umaigreja.com/

Igrejas evangélicas protestam contra o PT
http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/09/24/politica4_0.asp

Projetos e programas que contrariam as igrejas evangélicas
http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/09/24/politica4_1.asp

sábado, 25 de setembro de 2010

O GOVERNO SOCIALISTA APROVA PEC DO DIVÓRCIO

O GOVERNO SOCIALISTA APRONTA MAIS UMA.

O BRASIL COMEMORA OU CHORA MESMO! DE QUALQUER FORMA ESTAVA LÁ: NOS PROGRAMAS DE RÁDIO, TVS, MIDIA IMPRESSA "A lei do divórcio foi hoje 13.7.2010 aprovada pela esquerda" E PODE TER CERTEZA. VEM MUITO MAIS POR AÍ.
O autor dessa PEC é o deputado ANTONIO CARLOS BISCAIA do PT do Rio de Janeiro.

Agora, "passou a ser mais fácil um homem divorciar-se da mulher que despedir a mulher da limpeza ou despejar o inquilino".

E a Igreja de Jesus Cristo, como deve se apresentar diante de mais um ataque às Escrituras. É! Eu bem sei que para alguns, ou muitos, ditos cristãos, em nossos dias, isso não fere a Bíblia.

Então, eu coloquei um pequeno trecho de um sermão pregado pelo reverendo Adriano Gama que ensina ao povo de Deus o que Ele acha do divórcio e qual deve ser nossa atituda diante dele.

Hoje não se pensa muito para se acabar o casamento: Ah, se não der certo agente se separa, acabou o amor acabou o casamento! São justificativas que hoje são usadas por cristãos.
Saiba que se você tiver uma baixa consideração sobre o casamento seu fim será o divórcio: Essa é uma verdade na nossa época.
Mas o SENHOR quer guardar o seu povo desse mal abominável e mostra as consequências do divórcio para a igreja e seus membros (veja Ml 2.13):
Lendo estes textos você deve ter muito cuidado para ter seu casamento em alta estima e não achar o divórcio coisa banal e deve se guardar desse mal terrível.
Por que? Primeiro, o SENHOR repudia aquele que pelo divórcio repudia sua esposa ou seu marido! Veja isto em Ml 2.14:

“E perguntais: Por que? Porque o SENHOR foi testemunha [da aliança] entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher da tua aliança.”

É INTERESSANTE COMO SÃO PUNIDOS OS QUE VIOLAM O PACTO TRABALHISTA, MAS NADA SOFREM ESTES QUE VIOLAM OS PRINCIPIOS JUDAICO-CRISTÃOS A CERCA DO CASAMENTO. SE ISSO É SER OCIDENTAL, ENTÃO É PREFERIVEL SER...O QUE?

É TRISTE. NO LUGAR DO ESTADO PROTEGEREM A FAMÍLIA, NOS JOGAM NA MISÉRIA. COMO TEREMOS UMA BOA EDUCAÇÃO, JUSTIÇA, SOCIEDADE SE A PRIMEIRA JÁ FOI AFETADA?

PRECISAMOS NOS INTEIRAR SOBRE O ASSUNTO E ESTARMOS PREPARADOS PARA O QUE VEM POR AÍ.

LUCIO MAURO

Página do Senado federal - PEC do divórcio
http://www.senado.gov.br/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=91651

Sermão completo sobre o divórcio. Rev. Adriano Gama - Igreja Reformada do Grande Recife
http://www.bandeiradagraca.org/2008/03/pregaes-em-malaquias-parte-ivguardem-se.html

Instruções para o Culto Familiar


Instruções para o Culto Familiar*

Livros religiosos
Aprovado pela Assembléia Geral da Igreja da Escócia
para Piedade e Uniformidade no Culto Individual e Familiar
e Edificação Mútua
E

Ato da Assembléia Geral de 1647
com Relação à sua Observância
Assembléia em Edinburgh
24 de agosto de 1647
Décima Sessão
Ato quanto à Observância das
Instruções da Assembléia Geral para
o Culto Individual e Familiar
e Edificação Mútua;
e
quanto às Censuras pela
Negligência do Culto Familiar
A Assembléia Geral, após madura deliberação, aprova as seguintes Normas e Instruções para promover a piedade, e prevenir divisões e cismas; e designa ministros e presbíteros em cada congregação para tomarem especial cuidado, a fim de que estas Instruções sejam observadas e seguidas; bem como, de igual modo, os presbitérios e sínodos para que averigüem e julguem se essas Instruções estão sendo observadas em suas fronteiras; e reprovem e censurem (de acordo com a gravidade da ofensa), os que forem achados reprováveis e censuráveis a esse respeito. E, a fim de que estas Instruções não se tornem ineficazes e não proveitosas entre alguns, devido à costumeira negligência à própria substância do dever do culto familiar, a Assembléia determina e aponta ministros e presbíteros para investigarem e averiguarem, nas congregações sob seus respectivos cuidados, se há entre eles alguma família ou famílias que costumam negligenciar este necessário dever; e se for descoberta tal família, o cabeça da família deve ser primeiramente advertido em privado a corrigir sua falta; e, em caso de insistência na falta, deve ser solene e seriamente advertido pela sessão (concílio); após o que, se ele continuar negligenciando o culto familiar, deve ser, por sua obstinação em tal ofensa, suspendido e impedido de participar da ceia do Senhor, visto ser justamente considerado indigno de comungar, enquanto não se corrigir.


