segunda-feira, 31 de maio de 2010

A FIDELIDADE DE DEUS

A Fidelidade de Deus
Leitura Bíblica: II Timóteo 2.13
Pr. Elissandro Rabelo
Igreja Reformada em Maragogi
Autorizado

1. A infidelidade é um dos pecados mais freqüentes e comuns nestes dias maus (desonestidade nos negócios, infidelidade conjugal, infidelidade na igreja, etc.). Nenhum ser humano, inclusive os crentes está imune desse pecado. Contudo, devemos abandonar tal pecado e viver em fidelidade diante do Senhor e dos homens.

2. Diante da terrível cena da infidelidade dos homens, contemplamos com alegria Aquele que é fiel em todas as coisas e em todo tempo, o Nosso Deus (Dt.7.9). A fidelidade é uma qualidade essencial no ser de Deus, pois sem ela ele não seria Deus (II Tm. 2.13; Is. 11.5). Deus é fiel. Ele não esquece e nem volta atrás com a sua palavra. Ele está comprometido em cumprir cada promessa e profecia e também cada ameaça (Nm. 23.19).

3. As ilustrações sobre a fidelidade de Deus são muito abundantes nas Escrituras. O que aprendemos acerca da fidelidade de Deus em Gn. 8.22? Compare Gênesis 15.13-16 com Êxodo 12.41 e Isaías 7.14 com Gálatas 4.4 e veja como Deus é fiel. Deus é fiel também no cumprimento de suas ameaças (história de Israel, Faraó, Acabe, etc.) Por que precisamos saber acerca da fidelidade de Deus?

4. Há situações na vida de todos os homens, inclusive na vida dos cristãos, quando não é fácil crer que Deus é fiel. Dê alguns exemplos. Por que devemos confiar em Deus em toda e qualquer situação? (João 13.7; Isaías 30.18; Romanos 8.28).

5. Deus é fiel ao cuidar de seu povo. O que aprendemos de I Coríntios 1.9? Deus não permitirá que pereça um só daqueles que fazem parte da herança que ele deu ao Seu Filho, mas os livrará do pecado e condenação e lhes dará a vida eterna em Cristo.

6. Deus é fiel ao disciplinar seus filhos. A fidelidade de Deus é uma verdade que devemos reconhecer não só quando estamos em paz, mas também quando sofremos a mais severa repreensão. É a fidelidade de Deus que maneja a vara com que nos fere (Sl. 119.75). Por que precisamos reconhecer isso? (Dn. 9.7; Sl. 89.32,33). As aflições nos são necessárias? (Os. 5.15).

7. Deus é fiel ao glorificar seus filhos. Em que se fundamenta a certeza da nossa perseverança e glorificação? (I Tess. 5.24; Romanos 8.30; II Tm. 1.12).

8. A compreensão e certeza da fidelidade de Deus nos livrarão da ansiedade. A ansiedade é o pecado de negar a fidelidade e o poder de Deus em cuidar de nós. O crente deve depositar sua fé no Deus que é o Seu Pai Bondoso e Fiel.

9. A compreensão da fidelidade de Deus refreará nossa murmuração. O Senhor sabe o que é melhor para cada um de nós e descansar nesta verdade fará calar nossas queixas impacientes.

10. A compreensão e certeza da fidelidade de Deus aumentarão nossa confiança em Deus (I Pe.4.19). Além disso, a fidelidade de Deus em nosso favor nos motivará a viver uma vida de fidelidade diante do Senhor e diante dos homens, seja na igreja, em nossos relacionamentos, em nosso trabalho e em toda a nossa vida.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

FELICADADE: Uma característica daqueles que vivem um correto relacionamento com Deus

Leitura Bíblica: Salmo 144.15
Estudo: Felicidade
Rev. Elissandro Rabelo

Felicidade é uma característica daqueles que vivem um correto relacionamento com Deus. Vamos observar algumas observações sobre a felicidade.

1) Coisas Essenciais à Felicidade

Todos desejam ser felizes. Isto é natural. Mas quão poucos entendem em que consiste a felicidade.

Verdadeira felicidade não significa estar livre de sofrimento. Neste mundo corrompido, esse tipo de felicidade não existe em lugar algum.

A verdadeira felicidade não consiste de sorrisos e gargalhadas. Muitas pessoas riem bem alto e são aparentemente felizes, mas interiormente são tristes.

Para que alguém seja feliz, suas necessidades mais profundas precisam ser satisfeitas. Não apenas as do corpo, mas também as da alma.

Nossa felicidade não pode depender de qualquer coisa neste mundo. Tudo na terra é instável e incerto. Tudo que o dinheiro pode comprar é temporário e nossos relacionamentos são desfeitos pela morte.

Para que sejamos verdadeiramente felizes precisamos ver tudo à nossa volta sem nos sentirmos desconfortáveis. Olhar para o passado sem ter sentimento de culpa e olhar para o futuro sem ansiedade. .

2) Erros Comuns com Respeito à Felicidade

Muitas pessoas procuram felicidade em lugares completamente errados.

Realizações e sucesso não trazem felicidade. Homens bem sucedidos não são necessariamente felizes. Riquezas não trazem felicidade, pois podem comprar tudo, menos a paz interior.

