segunda-feira, 26 de abril de 2010

COMO AS DOENÇAS PODEM SER FONTE DE BÊNÇÃO PARA OS CRISTÃOS

Aprendendo com a Doença
Leitura Bíblica: João 11.1-5

Pastor Elissandro Rabelo
Igreja Reformada em Maragogi

Introdução: Marta e Maria informaram a Jesus que o irmão delas, Lázaro, estava doente. Este era um cristão muito amado pelo Senhor, mas estava doente. Portanto, não devemos pensar que a doença é um sinal da ira de Deus. Pelo contrário, é intencionada para o nosso bem (Rm. 8.28; Is. 38.17). É importante considerar o assunto da doença. Provavelmente, a qualquer hora você ficará doente; e pensar com antecedência e seriedade sobre este assunto poderá fazer-lhe bem.

Doença existe em todos os lugares: Doença existe em todas as partes do mundo e em meio a todas as classes sociais. Nem as riquezas deste mundo nem a fé em Cristo nos isentam de ficarmos doentes. Doença é frequentemente uma experiência bastante humilhante. Pode afetar nossa mente e nossa maneira de pensar; e o homem não é capaz de fazer coisa alguma a fim de previnir-se contra ela. A medicina pode aumentar a média da expectativa de vida. Novas curas são encontradas para várias doenças. Mesmo assim continuamos frágeis e limitados (Sl. 90.10). Qual a explicação para a universalidade da doença? Por que as pessoas ficam doentes e morrem?

Doença pode fazer bem ao homem: Talvez você ache surpreendente aprender que a doença pode nos fazer bem. Muitas pessoas nunca consideram isso, mas pensam apenas no sofrimento e na dor. Mas Deus é capaz de usar nossa dor e sofrimento temporários para o benefício do nosso coração, nossa mente e alma, para toda a eternidade.
Doença ajuda os homens a lembrarem-se da morte. Muitos homens vivem como se nunca fossem morrer e não se preparam para a morte. A doença os faz lembrar aquilo que prefeririam esquecer.
Doença ajuda-nos a pensar seriamente em Deus. Muitas pessoas, enquanto estão saudáveis, preferem esquecer-se de Deus e de seu relacionamento com Ele. A doença os faz lembrar que um dia terão de encontrar-se com Deus.
Doença ajuda a mudar a nossa maneira de encarar a vida. Muitas pessoas nunca pensam em qualquer outra coisa, a não ser em sua felicidade neste mundo. Um longo período de doença pode mudar a forma com que tais pessoas avaliam coisas que antes julgavam importantes. Por exemplo, o homem que ama o dinheiro pode aprender que seu dinheiro não é capaz de confortá-lo em sua enfermidade.
Doença ajuda a nos tornarmos humildes. Todos nós somos orgulhosos por natureza. Sempre encontramos alguém que consideramos inferior a nós. Mas a doença nos mostra nossa fragilidade; ela vem tanto aos ricos quanto aos pobres, aos famosos e aos desconhecidos. Ela coloca a todos no mesmo nível.
Doença ajuda a testar nosso cristianismo. Ajuda-nos a verificar se nosso cristianismo é genuíno, se está construído sobre uma base sólida. Muitas pessoas não estão construindo sobre uma base sólida, e um período de doença pode lhes revelar que seu cristianismo não traz qualquer conforto nas horas de provação.
Muitos passam pela experiência da doença e não aprendem absolutamente nada com ela. Mas existem pessoas para quem Deus tornou a doença uma benção. Deus a usou para falar com elas e levá-las a buscar Cristo. Portanto, nunca deveríamos reclamar por causa da doença. Se respondermos adequadamente à doença, ela poderá nos trazer grande benefício.