INSTRUÇÕES DA ASSEMBLÉIA GERAL,
CONCERNENTES AO CULTO INDIVIDUAL E FAMILIAR,
E MÚTUA EDIFICAÇÃO; PARA A PROMOÇÃO
DA PIEDADE E MANUTENÇÃO DA UNIDADE,
E PARA EVITAR CISMAS E DIVISÕES
Além do culto público em congregação, misericordiosamente estabelecido nesta terra em grande pureza, é apropriado e necessário que o culto individual de cada pessoa à sós e o culto familiar sejam estimulados e organizados, para que, com a reforma nacional, a profissão e o poder da piedade, tanto pessoal como domésticos prosperem.

A Necessidade do Culto Individual

I. Primeiramente, com relação ao culto individual, é extremamente necessário que cada um à parte, e por si mesmo, se dê à oração e meditação. O indizível benefício advindo disso é melhor conhecido por aqueles que são mais exercitados nesta prática. Este é o meio pelo qual, de modo especial, a comunhão com Deus é nutrida, e uma correta preparação para todos os demais deveres é alcançada. Portanto, cabe aos pastores, entre seus diversos deveres, pressionar toda sorte de pessoas a executarem esse dever pela manhã e à noite, e em outras oportunidades. É também dever do cabeça de cada família zelar no sentido de que ele mesmo, e todos os que estão sob sua autoridade, sejam diligentes nisso diariamente.

Ordem para o Culto Familiar

II. Os deveres ordinários compreendidos no exercício da piedade que devem ser realizados em famílias quando reunidas com este propósito são os seguintes: Primeiro, oração e louvores, com referência especial, tanto à condição pública da igreja de Deus neste reino, como à presente situação da família e de cada um dos seus membros. A seguir, leitura das Escrituras e explicação de um modo claro, a fim de que a compreensão dos mais simples possa ser melhor capacitada a tirar proveito das ordenanças públicas e a entenderem melhor as Escrituras; bem como conversas piedosas com vistas à edificação de todos os membros na mais santa fé; assim como, admoestação e repreensão, quando há justa razão, por parte daqueles que estiverem em posição de autoridade na família.

Uso Apropriado das Escrituras no Culto Familiar

III. O ofício de interpretar as Escrituras Sagradas é parte da vocação ministerial, o qual ninguém (embora de outro modo qualificado) deveria atribuir a si mesmo em nenhum lugar, exceto aquele que é chamado para isso por Deus e por sua igreja. Entretanto, em cada família onde houver alguém que possa ler, as Escrituras devem ser lidas ordinariamente para a família; e é recomendável que depois disso confiram, e por meio de conferência (conversas), façam bom uso do que foi lido e ouvido. Assim, se por exemplo algum pecado for reprovado pela palavra lida, deve-se fazer uso dela no sentido de que toda a família se torne prudente e vigilante contra o mesmo; ou, em se tratando da menção de algum julgamento, deve-se fazer uso do texto lido a fim de que toda a família tema, de sorte que não recaia sobre ela julgamento semelhante ou pior; e finalmente, se algum dever for requerido, ou algum conforto oferecido em uma promessa, deve-se fazer uso disso para estimular a família a buscar força em Cristo a fim de serem habilitados a cumprir o dever requerido, e a aplicar o conforto oferecido. Tudo deve ser dirigido pelo cabeça da família; e qualquer de seus membros pode propor uma pergunta ou dúvida para ser solucionada.

A Responsabilidade do Marido/Pai

IV. O cabeça da família deve zelar a fim de que nenhum membro da família deixe de participar de qualquer parte do culto familiar; e, visto que a realização ordinária de todas as partes do culto familiar pertence propriamente ao cabeça da família, o ministro deve estimular os que forem preguiçosos e instruir os que forem fracos, a fim de que se habilitem para estes exercícios. É possível, porém, que pessoas habilitadas, aprovadas pelo presbitério, realizem esta instrução. Nos casos em que o chefe da família for incapacitado, outra pessoa da família, aprovada pelo ministro e pela sessão (concílio), pode ser empregada nesse serviço, devendo o presbitério ser notificado. E se um ministro, pela providência divina, vier a alguma família, ele não deve reunir apenas uma parte dela para o culto, excluindo os demais, exceto em casos especiais que envolvam estas pessoas em particular e quando (pela prudência cristã) os demais não devam tomar conhecimento.

Líderes de Fora Não Permitidos

V. Não permitam que nenhum desocupado, não vocacionado, ou pessoa sem atividade ou com o pretexto de um chamamento, realizem culto nas famílias; visto que pessoas corrompidas, com erros ou que procuram divisão, podem estar prontos para penetrar sorrateiramente nas casas e cativar pessoas néscias e instáveis.

Os Que São Admitidos no Culto Familiar

VI. Um cuidado especial deve ser tomado a fim de que cada família se reúna sozinha para o culto familiar; não requerendo, convidando nem admitindo membros de outras famílias, a menos que se trate de pessoas hospedadas, ou que participem da mesa da família, ou que se encontrem com eles em alguma ocasião legítima.
VII. Por melhores que tenham sido os efeitos e frutos de encontros de pessoas de famílias diferentes, em tempos de corrupção e dificuldades (em cujas circunstâncias muitas coisas tornam-se recomendáveis, embora sejam intoleráveis em circunstâncias normais), ainda assim, quando Deus nos abençoa com a paz e pureza do evangelho, tais reuniões de pessoas de famílias diversas (exceto nos casos mencionados nestas Instruções) devem ser reprovadas, por tenderem a ser um empecilho ao exercício espiritual de cada família por si mesma, por serem prejudiciais ao ministério público, por afastar as famílias das suas congregações, e com o decorrer do tempo, de toda a igreja. Além disso, muitos erros podem advir dessa prática, os quais endurecem o coração dos homens carnais, e entristecem os piedosos.