Uma vida fácil não traz felicidade. Um homem trabalhador pode ser freqüentemente tentado a desejar não ter de ir ao trabalho, para que pudesse gastar seus dias do jeito que pudesse. Porém, Deus criou o homem para trabalhar e isso é essencial à nossa felicidade.

Prazer não traz felicidade. Homens e mulheres têm coisas mais nobres para se envolver, ao invés de ocuparem-se na busca infindável do prazer (Ec. 1.14).

Você é um jovem? Não desperdice sua vida procurando felicidade onde ela não pode ser encontrada. Você é pobre, se ao menos fosse rico seria feliz. Resista a essa tentação. Lembre-se que como são comuns esses erros sobre o caminho para a felicidade e aprendam a buscá-la onde ela pode ser encontrada.

3) O caminho para ser feliz

Tornar-se um cristão verdadeiro, fervoroso e com sinceridade de coração é a única maneira de ser feliz. O verdadeiro cristão é a única pessoa realmente feliz. Ela reconhece seus pecados, confia na graça de Cristo e tem prazer na santidade. Ao afirmar que tal pessoa é verdadeiramente feliz, não estou dizendo que ela não tem dificuldades ou problemas e nunca derrama lágrimas. Porém, no fundo do seu coração, ela tem uma paz sólida e uma alegria verdadeira.

A consciência do cristão descansa na paz de Cristo no meio das aflições (Jo. 14.27; 16.33). Ele sabe que Cristo perdoou os seus pecados e que sua alma está segura em Cristo. Sem Cristo ninguém será verdadeiramente feliz neste mundo, ainda que desfrute das melhores circunstâncias da vida. Com Cristo um homem pode ser feliz, apesar de sua pobreza, doença ou distúrbios políticos e sociais (Is. 3.10).

4) Conselhos aos cristãos a respeito de como ser ainda mais feliz

Primeiro, trabalhe para crescer na graça, ano após ano. Não fique parado, mas faça esforço para seguir adiante na vida cristã. Leia mais a Bíblia, ore com mais fervor, odeie o pecado cada vez mais, negue-se a si mesmo e evite entristecer o Espírito. Os homens mais santos são sempre os mais felizes.

Segundo, trabalhe para ser mais grato, ano após ano. Aprenda a dar mais louvores a Deus por sua bondade.

Terceiro, seja mais diligente em fazer o bem, ano após ano. Deus é bom e faz o bem (Sl. 119.68). O cristão descomprometido jamais desfrutará de paz perfeita. O cristão mais comprometido será sempre o homem mais feliz.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

OS DEVERES DOS PRESBÍTEROS, DIÁCONOS E DA CONGREGAÇÃO

ORDENAÇÃO DE NOVOS OFICIAIS
Forma de Ordenação adotada pelas Igrejas Reformadas do Brasil
por Rev. Adriano Gama

Há muito tempo a forma para a ordenação é usado pelas igrejas reformadas a fim de instruir a Igreja sobre os ofícios, os deveres dos oficiais para com as ovelhas de Cristo e os deveres das ovelhas de Cristo para com os oficiais de Cristo.

A boa instrução que encontramos na Forma se baseia na Escritura e tem como alvo a glória de Deus e a edificação do Corpo de Cristo.

Esse é o alvo que oficiais e membros são chamados a atingir. Mas, para o alvo ser atingido é essencial mantermos vivos em nossos corações os nossos deveres (como oficiais e membros) e buscarmos a graça de Deus para cumpri-los.

Por isso, vamos avivar na nossa mente os nossos deveres a fim de cumprirmos nosso chamado de glorificarmos a Deus e edificarmos a Igreja de Jesus Cristo.

Portanto, segue uma parte de nossa Forma de Ordenação de Presbíteros e Diáconos.
Rogo ao SENHOR Deus que cada membro da Igreja possa se aplicar a estudar o ensino da Palavra que se segue.

Que o SENHOR Deus, pelo poder do Espírito e Palavra, use esse ensino para nos instruir e assim nos abençoar mais e mais com a alegria em Cristo Jesus, Aquele que é o Supremo Bispo e Diácono da Igreja.

No amor dEle,

Pr. Adriano Gama

OS DEVERES DOS PRESBÍTEROS

Em primeiro lugar, o dever dos presbíteros é exercer supervisão sobre a Igreja de Cristo, juntamente com o ministro da Palavra, para que cada membro e congregado se comporte em sua doutrina e conduta de acordo com o Evangelho.

É para este fim que devem fielmente visitar os membros e congregados da Igreja, para confortá-los, instruí-los e admoestá-los com a Palavra de Deus, repreendendo aqueles que não se comportam conforme o Evangelho. Devem exercer a disciplina cristã de acordo com a ordem de Cristo, contra aqueles que se mostram incrédulos e impíos, recusando-se a arrepender-se. Devem zelar para que os sacramentos não sejam profanados por ninguém (Referências: Mateus 18:17, 18; 1 Tessalonicenses 2:11, 12; 5:14 e Tito 1:9).

Em segundo lugar, os presbíteros devem, como encarregados da casa de Deus, cuidar de que tudo seja feito na congregação com decência e boa ordem. É para este fim que eles formam o Conselho da Igreja junto com o ministro da Palavra. Juntos, eles cuidam do rebanho de Deus do qual estão encarregados. Têm que prevenir que alguém sirva na Igreja sem que fosse chamado legitimamente (Referências: 1 Coríntios 4:1, 2; 14:40; 1 Timóteo 4:14; Hebreus 5:4 e 1 Pedro 5:1-4).