Doença nos convoca a alguns deveres especiais:
1) O primeiro dever que a doença nos recorda é o de vivermos de tal forma que sempre estejamos prontos a encontrar com Deus.
2) O segundo dever que a doença nos recorda é o de vivermos sempre de maneira que possamos suportá-la com paciência. Você almeja tornar seu cristianismo atrativo e bonito a outras pessoas? Adquira a graça da paciência agora, antes que passe por uma enfermidade. Então, quando você ficar doente, sua doença será para a glória de Deus.
3) O terceiro dever que a doença nos recorda é o de estarmos sempre prontos a simpatizar com nossos semelhantes e ajudá-los. Há sempre alguém doente ao seu lado, talvez na sua família ou igreja, ou na vizinhança. Considere isto uma oportunidade para fazer o bem (Gl. 6.2,10; Ef. 4.32; I Co. 12.26; Mt. 25.36; At.10.38).

terça-feira, 20 de abril de 2010

ALUNOS INADIPLENTES TÊM DIREITO AO DIPLOMA

Veja o que diz a lei a esse respeito. Talvez você ou algum parente, amigo, está em meio a essa situação.

Bons momentos aqueles que passamos juntos no curso, na faculdade ou mesmo no colégio.


Pena que depois, na hora de pegar o diploma muitos estão enfrentando dificuldades.

Foi assim comigo também.

Como muitos, eu deixei atrazada algumas parcelas do curso. Quando fui solicitar o diploma me informaram que havia débito e portanto não sairia o diploma.

Fui atrás de informação e descobri o seguinte:

A escola, curso, faculdade, não pode reter nenhum documento sob pretexto de atrazo nas mensalidades. A instituição deve buscar os meios legais de receber o dinheiro das mensalidades, mas não pode negar seu diploma, certificado ou qualquer outro documento. Nem mesmo negar sua transferência caso queira deixar a instituição para estudar em outra; se não conseguir negociar o débito, por exemplo. Veja o que diz o texto da lei que regulamenta isso:

Art. 5o Os alunos já matriculados, salvo quando inadimplentes, terão direito à renovação das matrículas, observado o calendário escolar da instituição, o regimento da escola ou cláusula contratual.

Art. 6o São proibidas a suspensão de provas escolares, a retenção de documentos escolares ou a aplicação de quaisquer outras penalidades pedagógicas por motivo de inadimplemento, sujeitando-se o contratante, no que couber, às sanções legais e administrativas, compatíveis com o Código de Defesa do Consumidor, e com os arts. 177 e 1.092 do Código Civil Brasileiro, caso a inadimplência perdure por mais de noventa dias.


Viu o que diz a lei Principalmente no artigo 6 São proibidas a suspensão de provas escolares, a retenção de documentos escolares ou a aplicação de quaisquer outras penalidades pedagógicas por motivo de inadimplemento.

Texto na íntegra: http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/l9870_99.htm

Conclusão, qualquer aluno que esteja inadiplente, como eu, tem o direito garantido por lei de obter o seu certificado.

Outra coisa, quando for negociar o débito, reclame dos juros que eles estão colocando embutidos nas parcelas. Ameace recorrer (Mas não deixe de pagar. Quem deve, e eu devo, tem de pagar). Isso vai garantir um bom desconto e divisão do débito em algumas parcelas.

Eles queriam me enganar também, mas quando mostrei para eles que estava bem informado com a lei, logo trataram de liberar o meu diploma.

Vamos lutar pelos nossos direitos. Repasse a informação para outros nossos colegas

Abraços,

Lucio Mauro

segunda-feira, 19 de abril de 2010

HERANÇA PURITANA. Carta escrita à esposa no dia da sua execução

Carta final de Chistopher Love a sua esposa grávida, Mary da Torre de Londres

22 de agosto de 1651

O dia da minha glorificação

Minha tão graciosa amada,

Vou agora de uma prisão para um palácio. Terminarei o meu trabalho; vou agora receber meu salário. Vou ao céu onde estão duas de minhas crianças, e deixando você na terra onde estão três de meus pequeninos. Aqueles lá encima não precisam de meus cuidados, mas os três aqui embaixo precisam dos teus. Consola-me pensar que dois de meus filhos estão no ceio de Abraão, e três deles estarão nos braços e cuidados de uma mãe tão terna e piedosa.