A Família no Dia do Senhor

VIII. No dia do Senhor, após cada membro da família à parte, e toda a família reunida haverem buscado o Senhor (em cujas mãos está a preparação do coração do homem), para prepará-los para o culto público e abençoar as ordenanças públicas, o cabeça da família deve zelar a fim de que todos os que estão sob seus cuidados estejam presentes no culto público e se unam aos demais membros da congregação; e, terminado o culto público, após a oração, devem considerar o que ouviram, e gastar o restante do dia livre em estudos e conversas familiares sobre a palavra de Deus; ou então, cada um à parte, deve aplicar-se à leitura, meditação e oração, a fim de que possam confirmar e aumentar sua comunhão com Deus; de modo que os benefícios adquiridos por meio das ordenanças públicas sejam desenvolvidos e promovidos, e eles sejam mais edificados para a vida eterna.

Oração Familiar

IX. Todos os que podem conceber a oração, devem fazer uso deste dom de Deus. Embora os rudes e mais fracos possam começar com orações fixas, não devem fazê-lo de modo a se tornarem lerdos em estimularem em si mesmos (de acordo com suas necessidades diárias) o espírito de oração, o qual é conferido em alguma medida a todos os filhos de Deus. Para isso, eles devem ser mais fervorosos (sinceros) e freqüentes na oração em secreto a Deus, pedindo que seu coração seja habilitado a conceber, e sua língua a expressar desejos apropriados por sua família. Enquanto isso, para o maior encorajamento dessas pessoas, elas devem meditar e fazer uso dos seguintes assuntos em suas orações:
Confessem a Deus o quão indignos são para virem à Sua presença, e quão despreparados estão para cultuar Sua Majestade; e, conseqüentemente, supliquem diligentemente que Deus lhes confira espírito de oração.
Confessem seus pecados, e os pecados da família, acusando, julgando e condenando a si mesmos por isso, até que suas almas experimentem alguma medida de verdadeira humilhação.
Derramem suas almas diante de Deus, em nome de Cristo, por intermédio do Espírito, suplicando pelo perdão dos pecados, por graça para arrepender-se, para crer e para viver sóbria, reta e piedosamente; e para servir a Deus com alegria e prazer, andando na Sua presença.
Agradeçam a Deus por Suas muitas misericórdias para com o Seu povo, e para com vocês mesmos, especialmente por seu amor em Cristo, e pela luz do evangelho.
Orem pedindo os benefícios particulares, espirituais e temporais, que estejam necessitando no momento, na saúde ou na doença, na prosperidade ou na adversidade.
Intercedam pela Igreja de Cristo em geral, por todas as igrejas reformadas, e por sua igreja em particular, e por todos os que estão sofrendo pelo nome de Cristo; por todas as nossas autoridades superiores, pelo rei, pela rainha e seus filhos; pelos magistrados, ministros, e por todo o corpo da congregação da qual são membros, bem como por seus vizinhos ausentes envolvidos com os seus afazeres legais, bem como por todos os que estejam em casa.
A oração pode ser encerrada com a expressão de um sincero desejo que Deus seja glorificado na vinda do reino do Seu Filho, do cumprimento da Sua vontade, e da convicção de que vocês são aceitos, e de que o que pediram de acordo com a Sua vontade será feito.

A Urgência do Culto Familiar

X. Estes exercícios devem ser realizados com grande sinceridade, sem procrastinação, colocando de lado todas as atividades seculares ou impedimentos, a despeito da zombaria dos homens ateus e profanos, em respeito às grandes misericórdias de Deus para com esta terra, e às severas correções às quais Ele anteriormente fez vir sobre nós. Com vistas ao cumprimento desses exercícios, pessoas eminentes (e todos os presbíteros da igreja), não apenas devem estimular-se a si mesmos e suas famílias a serem diligentes nesse dever, mas também devem agir efetivamente, no sentido de que em todas as outras famílias sob seus cuidados ou influência, estes exercícios sejam conscientemente realizados.

Ocasiões Especiais para o Culto Familiar

XI. Além desses deveres familiares ordinários, mencionados acima, deveres extraordinários, tanto de humilhação como de agradecimento, devem ser cuidadosamente levados a efeito nas famílias, sempre que o Senhor os requeira, por meio de ocasiões extraordinárias privadas ou públicas.

A Necessidade de Edificação Mútua

XII. Visto que a Palavra de Deus requer que nos consideremos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras, em todas as épocas, e especialmente nesta, quando a impiedade abunda, e os escarnecedores, andando em suas próprias concupiscências, estranham que outros não concorram com eles ao mesmo excesso de devassidão; cada membro desta igreja deve estimular-se a si mesmo e uns aos outros aos deveres de edificação mútua, pela instrução, admoestação, repreensão, exortando uns aos outros a manifestar a graça de Deus, renegando a impiedade e as paixões mundanas, e vivendo sensata, justa e piedosamente neste presente século, confortando os fracos, e orando uns pelos outros. Estes deveres devem ser levados a efeito especialmente em ocasiões especiais oferecidas pela providência Divina; como, por exemplo, quando ocasiões de calamidade, adversidade ou grandes dificuldades, exigem conselho e conforto; ou quando um ofensor precisa ser admoestado privadamente, e, não sendo isso suficiente, a presença de mais uma ou duas pessoas se faça necessária, de acordo com a regra de Cristo, a fim de que pela boca de duas ou três testemunhas, toda a verdade possa ser estabelecida.

Aconselhamento

XIII. Visto que não é dado a todos falar de modo apropriado a pessoas que necessitam de aconselhamento, conforto ou repreensão, faz-se necessário que tais pessoas, nessa situação, não encontrando paz após terem feito uso de todos os meios ordinários privados e públicos, dirijam-se ao seu pastor, ou a outro crente experiente. Se contudo, a pessoa com dificuldade de consciência, for de uma condição ou sexo que a discrição, modéstia ou temor de escândalo requeira que um amigo íntimo, sóbrio e sério esteja presente com eles em tal difícil ocasião, é imprescindível que tal amigo se faça presente.