Em terceiro lugar, é o dever dos presbíteros darem assistência aos ministros da Palavra com bons conselhos e recomendações. Estão também encarregados da supervisão sobre a doutrina e a conduta destes companheiros no serviço de Deus. Não devem permitir ou tolerar ensino estranho ao Evangelho para que a congregação seja edificada pela sã doutrina do Evangelho, em todos os sentidos. Por isso, devem vigiar para que lobos não entrem no aprisco do Bom Pastor (Referências: João 10:7-13; Atos 20:29-31 e Gálatas 1:6-12).

A fim de cumprirem bem seu trabalho como pastores do rebanho de Deus, os presbíteros ou supervisores devem treinar-se em piedade pessoal e estudar diligentemente as Escrituras, as quais são úteis em todo e qualquer respeito, a fim de que o homem de Deus seja habilitado para toda boa obra (Referência: 2 Timóteo 3:14-17).

OS DEVERES DOS DIÁCONOS

Em primeiro lugar, zelar pelo bom progresso do serviço de caridade na Igreja. Eles devem conhecer pessoalmente as necessidades e dificuldades que existem, exortar os membros do corpo de Cristo a mostrarem caridade aos irmãos.

Em segundo lugar, devem ajuntar e administrar as ofertas e distribuí-las em nome de Cristo, conforme as necessidades.

Em terceiro lugar, os diáconos são chamados a encorajar e confortar, com a Palavra de Deus, aqueles que recebem as dádivas do amor de Cristo e devem promover, por palavras e atos, a união e comunhão no Espírito Santo, que a congregação desfruta na Mesa do SENHOR.
Assim, pelo trabalho dos diáconos, os filhos de Deus crescerão em amor um para com o outro e para com o mundo (Referências: Atos: 6:1-7; Gálatas 6:10; Filipenses 1:1; 1 Tessalonicenses 3:12; 2 Pedro 1:7).

OS DEVERES DA CONGREGAÇÃO

Em primeiro lugar, receber os presbíteros e diáconos como servos de Deus. Respeitem os supervisores “que esforçam-se no trabalho entre vocês, que os lideram no SENHOR e os aconselham. Tenham-nos na mais alta estima em amor, por causa do trabalho deles” (1 Tessalonicenses 5:12, 13). “Obedeçam aos seus líderes e submetam-se à autoridade deles. Eles cuidam de vocês como quem deve prestar contas” (Hebreus 13:17).

Em segundo lugar, cuidar para que os diáconos tenham recursos suficientes para cumprirem seu ministério. Sejam bons mordomos sobre tudo o que o SENHOR confiou-lhes. Lembrem-se de Cristo, seu exemplo em servir a Igreja de Deus.

Em terceiro lugar, reconhecer a sua incapacidade de cumprir perfeitamente seus deveres e invocarem, então, o santo Nome de nosso SENHOR Deus.

Partes da Confissão e do Regimento referentes a governo da Igreja, aos deveres dos oficiais e membros uns para com os outros.

Confissão de Fé Belga:

Artigo 30:

“O Governo da Igreja

Cremos que a verdadeira igreja deve ser governada conforme a ordem espiritual que o nosso Senhor nos ensinou em Sua Palavra. Deve haver ministros ou pastores para pregarem a Palavra de Deus e para administrarem os sacramentos; deve haver também presbíteros e diáconos para formarem com os pastores o conselho da igreja.

Assim preservam eles a verdade religião e zelam para que a sã doutrina siga o curso, para que os maus sejam disciplinados de forma espíritual e sejam contidos e também para que os pobres e todos os aflitos sejam socorridos e consolados segundo as suas necessidades. Assim tudo será bem feito e com boa ordem quando tais homens fiéis são escolhidos segundo a regra que o apóstolo Paulo deu a Timóteo.”

Artigo 31:

“Os oficiais da igreja

Cremos que os ministros da Palavra de Deus, os presbíteros e os diáconos devem ser escolhidos para os seus ofícios mediante eleição legítima pela iggreja, com oração e em boa ordem, como estipula a Palavra de Deus. Por isso, cada um deve cuidar para não se intrometer
no ofício de modo impróprio; pois deve esperar pelo momento quando ele seja chamado por Deus, para obter o testemunho da sua vocação, por ser certo e seguro que esta é do Senhor.

Os ministros da Palavra tem igual poder e autoridade onde quer que estejam, pois todos eles são servos de Jesus Cristo, o único Bispo universal e o único Cabeça da igreja. E para que essa sagrada ordenança de Deus não seja violada nem desprezada, instamos a todos para que nutram especial estima pelos ministros da Palavra e presbíteros da igreja em razão da obra que realizam, e que estejam em paz com eles, o tanto quanto possível, sem murmurações ou contendas.”


Regimento das Igrejas Reformadas do Brasil:

ARTIGO 16. Os Deveres dos Presbíteros
Os deveres dos presbíteros são: supervisionar a igreja de Cristo, junto com os ministros da palavra, para que cada membro se comporte em doutrina e vida conforme o evangelho; cuidar da pregação da Palavra, dos cultos, da administração dos sacramentos, do ensino e do evangelismo, fazer fielmente visitas na congregação; exercer a disciplina cristã para que os sacramentos não sejam profanados; zelar, como mordomos da casa de Deus, para que tudo seja feito com decência e boa ordem; auxiliar os ministros da palavra com bons conselhos e supervisioná-los em doutrina e vida.