Sei que você é uma mulher de espírito triste, contudo seja consolada; embora sua tristeza seja grande pela partida de seu esposo deste mundo, tuas dores serão menos ao trazer à luz seu filho neste mundo. Você será uma mãe alegre, embora seja uma viúva triste. Deus tem muitas misericórdias em depositar para você; as orações por você é de um esposo que morre, não serão perdida, por vergonha minha: nunca orei tanto por você em liberdade como orei em prisão, não posso escrever mais, mas tenho alguns conselhos práticos para deixar para você:

1 Conserve-se sobre ministério sadio, ortodoxo, e consciencioso. Ah, existem enganadores que sairão pelo mundo, mas as ovelhas de Cristo conhecem a sua voz, não seguirão. Dê atenção ao ministério que ensina o caminho de Deus na verdade, siga o conselho de Salomão, Provérbio 19:27 " Se deixas de ouvir a instrução ... desviar-te-às das palavras do conhecimento".

2 Crie os filhos no conhecimento e admoestação do Senhor...

3 Ore com sua família diariamente, para que sua casa possa ser contada entre as famílias que invocam a Deus.

4 Esforce-se por um espírito manso e tranqüilo, que à vista de Deus tem um alto preço, 1 Pe 3.4

5 Medite, não nos confortos que você quer, mas nas misericórdias que você tem.

6 Olhe antes para a finalidade que Deus tem em afligir, do que para a medida e grau em que você é afligida.

7 Trabalhe para deixar clara suas evidências a favor do céu quando Deus tirar de você os consolos da terra, para que, quando seus sofrimentos forem abundantes, também possam abundar mais ainda as consolações em Cristo, 2 Co 1.5.

8 Embora seja bom manter um zelo santo para não ser enganada pelo coração, contudo é mau você guardar temores e dúvidas sobre a verdade de suas graças. Se algum dia confiei no tocante à graça de outra pessoa, tenho plena confiança no tocante a graça que há em você...Empenharia minha alma no lugar da sua, tanta a confiança que tenho em você.

9 Quando achar seu coração seguro, presunçoso e orgulhoso, então medite mais na corrupção do que na graça, mas quando você achar seu coração Carta final de Chistopher Love a sua esposa grávida, Mary da Torre de Londres

10 Estude o pacto da graça e os méritos de Cristo, e então se preocupe se puder. Você está interessada num pacto que aceita propósitos como desempenho, desejos como ação, sinceridade como perfeição, a justiça de outro - de Jesus Cristo, como a sua, Oh, meu amor! Descanse, descanse então no amor de Deus, no ceio de Cristo...

Retirado da Revista Os puritanos edição número 1 de 2006, pg 23

sábado, 17 de abril de 2010

Vivendo com Integridade Num Mundo Corrupto

Vivendo com Integridade Num Mundo Corrupto
Leitura: Daniel 6


Por Rev. Elissandro Rabelo
Autorizado

Introdução: A corrupção é uma indústria que movimenta um trilhão de dólares em propinas no mundo, por ano, segundo cálculos do Banco Mundial. A impunidade é o principal fator que contribui para o crescimento da corrupção. Segundo a Bíblia, a corrupção humana está na sua natureza e procede do seu coração corrupto (Jr.17.9,10). O meio ou sistema apenas traz à tona ou revela esta corrupção. A Bíblia também diz que a solução para a corrupção é a integridade. Vejamos isso com o exemplo de Daniel.

Definição de Integridade: Biblicamente, “integridade” significa “completo, sólido, intacto”. A integridade é o estado daquilo que está inteiro, que não sofreu qualquer diminuição (Sl.15.1,2; Sl.78.72; Pv.20.7). A verdadeira integridade implica em você fazer o que é certo também quando ninguém está olhando (Mt.5.8).