Casos excepcionais

XIV. Quando pessoas de famílias diferentes forem reunidas pela providência Divina, seja devido à vocação comum, ou por qualquer outra circunstância necessária, visto que devem ter sempre a presença do Senhor deles consigo aonde quer que forem, tais pessoas devem falar com Deus, e não negligenciar o dever da oração e da ação de graças. Devem, contudo, ter prudência para que a oração seja feita por aquele que, dentre o grupo, for julgado capacitado para tal. Devem, de modo semelhante, ter prudência para que conversas corrompidas não lhes saiam da boca, mas apenas o que for bom para a edificação, e para ministrar graça aos ouvintes.

As Principais Razões destas Instruções

O propósito e escopo destas Instruções não é outro senão, por um lado, nutrir e promover o poder e a prática da piedade entre ministros e membros desta igreja, de conformidade com suas diversas posições e vocações; e reprimir toda impiedade e fingimento dos exercícios religiosos. E, por outro lado, impedir que, sob o nome e pretexto de exercícios religiosos, seja permitida qualquer reunião ou prática que possa degenerar em erro, escândalo, divisão, desacato ou desconsideração para com as ordenanças públicas e ministros, ou negligência dos deveres dos chamados particulares, ou quaisquer outros males, os quais são obras não do Espírito, mas da carne, e são contrárias à verdade e à paz.


* Traduzido por Paulo R. B. Anglada, em 1995, a partir de The Directory for Family Worship (Greenville, South Carolina: Greenville Presbiterian Theological Seminary, 1994).

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Site oficial das Igrejas Reformadas do Brasil IRB

Desde algum tempo, as Igrejas Reformadas do Brasil, IRBs, têm planejado a criação de um site que sirma de informativo oficial das igrejas que compõe a Confederação das Igrejas Reformadas do Brasil.

O site já está disponível, mas ainda não é oficial.
No entanto, as informações ali contidas já estão sendo compartilhadas pelas igrejas da confederação e refletem aquilo que é a Igreja Reformada do Brasil.

Acesse o link e conheça o site:

http://www.igrejas-reformadas.org/

Livros religiosos

O cristão, a pirataria e o oitavo mandamento

Reprodução autorizada

Algo comum em nossa nação (que segundo analistas deixou de ser um país subdesenvolvido e agora é um país em desenvolvimento) é o consumo desenfreado de material ilegal, ou como é mais conhecido, material pirata. Uma caminhada rápida pelas principais ruas de nossas cidades demonstrará isso. São inúmeros os “stands” de venda de CDs e DVDs ilegais. O interessante é que a procura por tais produtos faz valer a oferta, de maneira que, tornou-se praticamente impossível um combate eficaz contra esse tipo de prática.

Não obstante, não podemos restringir a questão da pirataria apenas às mídias digitais. O problema é bem mais grave do que imaginamos. A pirataria está plenamente enraizada e entranhada em nossos corações. Por exemplo, o consumo de softwares “copiados” (leia-se “piratas”) é comum, roupas, bolsas femininas, relógios e muitas outras coisas (vi uma reportagem sobre pirataria que afirmava que até mesmo peças de avião já estão sendo pirateadas). Percebe-se, que a pirataria tem se tornado um mal generalizado, presente em praticamente todas as linhas de produto.

De que forma a igreja evangélica tem se postado em relação a isso? Infelizmente, a grande maioria dos evangélicos, inclusive alguns reformados, tem capitulado e se rendido aos encantos de material mais barato. Encontramos pontos de venda de material pirata exclusivamente evangélico. Irmãos e irmãs, quando de suas idas a São Paulo, são por demais frequentes em locais, como por exemplo, a famigerada Rua 25 de Março. Também consumimos programas de computador pirateados e achamos que está tudo normal. Baixamos músicas e filmes pela internet sem o menor constrangimento. Nossa mente (nossa velha fábrica de ídolos) é hábil em encontrar desculpas e justificativas reducionistas para nosso comportamento pecaminoso. Dizemos coisas como: “César (o governo) impõe sobre nós uma carga tributária abusiva!”, “Eu copio, mas não é para vender, e sim para consumo próprio!”. Precisamos compreender que com tais desculpas podemos até calar nossas consciências, porém, não enganaremos a Deus.

Leia a postagem completa e comentários sobre o assunto em:
http://livrariadoseminarista.blogspot.com/2010/08/o-8-mandamento-e-pirataria.html
Livros religiosos

terça-feira, 21 de setembro de 2010

MATÉRIAS E NOTÍCIAS INTERESSANTES. Senado dos EUA barra debate de lei que libera gays nas Forças Armadas

Democratas não obtiveram os 60 votos necessários para iniciar a discussão.
Livros religiosos

Legislação atual impede que gays assumidos sejam militares no país.


O Senado dos EUA barrou nesta terça-feira (21), graças à atuação do Partido Republicano, uma tentativa de debater o fim da legislação que impede que homossexuais assumidos sirvam nas Forças Armadas do país.
Votaram a favor do debate 56 senadores, e 43 votaram contra. Mas eram necessários 60 dos 100 votos para começar o debate da lei que terminaria com a política do "don't ask, don't tell" (não pergunte, não conte).
Leia mais: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/09/senado-dos-eua-vota-contra-debater-lei-sobre-gays-nas-forcas-armadas.html

MATÉRIAS E NOTÍCIAS INTERESSANTES. Jovem no RJ tem pescoço perfurado por peça de moto e sai sem sequelas

Imagem mostra manete de uma motocicleta atravessando o pescoço da jovem. Médico diz que centímetro salvou a vida da adolescentes. (Foto: Divulgação / Secretaria Estadual de Saúde)

“Essa menina, ela deu muita sorte. Um centímetro podia ter mudado a história”. Assim Charbel Duarte, diretor-cirurgião do Hospital estadual Alberto Torres, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, se referiu a jovem de 15 anos que teve o pescoço perfurado pelo manete de uma motocicleta e foi salva por médicos da unidade quando deu entrada no local.