ARTIGO 17. Os Deveres dos Diáconos
Os deveres dos diáconos são: cuidar para que haja bom progresso no serviço de caridade na congregação; conhecer pessoalmente, através de visitas, as necessidades e dificuldades que existem na congregação e exortar os membros do corpo de Cristo a demonstrarem misericórdia; ajuntar e administrar ofertas e distribuí-las em nome de Cristo, em consulta com outro oficial, avaliando as necessidades; encorajar e consolar com a palavra de Deus aqueles que receberam as doações do amor de Cristo; e, promover por palavras e atos a união no Espírito Santo que a congregação goza na mesa d
o Senhor.

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quinta-feira, 13 de maio de 2010

CRIAÇÃO DOS FILHOS

Criação de Filhos
Autorizado

Pastor Elissandro Rabelo
Igreja Reformada em Maragogi

“Pais, criai os filhos na disciplina e na admoestação do Senhor” (Efésios 6.4).

Deus é o autor da família. Foi ele que criou o homem e a mulher, celebrou o primeiro casamento no jardim do Éden (Gn. 2.24) e ordenou que o primeiro casal, Adão e Eva tivessem muitos filhos (Gn. 1.28). A família é, portanto, fruto do maravilhoso plano de Deus. Ele criou a família para que esta vivesse em plena harmonia e paz entre seus membros (marido e mulher, pais e filhos). Mas por que vemos tantos lares desajustados e destruídos, onde há traição e brigas entre casais, filhos rebeldes e pais que não se importam com a boa educação dos seus filhos? A resposta é que o pecado entrou no mundo. O homem que era bom se tornou pecador. O relacionamento com Deus e com os outros homens foi afetado pelo pecado. Portanto, o relacionamento familiar também foi afetado pelo pecado e por essa razão há tanta falta de paz e harmonia em muitas famílias.

Será que é possível ter um lar restaurado, uma família feliz? Pela graça de Deus, sim. Deus enviou seu Filho Jesus Cristo para salvar pecadores e restaurar suas vidas. Em Cristo é possível ter uma vida nova aqui na terra. Ele restaura a família. Um lar cristão não é um lar perfeito, mas é um lar onde cada membro, ainda com problemas e fraquezas, se esforça para viver em harmonia e paz.

A Bíblia nos ensina como a família deve viver para agradar a Deus. Ela nos ensina que a mulher deve ser submissa ao seu marido, que o marido deve amar sua mulher, que os filhos devem obedecer e honrar seus pais e que os pais devem criar os seus filhos nos caminhos do Senhor (Efésios 5.22-6.4). Neste artigo quero me limitar a abordar o importante assunto da criação de filhos. Há pelos menos quatro coisas importantes que os pais devem fazer para criar bem os seus filhos:

Pais, ensinem seus filhos: Deus exige dos pais que ensinem seus filhos sobre Ele, sua salvação e sua lei (Dt.6.6,7). A igreja e a escola podem ajudar na boa instrução dos filhos, mas isso não tira dos pais sua principal responsabilidade de criar seus filhos nos caminhos do Senhor. Nossos filhos precisam saber desde cedo o que é certo e o que é errado para aprender a temer o Senhor. Timóteo foi instruído desde a infância por sua mãe e sua avó e, pela graça de Deus se tornou um servo fiel do Senhor (II Tm. 1.4; 3.15). A instrução dos filhos é uma prioridade no lar e os pais devem gastar tempo com isso, não deixando seus filhos passarem horas na frente da TV, mas reservando tempo para sentar com eles e ensiná-los.

Pais, sejam um bom exemplo para seus filhos: Antes de ensinarmos nossos filhos com palavras, precisamos ensiná-los com nossa vida. Não adianta nada dizer aos nossos filhos para fazer o certo se nós fazemos o errado. Filhos precisam de bons exemplos para imitarem os pais no que é bom. Antes de apontarmos o bom caminho para nossos filhos, andemos neste caminho.

Pais, disciplinem seus filhos: Disciplinar filhos é treiná-los para a obediência. Nossos filhos precisam de disciplina porque eles não são anjinhos perfeitos, mas são pecadores desde a infância (Sl.51.5). Eles já nascem com a tendência de fazer coisas erradas e por isso precisam ser corrigidos e disciplinados (Pv. 22.15). A disciplina envolve a repreensão verbal e também o uso da vara que é a punição física (Pv. 6.23; 22.15; 29.15). Os pais precisam corrigir o mau comportamento dos seus filhos com palavras firmes, porém, amorosas. Quando o filho se mantém desobediente, a vara deve ser aplicada. O pensamento do mundo moderno diz que os pais nunca devem bater nos seus filhos, mas Deus diz que os pais devem castigar seus filhos por meio de punição física adequada quando necessário. Essa disciplina requer sabedoria e amor dos pais. Você não bate nos seus filhos para espancá-los, nem porque você quer descarregar sua ira sobre ele, mas porque você o ama e quer o seu bem. Quem ama, disciplina (Pv. 13.24).