Daniel – Um Exemplo de Integridade: No capítulo 6 de seu livro, vemos uma narrativa de um episódio na vida de Daniel que ilustra o poder da integridade. Vejamos: A) integridade gera distinção – quem é integro se distingue. Daniel se distinguiu dos outros por sua integridade (Dn. 6.3). Se você deseja distinção, então seja íntegro. Você quer sucesso na vida? Deseja crescer e prosperar? Quer ter uma vida saudável? O caminho de Deus é a integridade. Somente os íntegros serão honrados pelo Senhor (Sl. 112). B) Integridade produz perseguição – quem é íntegro sofre perseguição. Os colegas de Daniel buscavam uma oportunidade de pegá-lo fazendo algo errado, com o objetivo de denunciá-lo ao rei (Dn. 6.4). Ocasião + Observação + Orquestração = PROVAÇÃO (Dn. 6.16). Daniel sofreu por causa da sua integridade. Você suportaria viver sob observação o tempo todo? Esteja atento às ciladas do diabo (I Pe.5.8). Vigie!

C) Integridade produz promoção – Deus controla a história e nossa vida. Por isso, fique certo que ele protege os íntegros (6.22) e pune os corruptos (6.24). A integridade de Daniel promoveu a glória de Deus (6.25-27) e o Senhor o abençoou (6.28). Vale a pena ser íntegro! Não tenha vergonha de ser honesto!

O Segredo da Integridade: Sabemos que a integridade é algo contrário à natureza humana. Somos corruptos de coração (Mc. 7.21-23). Como podemos vencer a corrupção e manter a nossa integridade? 1) Integridade resulta de atitude – Daniel resolveu firmemente não se corromper (Dn. 1.8). Integridade é uma opção de vida e conduta. Podemos nos envolver ou não. 2) Integridade é resultado da misericórdia de Deus. Daniel foi resoluto em ser íntegro graças à misericórdia de Deus (Dn. 1.9). Somos dependentes da graça e misericórdia de Deus para sermos íntegros (I Co. 10.12; Mt. 6.13; Jd.24,25). 3) Integridade é resultado da oração – o segredo da integridade de Daniel era a sua vida de oração (Dn. 6.10; 9.2). Daniel tinha uma vida íntima e intensa com Deus. Se desejamos vencer a corrupção e manter a nossa integridade, precisamos orar e meditar na palavra de Deus (Sl.1). Jesus é o nosso maior exemplo de integridade. Ele tinha íntima comunhão com o Pai e sempre fazia o que lhe agradava (Sl. 40.7,8; Jo. 4.34).

Conclusão: Qual é a sua definição de sucesso? Ter sucesso é, dia após dia, ser como Deus quer que sejamos e alcançar as metas que estabelecemos sob a orientação dele. Sucesso começa com o “ser” e não com o “fazer” ou “ter”. Daniel revela-nos, por meio da sua vida, o poder do sucesso da integridade.

terça-feira, 13 de abril de 2010

A Glória Futura dos Filhos de Deus


Pastor Elissandro Rabêlo
Autorizado

Texto Básico: I João 3.2,3

A Glória Futura dos Filhos de Deus

Introdução

Você já parou para meditar no seu futuro? O que aguarda os filhos de Deus? Para onde eles caminham? Qual será o destino final deles? No estudo anterior aprendemos que Deus nos fez seus filhos por seu grande amor. Esse amor de Deus tem implicações tanto na vida presente quanto na vida futura dos filhos de Deus. Nesse estudo vamos meditar acerca do que o amor de Deus nos reserva para o futuro. O grande amor de Deus se manifesta na vida presente dos filhos de Deus por meio da nova vida no Espírito que eles possuem e também na proteção que eles recebem de Deus na perseguição. Esse amor também se manifestará na glória futura dos filhos de Deus (v.2). Os filhos de Deus são guardados pelo poder de Deus até à glória que ele está preparando para eles (Jo. 16.33; Rm. 8.35-39). Vejamos agora o aspecto da glória futura dos filhos de Deus.