Segundo a Secretaria estadual de Saúde, a adolescente estava com um amigo na moto, quando se desequilibrou e caiu. Em seguida, ela foi atingida pelo veículo e o manete de freio perfurou o pescoço. Os bombeiros foram chamados e o equipamento precisou ser solto do resto da moto. A vítima foi levada para o hospital com a peça ainda no pescoço.

Charbel Duarte contou que a adolescente deu entrada na unidade ainda durante a madrugada do dia 23 de agosto, com um quadro de lesões no pescoço, na pele e nos músculos. Ainda de acordo com o diretor, ela foi levada para fazer exames imediatamente.

“Fizemos uma tomografia para saber qual seria a melhor intervenção para o caso. Também fizemos alguns exames de sangue e logo a levamos para a sala de cirurgia”, explicou o diretor. Ainda segundo ele, uma traqueostomia (abertura de um pequeno orifício na parte frontal do pescoço, abaixo do local da lesão) foi feita para que ela passasse a respirar pelo local, deixando em repouso a área afetada.

Reportagem completa em: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2010/09/jovem-no-rj-tem-pescoco-perfurado-por-peca-de-moto-e-sai-sem-sequelas.html

MATERIAS E NOTÍCIAS INTERESSANTES. Laboratório liderado por brasileiro vai transformar corpo humano em PC

Projetor coloca tela no braço de usuário, e sensor mede 'cliques' na pele.
Estrutura de pesquisa planeja revoluções tecnológicas daqui a uma década.


Um engenheiro brasileiro é o homem responsável por enxergar, com dez anos de antecedência, os rumos de uma das maiores empresas de tecnologia do mundo. Henrique "Rico" Malvar, 53 anos, formado pela Universidade de Brasília, lidera desde 1997 o laboratório de pesquisa da Microsoft. No comando de cerca de 350 pesquisadores, Malvar conduz o desenvolvimento de tecnologias que, em breve, podem tornar obsoletos teclados, mouses e até mesmo telas.

Leia matéria completa.
Acesse: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2010/09/laboratorio-liderado-por-brasileiro-vai-transformar-corpo-humano-em-pc.html

I ENCONTRO DA FÉ REFORMADA - Movimento de Deus para Sua Glória

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

PERDÃO. Deus não nos trata segundo os nossos pecados

Textos bíblicos para meditação

Salmos 103 [Salmo de Davi]
Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome.
Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios.
Ele é o que perdoa todas as tuas iniqüidades, que sara todas as tuas enfermidades,
Que redime a tua vida da perdição; que te coroa de benignidade e de misericórdia,
Que farta a tua boca de bens, de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia.
Não reprovará perpetuamente, nem para sempre reterá a sua ira.
Não nos tratou segundo os nossos pecados, nem nos recompensou segundo as nossas iniqüidades.

Mas contigo está o perdão, para que sejas temido. Salmos 130:4

Ao Senhor, nosso Deus, pertencem a misericórdia, e o perdão; pois nos rebelamos contra ele, Daniel 9:9

Para dar ao seu povo conhecimento da salvação, Na remissão dos seus pecados; Lucas 1:77

Porque isto é o meu sangue; o sangue do novo testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados. Mateus 26:28

Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados; Colossenses 1:14

Deus com a sua destra o elevou a Príncipe e Salvador, para dar a Israel o arrependimento e a remissão dos pecados. Atos 5:31

Se eu pecar, tu me observas; e da minha iniqüidade não me escusarás. Jó 10:14


terça-feira, 14 de setembro de 2010

BISPO EDIR MACEDO. Em defesa do aborto

"Eu sempre digo que sou a favor do aborto... " Assim afirma o próprio Macedo em seu blog.
Quando ouvi falar sobre isso pela primeira vez, cheguei a pensar que fosse intriga dos evangélicos cobiçosos que se mostram contra a prática de culto a Moloque nas IURD, mas no fundo chegam a sentir inveja dessa denominação.

Mas pasmem. Chega a ser absurda as afirmações que o bispo faz em favor do aborto. Mais absurda ainda são as comparações entre textos bíblicos e sua apologia ao aborto, chegando a acusar jesus de ter ensinado sobre isso.

Ele começa dizendo que só aceita a prática do aborto em situações especiais, mas termina ensinando que é melhor isso a colocar filhos no mundo sem ter condições de criá-los.

Bom. Eu prefiro que você mesmo dê essa audiência no blog do bispo. Leia o post onde ele faz a defesa do aborto e tire suas conclusões.

O trecho abaixo é só uma demonstração de como ele corrompe o texto das Sagradas Escrituras (Sagradas Escrituras para os verdadeiros crentes) porque para ele é qualque outra coisa, menos Palavra de Deus.