Pais, orem por seus filhos: O último e também importante dever dos pais quanto à criação dos filhos é orar a Deus em favor deles. Sem isto, os outros deveres são ineficazes. Nada podemos fazer sem a ajuda de Deus. Pais, peçam a Deus sabedoria e força para criar bem seus filhos. Confiem nas mãos de Deus a vida dos seus filhos, pois ele é um Pai Bondoso e Fiel para cuidar de nós e nossos filhos. Não somente orem por seus filhos, mas também orem com seus filhos.

Conselhos finais aos pais: 1) Não façam ameaças aos seus filhos se não têm a intenção de cumpri-las. Eles podem perder o respeito por vocês; 2) expliquem ao filho porque ele está apanhando; 3) o pai e a mãe devem participar juntos da disciplina dos filhos; 4) Não permitam que seus filhos se associem com más companhias; 5) ensinem seus filhos a serem responsáveis; 6) Promovam um lazer sadio e agradável aos seus filhos; 7) Tenham paciência com seus filhos e mostrem com seus atos e palavras que vocês o amam e querem sempre o bem deles.

Filhos são herança do Senhor, um presente de Deus para os pais. Os pais são aqueles a quem Deus dá a alegre responsabilidade de cuidar dos filhos. Sejamos fiéis à nossa vocação de pais e Deus, por sua graça, abençoará nosso esforço. Ele quer cuidar da nossa família e restaurá-la para sua glória.

















Por que Orientar as Suas Crianças?

Texto: Gênesis 18.19

Introdução: Esse texto chama os pais a dirigirem os seus filhos. O problema é que muitos pais têm se afastado dessa tarefa. Há uma tentação grande de se afastar dessa tarefa. Precisamos ser colocados de frente com a tarefa de dirigir nossas crianças. Por meio da sua palavra, Deus quer corrigir nossas falhas e levar-nos à obediência.

O ponto central do texto é que Deus chama Abraão a ordenar a sua casa e seus filhos. O que está implícito nessa ordem divina é que as crianças precisam ser dirigidas. Por quê? Porque elas não têm ainda um julgamento maduro das coisas, conhecimento de si mesmo, elas não têm a experiência da vida. Elas pedem e precisam de direção dos pais. A palavra “ordenar” no hebraico tem o sentido de “dar o comando, colocar em ordem no lugar certo”. Essa palavra descreve um relacionamento de autoridade. Deus dar autoridade aos pais para dirigir suas famílias.

Na verdade, é difícil cumprir esse mandamento. Pois a nossa cultura é anti autoridade. Não gostamos de estar debaixo de autoridade ou também ordená-la. Mas a vontade de Deus precisa ser seguida pelos pais nesse aspecto e há razões necessárias e urgentes para isso.

Razões pelas quais as crianças precisam de autoridade e direção dos pais:
Precisamos atentar para algumas perguntas importantes e procurar respostas bíblicas:

Por que as crianças precisam desesperadamente de alguém que digam a elas o que é bom para elas? Quais são as necessidades de uma criança que pede direção? Como uma criança se beneficia recebendo direção? O livro de Provérbios, que é um livro cheio de sabedoria, nos ajuda a encontrar respostas a estas perguntas.

Razões para a necessidade de direção dos pais para os filhos
Primeira razão: Levar os filhos a aprender o temor do Senhor. Provérbios 2.1-5: na seqüência do texto há bênçãos para crianças que ouvem os seus pais. Aqui nós encontramos a resposta sábia da criança à correção e direção do pai. As palavras do pai são aceitas, colocadas no depósito; o coração da criança se aplica ao entendimento; o filho recebe discernimento; em ouvir o pai, ele aprende a sabedoria e o temor do Senhor, ele encontra o conhecimento de Deus.
Aplicação aos pais: Dediquem-se à educação dos seus pais; não permitam aos filhos que não recebam esse ensinamento (entrar por um ouvido e sair pelo outro). É muito triste quando as crianças não ouvem os pais. Os filhos precisam da orientação dos pais para aprender o temor do Senhor. Se eles não ouvi-los, então não aprenderão o temor do Senhor e sem o temor não há o conhecimento de Deus.

Segunda razão: receber orientação é meio pelo qual as crianças crescerão em sabedoria e ganharão entendimento (Provérbios 4.1). A criança que ouve a instrução alcança entendimento. Em Pv.13.1 vemos a diferença entre o filho sábio e o filho escarnecedor. O filho escarnecedor não ouve o pai, mas zomba de suas instruções. Por outro lado o filho sábio ouve o pai, recebe instrução e alcança sabedoria (Pv.19.20; 23.22,23).

Terceira razão: Recebendo a direção do pai, o filho e a filha ganharão a condição e a atitude de ser discreto e de como evitar problemas (Provérbios.5.1). No contexto desse verso há muitos avisos e advertências contra os perigos que a criança pode enfrentar. Estes perigos são evitados quando a criança ouve a direção e instrução do pai (v.7). veja no verso 13 a tristeza do homem que não escutou seus pais quando criança (v.13).
Aplicação: Como a criança pode evitar o desafio e a ilusão da fornicação, ficar longe do prazer sexual fora da vontade de Deus? Como ela pode olhar para os perigos com um julgamento maduro? A verdade é que muitos jovens da nossa cultura não têm feito isso. Eles estão agindo de modo que desonram a Deus no seu comportamento. As crianças precisam saber por meio da instrução dos pais, quais são os resultados terríveis do pecado fora do casamento.
Apelo aos pais: Vocês precisam ensinar as crianças o temor do Senhor; dêem-lhes direção; ajudem-nos a aprender a ouvi-lo; vejam se estão ouvindo; envolvam-nos na conversa, dialoguem com eles. Salomão fez isso (Pv.7.24-27). Como pode o jovem alcançar essa sabedoria? Ao receber a instrução dos pais.