Para os que acreditam não haver embasamento bíblico no que eu digo, cito o momento em que o Senhor Jesus sentou-se à mesa com Seus discípulos para celebrar a última ceia, antes de ser torturado e morto. Ele anunciou que ali estava presente quem O trairia, e sentenciou: “O Filho do homem vai, como está escrito a seu respeito, mas ai daquele por intermédio de quem o Filho do homem está sendo traído! Melhor lhe fora não haver nascido!” Mateus 26-24

Sugiro assistir também este vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=YeWYANlB_rI&feature=player_embedded

LITANIA. Lutero e a oração congregacional

A Litania, uma das formas mais antigas de oração cristã, provavelmente adaptada do culto da sinagoga pela Igreja primitiva, consiste numa série de intercessões, súplicas ou invocações, cada uma seguida por um responso do povo. O grande apreço de Lutero pela Litania continua em todos os manuais do culto protestante, pois ela proporciona e incentiva a participação congregacional na liturgia.

Sede de Deus

para o momento da chamada à adoração

Oficiante:

Ah! Todos vós que tendes sede, vinde à agua. Vós os que não tendes dinheiro, vinde comprai e comei; comprai sem dinheiro, e sem pagar, vinho e leite. Por que gastais dinheiro com aquilo que não é pão, e o produto do vosso trabalho com aquilo que não pode satisfazer? Ouvi-me com toda atenção e comei o que é bom; haveis de deleitar-vos com manjares revigorantes.

Povo:

Minha alma anseia pelo Deus vivo.

Oficiante:

Escutai-me e vinde a mim, ouvi-me e haveis de viver. Farei convosco uma aliança eterna.

Povo:

Minha alma anseia pelo Deus vivo.

Oficiante:

Buscai a Deus enquanto ele pode ser achado, invocai-o enquanto ele está perto.

Povo: Minha alma anseia pelo Deus vivo.

Uma litania (ou ladainha) é uma forma de oração utilizada no culto cristão que consiste em uma série de preces feitas em estrutura responsiva. O termo vem do latim litania, derivado do grego lite, e significa oração ou súplica. Em virtude de ser um conjunto de preces, a litania é um tipo de oração intercessória. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

SÉRIE: LITURGIA. A Bênção

A Benção de Deus para o Seu Povo
por Rev. Elissandro Rabelo
Igreja Reformada em Maragogi-AL

Introdução: No fim de nossos cultos a benção de Deus é proferida ao povo pela boca do ministro. Como a saudação, a benção não é um elemento mágico ou supersticioso, mas representa uma realidade de profundo significado para o povo de Deus. É desejo de Deus abençoar a vida do seu povo, pois ele ordenou os sacerdotes de proferir sua benção sobre Israel (Nm. 6.22-27).

Nosso costume de proferir a benção do Senhor no fim do culto está baseado em dois acontecimentos: 1) No fato de que os sacerdotes do VT, quando terminavam seu trabalho no santuário, proclamavam a benção sobre o povo (Nm.6.22-27). 2) Na prática comum dos apóstolos de concluírem suas cartas com uma benção de Deus para o povo (Rm.15.13; Gl.6.18; II Co.13.13; Ef.6.23,24; Hb.13.25; Ap.22.21). Ambos eram matérias de liturgia, como está claro no VT e da prática do NT de ter estas epístolas lidas durante os cultos.

Características da Benção Sacerdotal:
1) A benção sacerdotal encontra-se num contexto de purificação (5.1), consagração (6.1) e dedicação ao SENHOR (Nm. 7). Deus abençoa o seu povo e exige dele santidade.

2) Com a proclamação da benção sacerdotal, Deus revela que seu objetivo permanente é abençoar todo o seu povo e não meramente aqueles que fazem voto de nazireu. Enquanto os nazireus geralmente faziam o seu voto por um curto período de tempo, os sacerdotes estavam sempre ali, pronunciando esta benção no fim dos trabalhos matutinos diários no templo e mais tarde nas sinagogas.

3) A proclamação desta benção pelos sacerdotes era uma garantia de que Deus de fato iria por o seu nome sobre os filhos de Israel (Nm. 6.27).

4) A benção sacerdotal é composta em forma poética e se constitui num dos poemas mais antigos da Bíblia. Gramaticalmente não há a necessidade de se repetir o nome de Deus, mas a repetição (3 vezes) enfatiza que só o Senhor é a única e plena fonte de bênçãos para o seu povo.

5) O aspecto poético da benção aponta para o seu rico e crescente conteúdo que culmina na palavra paz. Cada linha tem o Senhor como sujeito e o seu nome é seguido por dois verbos, o segundo dos quais expande a idéia do primeiro: abençoe – guarde; resplandeça - tenha misericórdia; levante - te dê a paz. O primeiro verbo invoca o movimento de Deus em direção ao seu povo e o segundo, a sua atividade em seu favor.

O SENHOR te abençoe e te guarde – Embora “benção” seja um termo amplo, ele tem um teor específico no AT. Deus abençoa as pessoas dando-lhes filhos, propriedades, terra, boa saúde e principalmente sua Presença (Gn. 17.26; 22.17s; Lv. 26.3-13; Dt. 28.2-14). Ser guardado por Deus é estar debaixo dos seus cuidados e sob sua proteção diante das aflições desse tempo (Sl. 121; I Pe.1.5).

Faça resplandecer o seu rosto sobre ti – Quando Deus sorri sobre o seu povo, este pode estar certo de que ele terá misericórdia deles, isto é, Ele o libertará de seus problemas, ouvirá suas orações e o salvará de seus inimigos, doença e pecado (Sl.4.1; 6.2; 41.4; 51.1).

Levante o seu rosto e te dê a paz – Levantar os olhos ou a face significa prestar atenção, estar atento para abençoar (Gn. 43.29; Sl. 4.6; 34.15). Paz (shalom) significa mais que ausência de guerra. Quer dizer bem estar, saúde, prosperidade e salvação, em resumo, o total de todas as boas dádivas de Deus ao seu povo.
A Benção Sacerdotal e o Relacionamento de Deus com seu povo

1) Encontramos remanescentes da benção sacerdotal no livro dos Salmos: 4.7; 31.17; 43.4; 44.4; 80.1,4; 89.18 e 118.27. Este último, Sl. 118 era cantado durante a festa dos Tabernáculos. Então todo Israel vinha e parecia diante do SENHOR Deus (Dt. 31.18).

2) No santuário estava a “panim” de Deus, sua face, seu rosto. Israel aparecia perante a face do SENHOR. A glória de Deus, Seu Shekinah, repousava sobre a arca da aliança: maior manifestação de sua ativa presença (Ex.34.33-38). Este Shekinah, imensa luz, é frequentemente identificado como o panim de Deus – expressão no Sl. 4.7 (Tb. 27.1,8, 9; 31.16). Esta luz brilharia sobre os israelitas. A face e o rosto seriam deixados sobre eles conforme a benção sacerdotal.

3) A presença de Deus e sua atividade abençoadora sobre Israel estariam sobre eles não somente enquanto estavam no santuário em adoração, mas também quando retornassem e assumissem suas atividades diárias de novo. Deus estaria com eles por meio de sua palavra: seu Nome (sua palavra) era colocado sobre os filhos de Israel por meio da benção (Nm. 6.27). “A Palavra está perto de ti”.

4) Esta benção estava intimamente relacionada com a aliança de Deus. É um fato marcante que a primeira benção que a Bíblia menciona é a ordem para o homem tomar a posição de representante real de Deus na terra - Gn. 1.27,28 - uma benção no imperativo. Não é esta a idéia principal de todas as grandes alianças da Bíblia: que elas instalam um homem ou ainda uma nação inteira a uma posição de rei vassalo ou reino de Deus?

5) Outro aspecto que a benção está intimamente ligada ao pacto é que nós encontramos as bênçãos de Deus junto com as maldições nos diferentes textos pactuais que a Bíblia reproduz: “Os Dez mandamentos”, Deut. 11.26-32 e 27-29; Js. 24 e etc. No relacionamento pactual, a obediência produz benção enquanto que a desobediência traz a maldição (Dt. 28).

6) Quando Cristo veio estabelecer a nova aliança, ele assegurou um novo conjunto de bênçãos, nas chamadas bem aventuranças (Mt.5.3-12). O evangelho inteiro de Cristo foi simbolizado no gesto com que ele deixou seus discípulos ao ascender aos céus: Ele os abençoou (Lc. 24.51).
Aplicações Gerais:

1) O que a benção no fim do nosso culto expressa? Que Deus estará conosco, em sua ativa presença, com sua palavra e Espírito. O fim de nossos cultos é um fim ótimo. Ele resume o que é nossa liturgia inteira e o que ela pretende: fortalecer-nos na convicção de que Deus está conosco, Sua palavra está perto de nós, que nós podemos viver em aliança com ele, de modo que podemos renovar nossa fidelidade no pacto.

2) O ato de receber a benção do Senhor no final do culto mostra-nos que “Liturgia Reformada” não é para ser restrita a algumas horas piedosas na igreja, mas que a real liturgia começa quando o culto termina, ou seja, estende-se por toda nossa vida. A benção, a graça, a paz e a comunhão do Senhor nos acompanharão durante todos os nossos dias. A relação pactual continua a cada dia da vida. Nós podemos viver nossa vida diária debaixo da benção de Deus.

3) Seria um insulto ao SENHOR, se nós, durante a benção, estamos desatentos e já nos preparando para partir. Olhos, ouvidos, mente e coração devem ser bem abertos para receber a benção do SENHOR.

4) Não há benção de Deus quando há desobediência na vida. Deus não há de abençoar àqueles que se mantêm rebeldes e desobedientes contra Ele e sua palavra. O fato de ouvir a proclamação da benção da boca do ministro não garante a benção de Deus aos infiéis. Lembrem-se que a benção foi pronunciada num contexto de purificação, consagração e dedicação ao SENHOR (Nm. 5.1; 6.1-27; 7).

5) Deus abençoa o seu povo mediante a pessoa e a obra de Cristo. A face do Senhor resplandece sobre nós porque um dia esta mesma face foi virada contra Cristo na cruz do Calvário. Jesus nos deu a sua paz e ele é a nossa paz (Jo. 14.27; Ef. 2.14ss; Rm.5.1). Cristo nos protege e guarda na salvação até o fim por seu Espírito e sua palavra. Toda vez que recebermos a benção do SENHOR, lembremo-nos que o castigo que nos traz a paz estava sobre Cristo e que Ele pagou um alto preço e suportou a ira de Deus para recebermos sua misericórdia e sermos ricamente abençoados por Deus (Ef. 1.3-14; Gl. 3.13-14; II Co. 8.9).

6) A igreja peregrina de Cristo já desfruta da benção de Deus em sua jornada na terra. Mas essa benção só será completa na Nova Jerusalém (Ap.22.4,5). Ali a benção de Deus sobre o seu povo será plena, eterna e gloriosa.

CATECISMO DE HEIDELBERG - Comentado

CATECISMO DE HEIDELBERG
Introdução
por Rev. Alexandrino Moura
Igreja Reformada em São José da Coroa Grande-PE

Durante cinqüenta e três domingos, estudaremos as lições dominicais do Catecismo de Heidelberg, um dos mais vigorosos documentos teológicos da Reforma, uma cuidadosa síntese doutrinária do então emergente calvinismo.

As referências bíblicas, que no texto original são colocadas depois das respostas, colocamo-las após os tópicos a que se referem, facilitando, no nosso entendimento, a sua melhor localização contextual.