Quarta razão: receber a instrução dos pais é o meio pelo qual o filho pode desfrutar das bênçãos. Os filhos que recebem a instrução dos pais terão poucas lutas e dificuldades na vida. Em Provérbios 1.8,9, a criança que recebe a instrução é muito abençoada (Pv.4.20-22). As palavras do pai são vida para a criança e trazem saúde para o corpo todo. Em Provérbios 8.32-36, vemos que a criança que ouve encontra benção, encontra o favor do Senhor.

Quinta razão: recebendo a direção do pai é o meio pelo qual o filho gozará de vida longa (Pv.3.1,2). Os filhos haverão de prolongar a vida e trazer a prosperidade. Em Provérbios 4.10, novamente a vida longa é prometida. A promessa de vida longa tem raízes no AT: é o que Deus dá a filhos obedientes (Pv.7.1,2).
Aplicação: Os filhos não entendem o quanto precisam de instrução. Vivemos numa época em que isso não acontece. Nossa cultura leva a criança a ser entregues a tomar decisões próprias. Mas as crianças não têm condições disso. Não podemos tratá-las como pessoas maduras, equipadas para tomarem decisões sábias. Não sugiro que devemos ser pais duros e maldosos, nem pais super exigentes e nada bondosos. Mas precisamos prover direção para nossas crianças. Como fazer isso? Como falar de coisas profundas para eles? Como ir além do comportamento e alcançar o coração deles? Como dá a direção correta para que eles alcancem a instrução?

Evidências de falhas na tarefa de instruir os filhos.
Vejamos 3 exemplos dessas falhas:
Primeira falha: permitir que as crianças desenvolvam hábitos de uma vida vazia, sem ocupação. Elas escolhem o que vão fazer com seu tempo; as dispensamos de tarefas e responsabilidades da casa. Permitimos que desfrutem das bênçãos sem trabalharem para isso. Consequências: crianças não vêem o trabalho como uma bênção.


Segunda falha: permitir às crianças hábitos de extravagância. Os filhos se tornam exigentes sobre suas atividades e prazeres.

Terceira evidência: permitir que as crianças manifestem suas explosões emocionais de ira.

Os pais precisam dar instruções bíblicas aos filhos nestas áreas. Mas para que isso aconteça, é preciso ter alvos claros. Não podemos realizar algo se não sabemos o que queremos. Observe que Deus chama a atenção especialmente dos homens (pais); lemos em Gn.18.19 que Deus escolheu Abraão para esta tarefa. Em Efésios 6.4, vemos que a primeira responsabilidade é dos pais homens. Você pai homem tem uma tarefa particular. É claro que você vai usar os talentos da sua esposa, mas você é responsável. Deve tomar iniciativa na instrução, verificar se essa tarefa estar sendo desempenhada corretamente, verificar que haja qualidade no desempenhar desta tarefa. Não é que as esposas sejam capazes de fazer, mas os homens receberam de Deus a responsabilidade de cumprir esta tarefa.

Dez alvos para se realizar no treinamento das crianças:

1) Treinar as crianças no conhecimento geral das Escrituras. Ajudá-las a conhecer os livros da Bíblia na ordem, ter capacidade de encontrar textos; saber de alguns pontos chaves da Bíblia, tais como: Salmo 23, relato da criação, o chamado de Abraão, a história de José, os dez mandamentos, as bênçãos e maldições da aliança; profecias messiânicas do AT (Is. 53), bem aventuranças, igreja primitiva, conversa de Jesus com Nicodemos, fruto do Espírito, capítulo do amor, as qualificações para os oficias da igreja, passagens sobre o corpo de Cristo, a igreja, etc. essa instrução deve fazer parte do culto do lar.

2) Instruir as crianças no catecismo. A instrução da doutrina bíblica por meio de perguntas e respostas é um meio eficaz de ensino. Esse princípio estar em Deuteronômio.6.

3) Os filhos precisam ser capacitados a lidar com a vida de forma bíblica. As crianças precisam ser ensinadas a como se portar diante das ofensas, a como responder de forma bíblica às dificuldades da vida. Por exemplo, quando seu filhinho chegar em casa chorando porque alguém o feriu, então, essa é uma oportunidade para instruí-lo como não pecar, mas proceder retamente nessa situação. É muito mais importante e necessário que a criança aprenda a lidar com o pecado que ela recebeu de outro do que o pai ir lá para resolver. Nossos filhos precisam aprender a pagar o mal com o bem e abençoar os que os amaldiçoam (Rm. 12.17-21; Lc 6.27-31).

4) Treinar o caráter das crianças. O caráter do filho deve ser dirigido dentro da linha do Senhor para que ele aprenda o temor do Senhor, humildade, integridade, diligência, ser grato e leal, disciplina, sabedoria, discernimento, atenção, pureza, mansidão. Os pais devem ensinar seus filhos a refletirem essas qualidades. Essas qualidades não estão presentes em nossa cultura. Quem pode instruí-las? Somente os pais. Desenvolver o caráter dos filhos para que eles sejam bons cidadãos e pessoas tementes a Deus é o maior presente que um pai pode lhes dar.