Em se tratando de “perguntas e respostas”, fácil fica a organização do questionário de avaliação, que deixo a cargo do professor, para formulá-lo conforme suas ênfases ou destaques e segundo o nível e as necessidades da classe.
CATECISMO – SIGNIFICADO

A palavra "catecismo" vem do grego "ketecheo" e significa: Instruir, preparar, moldar, habilitar para o exercício de uma função sacerdotal, iniciar um neófito nos mistérios da religião. Catequizar, pois, é transmitir os ensinos de um credo religioso com finalidades proselitistas e com o objetivo de fixação doutrinária. Isto explica o aparecimento dos catecismos a partir do século XVI, especialmente entre protestantes e reformados, ávidos e necessitados de expansão e, expandindo-se, consolidar a obra implantada por meio do consciente discipulado dos conversos. Os catecismos foram bons instrumentos na propagação da fé reformada e excelentes meios de fixação, em todas as camadas socioculturais, dos princípios evangélicos e dos primados teológicos da Reforma.
Propósito:

O Catecismo de Heidelberg, redigido por Gaspar Oliviano e Zacarias Ursino, dois teólogos reformados, professores da Universidade de Heidelberg, foi publicado, em primeira edição, no ano de l563, dez anos depois de sua redação e adoção oficial pela Igreja Reformada Holandesa. Sua publicação se deu por ordem de Frederico III e teve por finalidade:

a- Acabar com as divergências doutrinárias internas, com as disputas eclesiais; amenizar a polêmica com os luteranos sobre a presença de Cristo na eucaristia e suavizar a apologética religiosa, motivada pelas provocações externas.
b- Sintetizar o pensamento calvinista e colocá-lo em forma didática e em termos
acessíveis às pessoas de todas as faixas etárias.

c- Preparar os neófitos para a pública profissão da fé reformada. Os autores sabiam que a emoção religiosa pode produzir a "decisão", mas somente a convicção gera a certeza e a permanência do fiel na Igreja da minoria, tendo esta uma ética bíblica que, em muitos aspectos, difere e até se opõe à da sociedade secularizada.
Fontes:

Ursino foi um dos primeiros alunos de Melanchton, em sua fase protestante, seguidor de Lutero e discípulo de Calvino. O mestre genebrino o teve em grande conta e estima. No seu estágio calvinista, estudou e compreendeu as obras do reformador, vindo a ser um reformado convicto. Por sua mão, o catecismo de Calvino," Instrução e Confissão de Fé Segundo o Uso da Igreja de Genebra", publicado em francês ( l537 ), foi colocado como texto parâmetro, quanto aos postulados teológicos, para a redação do "Catecismo de Heidelberg" que, por esta razão, surgiu e se mantém como um dos mais sólidos documentos reformados. O Credo dos Apóstolos, base estrutural das Institutas, é também fonte orientadora do referido Catecismo.
Popularidade

Publicado em alemão, com prefácio do príncipe protestante, Frederico III, foi adotado oficialmente pelo Sínodo Reformado de Heidelberg em l553, quando seu texto já era conhecido e respeitado internacionalmente. A rapidez de sua divulgação deveu- se, entre outros fatores, à moderação de sua linguagem, afastada das pugnas candentes, e até violentas, daqueles dias. Pesou muito na sua aceitação, por outro lado, o seu distanciamento, na medida do possível, das acirradas controvérsias acadêmicas sobre questões teológicas; o seu aspecto devocional; a sua preocupação com a catequese e a doutrinação nisenta de conflitos teológicos.
Estrutura:

Publicado com o título: "Catecismo ou Ensino da Doutrina Cristã," popularizou- se como "Catecismo de Heidelberg". O seu esquema estrutural, com 129 perguntas e respectivas respostas, é o seguinte:
a- Do pecado, da queda e da corrupção da raça humana: Perguntas de 01 - 17.
b-Da redenção, da graça e da fé: Perguntas de 18 - 85.
c- Da resposta humana à graça, da submissão dos salvos, da Igreja, do amor
cristão: Perguntas de 86 - l29.

O Catecismo foi planejado para estudos dominicais, abrangendo o período de um ano, ou seja, 52 domingos. A preocupação dos redatores, que se valeram de opiniões diversas de eruditos teólogos, centralizava-se no ensino dominical sistemático e padronizado, pois consideravam a cultura teológica, conforme a Bíblia, de alta relevância, e uma forma de popularização das doutrinas reformadas, bem como criar a piedade e originar a paixão pela Igreja, que pretendiam subordinar às Escrituras. Somente o ensino da Palavra de Deus, pensavam, pode estabelecer bases sólidas da fé e preparar os cristãos para o testemunho consciente do Evangelho e da sua confissão credal. Numa Igreja em que todos aprendem, todos podem ministrar com segurança.
Nota:As barras ( / ) que aparecem nas referências bíblicas servem para separar,
por assuntos, as indicações escriturísticas da resposta.

Acesse para ter acesso aos comentários das doutrinas expostas no Catecismo de Heidelber pelo rev Alexandrino Moura:
http://www.scribd.com/alexandrino_moura


sábado, 4 de setembro de 2010

11 ENCONTRO DA FÉ REFORMADA Para Pastores e Líderes

Assim como o "Simpósio Reformado Os Puritanos", que acontece todos os anos na cidade de Maragogi, Alagoas, o "Encontro da Fé reformada" acontece todos os anos em Manaus, e juntos, são os grandes eventos divulgadores da fé bíblica apelidada de reformada em nosso país.

2010 será o décimo primeiro ano deste evento que contará com a participação do pastor Jaime Marcelino como palestrante anfitrião que acontecerá na Igreja Presbiteriana em Cidade Nova, Manaus, entre os dias 2 e 5 de novembrode 2010 e terá como tema: A Força da Pregação

Acesse o link e veja a programação completa do evento.
http://www.fereformada.com.br/