5) Ensinar um desenvolvimento social geral: veja Jesus em Lc.2.52 – ele cresceu em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens. Ele se conduziu de tal forma que as pessoas de sua cultura o respeitavam, ensinar nossas crianças a lidar, se portar de forma apropriada, correta em todos os seus relacionamentos. Lidar com questões de tentações que têm a ver com o relacionamento com seus amigos, professores, outros membros da família. Precisamos ensiná-los como pessoas que devem se portar de forma educada na sociedade.

6) Os pais devem se preocupar em treinar ao filhos nas questões acadêmicas. Estar envolvido com a educação dos filhos deve ser prioridade para os pais. Sua principal preocupação deve ser a de levar seus filhos a aprender a olhar o mundo com os olhos de Deus. Em I Reis 4, lemos que Deus deu a Salomão sabedoria e conhecimento. Salomão viu as coisas criadas com a visão sábia de Deus. Todas as áreas de conhecimento devem estar debaixo da autoridade de Cristo. Os pais precisam treinar seus filhos nestes caminhos.

7) Treinar os filhos a ter uma visão bíblica sobre as possessões. As crianças precisam ver e aprender que as nossas posses são dádivas de Deus, ferramentas para servir e que as pessoas são mais importantes do que as coisas que possuímos. Quanto a isso, a Bíblia nos oferece duas sábias orientações: não confiar nas riquezas e ser ricos de boas obras (I Tm.6.17-19). Nossos filhos precisam aprender a liberalidade e o contentamento.

8) Ensinar as crianças o valor do tempo. Em Efésios 5.16, o Senhor nos chama a remir o tempo, porque os dias são maus. Isso não é só para adultos, mas também para crianças. Os pais precisam ensiná-las a ser responsáveis pelo uso do tempo. As crianças precisam ter tempo para brincar, mas também entender que a vida é curta; que há oportunidades que exigem o uso sábio do tempo. Ajudá-las a desenvolver projetos relacionados com o interesse delas, a encontrar bons livros para serem lidos, a fazer boas coisas com o seu tempo é um dever importante dos pais.

9) Ensinar aos filhos resistência e perseverança diante das dificuldades. Podemos fazer mais do que pensamos. Trabalhar mais duro do que fazemos. Os pais precisam ajudar os filhos a perseverar nas tarefas mais difíceis, longas e que exigem mais esforço.

10) Ensinar os filhos a controlar suas emoções. As crianças precisam aprender a ser pessoas que vivem baseadas nas verdades bíblicas e não nas emoções que sentem; ensiná-las a encontrar suas verdades na palavra de Deus é tarefa dos pais. Precisamos ensiná-los a entender seus sentimentos, mas também submetê-los aos caminhos bíblicos, a viverem em termos daquilo que é justo e reto.

Conclusão: Temos uma grande missão de treinamento pela frente. Será que vocês estão cansados e desanimados diante dessa grande lista de atividades que vocês têm de fazer? Realmente é uma grande tarefa que Deus tem nos dado. Temos um grande exército para treinar para a batalha. O inimigo está à volta toda (diabo, mundo, natureza pecaminosa dos filhos). Precisamos ensinar as crianças a ter uma vida útil no reino de Deus. Mas onde encontrar forças para essa tarefa? Talvez você pense: “É uma tarefa muito grande! Nunca vou conseguir fazer tudo isso que o Senhor me manda fazer! Não tenho condições de educar meus filhos dessa maneira!”

O que não podemos fazer, Deus nos ajuda a fazer. Ele nos dá esperança e força para cumprirmos a tarefa de dirigir a vida dos nossos filhos. Na sua carta aos Efésios Paulos nos ensina nos capítulos 1-3 acerca da glória do evangelho e a grande salvação de Deus em nos escolher e salvar por seu amor em Cristo, o poder que Cristo opera em nós; como Deus nos levantou dos mortos e nos colocou nos lugares celestiais em Cristo. E nos capítulos 4-6, ele focaliza três áreas importantes da nossa vida – igreja, família, trabalho.

Na transição do capítulo 3 para o 4 temos uma oração maravilhosa do apóstolo Paulo, na qual ele reconhece a nossa necessidade da graça de Deus para fazer as coisas que ele nos manda fazer (ler Ef.3.14-21). Deus tem nos dado na sua graça gloriosa o poder que nós precisamos. Jesus habita em nossos corações pela fé. Conhecemos o amor de Deus que vai além do nosso entendimento. Seu amor é maior do que podemos imaginar. Ele pode fazer mais abundantemente do que aquilo que pedimos ou pensamos. O poder de Deus age em você e em mim como filhos de Deus. O Deus da glória levou seu filho a habitar em nós. Ele trabalha em nós para sua própria glória e a glória de sua igreja. Toda a graça que precisamos para cumprir nossa tarefa de pais é encontrada em Cristo. Deus tem nos dado uma grande tarefa. E aquele que está em nós é maior do que esta tarefa. E ele é capaz de dar a graça que precisamos para servi-lo. Ele nos dá graça para fazer aquilo que ele nos tem chamado. A nossa esperança de fazer aquilo que Deus tem nos chamado a fazer estar condicionado e baseado na Pessoa de Cristo. Podemos todas as coisas naquele que nos fortalece, Cristo Jesus. Que Deus nos dê graça para que nos apliquemos nós mesmos àquilo que Deus n

sexta-feira, 7 de maio de 2010

COMO O CRISTÃO DEVE LIDAR COM A DEPRESSÃO

Depressão
Texto Básico: Lucas 24.13-35
Pastor Elissandro Rabelo
Igreja Reformada em Maragogi

Introdução: A depressão é um problema universal mesmo entre os crentes. Muitas pessoas têm sido afetadas pela depressão que é o mal desse século. A história nos mostra que grandes homens de Deus foram assolados pela depressão (Elias, Davi, Jonas, Lutero e outros). Os dois discípulos de Jesus no caminho de Emaús estavam profundamente entristecidos e deprimidos (v.17b). Por que estavam tristes? (vss. 17-19). Jesus aparece-lhes no caminho de Emaús para tirar-lhes a tristeza e devolver-lhes a alegria. Jesus conhece a tristeza do nosso coração e está perto para nos ajudar e deseja nos ouvir (Jo. 2.24,25). Nosso dever como cristãos, a exemplo de Cristo, é ouvir outros que estão com o coração pesaroso e querem compartilhar sua dor conosco.

A Causa da Depressão (vs.21): “Nós esperávamos”. Os discípulos viram sua esperança de redenção se desvanecer. Não podemos negligenciar o fato de que certas depressões são geradas por fatores fisiológicos ou orgânicos e neste caso os médicos devem tratá-las. Porém, a grande maioria dos casos de depressão diz respeito a castelos que ruíram, esperanças que se foram por água abaixo. Alguns exemplos de causas de depressão: fracasso na carreira profissional; um casamento promissor e cheio de esperanças que se desvaneceu de repente; decepções com pessoas em quem confiávamos; problemas com doenças; mau investimento financeiro que levou à falência; filhos que se tornaram um grande desapontamento quando se tinha grandes esperanças neles; etc. “Nós esperávamos”.

A Cura da Depressão: Após ouvir seus discípulos, Jesus usa a palavra para libertar seus discípulos da depressão (vss. 25,26). O que o Senhor faz é corrigir o pensamento que resultou naqueles sentimentos depressivos que afligiam os discípulos. “A cruz tinha de existir. Mas ela não é o fim, é o portal para a glória”. Jesus força os seus discípulos a pensar novamente, a repensar em tudo o que havia acontecido. O problema de muitos crentes que têm depressão hoje é que pensam de forma precipitada e logo mergulham na depressão. Eles não pensam de forma adequada, biblicamente (Rm. 12.2; Fp. 4.8,9). Nenhum crente sofreu tanto quanto o apóstolo Paulo. Mas qual o seu segredo para vencer a depressão e ser um crente feliz? Paulo pensava biblicamente; a soberania de Deus e não o perigo das circunstâncias estava no centro dos seus pensamentos (Rm. 8.28; Fp. 1.12).

O Que é Depressão: Depressão é ser escravo de um pensar impróprio. Elias pensou errado e por isso entrou em depressão. Mas Deus reformou sua maneira de pensar e lhe tirou da depressão (Rm. 11.3,4). Como Jesus lidou com os problemas de depressão dos seus dois discípulos? Será que lhes impôs as mãos e expulsou os demônios da depressão? Não! Jesus falou com eles e lhes ensinou. Jesus mudou sua maneira de pensar não com o uso de técnicas psicológicas, mas com o uso da Bíblia (vss. 26,27). A cruz fez parte do plano de Deus, mas o seu fim foi a glória. O triste da depressão é olharmos para nós mesmos e ficarmos abatidos dizendo que já não suportamos mais. Nessa hora, temos de parar e redirecionar nossa mente para Deus e seu plano maravilhoso de redenção em nosso favor. Tudo coopera para o bem dos filhos de Deus. Você crê nisso?

Fica Conosco (vss.28,29): Os discípulos insistiram que Jesus ficasse com eles. Deus quer que nós imploremos sua presença. Quando você está deprimido, o que você faz? Não há nada melhor a ser feito do que implorar que o Senhor esteja presente em sua vida. O Senhor sabe da nossa dor, mas quer ouvir nosso clamor (Sl. 50.15). A presença e a palavra de Jesus trazem real consolo e alegria a corações entristecidos (Jo. 14.1-3).

Olhando para a Cruz: Jesus não só ficou, mas ceou com seus discípulos (vss. 30,31). Qual o propósito dessa ceia? Encher os pensamentos dos discípulos com o que aconteceu no Calvário. Se você está deprimido, pense no que Jesus fez por você no Calvário e no que ainda fará para abençoá-lo, pois a cruz não é o fim, mas a glória (Rm. 8.32). Por que os discípulos que antes deixaram Jerusalém, agora voltam para lá (v.33)? Querem ver a cruz por um prisma diferente. Aquilo que antes os deprimira, agora os alegra, pois tiveram seus pensamentos mudados pela palavra de Deus. Quando você for liberto da depressão pelo poder de Deus, você vai voltar à cruz, vai se entregar à providência do Deus Soberano que controla a história para o seu bem no final.