A Glória Futura dos Filhos de Deus:

A Manifestação de Cristo: A glória futura dos filhos de Deus virá na manifestação de Cristo. Nosso texto fala sobre a manifestação de Cristo. Ele já se manifestou uma primeira vez para se humilhar, sofrer e morrer (I Jo. 1.2; 3.5). Mas I Jo.3.2 fala da manifestação gloriosa de Cristo que se dará na ocasião da sua segunda vinda, quando ele virá em glória para julgar vivos e mortos e reinar com sua igreja para sempre (I Jo. 2.28; 3.2).

Como será a manifestação gloriosa de Cristo na ocasião da sua segunda vinda? 1) Cristo aparecerá nas nuvens com poder e glória, o que será um ato único como foi sua ascensão (At.1.11); 2) Nós o veremos, pois sua segunda vinda será um ato visível e não secreto (Ap.1.7); 3) Nós seremos semelhantes a ele (Fp. 3.21), ou seja, por toda eternidade seremos iguais a ele, com corpo transformado, livre do pecado e suas conseqüências. Isso ocorrerá mediante a ressurreição dos crentes mortos e transformação dos vivos (I Co. 15.50-52).

Redenção Completa: Os filhos de Deus herdarão a glória com Cristo (Rm. 8.17; Cl. 3.4). Eles aguardam, junto com a criação, a glorificação final (Rm. 8.18-21). Nossa salvação apenas começou, mas será consumada quando formos ressuscitados e glorificados com Cristo (Rm. 8.23). Habitaremos num universo plenamente transformado e livre da maldição do pecado (II Pe.2.13; Ap.21.1-5). O amor de Deus nos leva à glória. A glorificação com Cristo é uma herança certa para nós (Rm. 8.30). Pois, o Pai não gera filhos para depois abandoná-los ou deixá-los perecer no inferno. Ele lhes dá nova vida em Cristo e os leva à glória.

Mas ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Agora somos filhos e continuaremos sendo seus filhos na glória. Essa glória ainda está oculta ao mundo, mas um dia será exibida a todos. Essa glória é parecer com Cristo, ter um corpo semelhante ao dele. Isso é nossa glorificação que é a obra final de Cristo em nosso favor (Fp.1.6).

Esperança e Pureza: João nos mostra que as doutrinas da nossa adoção com base no amor de Deus e da vinda de Cristo para completar nossa salvação são doutrinas práticas, que mudam a nossa vida (v.3). Ele fala sobre esperança e pureza na vida do crente enquanto aguarda a manifestação de Cristo.

O que é esperança cristã? É a esperança de algo certo, seguro e bom, pois é uma esperança baseada na promessa fiel de Cristo (Hb. 10.23). A esperança faz parte da vida cristã (I Co. 13.13; Rm. 8.24,25). O crente não caminha desesperado para um destino cego, mas vive na esperança de encontrar-se com Cristo e desfrutar de sua glória eternamente.

Como o crente deve esperar o Senhor? 1) Não descumprindo sua vocação cristã na terra como alguns tessalonicenses insubmissos fizeram (II Tess. 3.11); 2) Não vivendo no pecado porque o Senhor demora a chegar como fez o mau servo da parábola de Mateus 24.45-51; 3) Purificando-se a si mesmo – quem espera a glória de Cristo se purifica (v.3). A vinda de Cristo é um incentivo a uma vida pura. Purificar-se aqui no texto significa crescer em santidade diariamente. Para isso é preciso lutar contra o pecado e deixá-lo e também viver em obediência a Deus na prática da justiça. Deus nos chama a uma vida de pureza enquanto caminhamos para a glória (II Co. 7.1; Tg. 4.8).

Cristo é Nosso Exemplo de Pureza: “Assim como ele é puro” - A pureza de Cristo é a base da nossa salvação (I Jo. 1.7) e também nosso exemplo para um viver puro. Ser puro como Cristo é viver em humildade, amor, santidade e ter prazer em obedecer ao Pai assim como Cristo fez; ser puro é andar como Cristo andou. É claro que nessa vida não teremos a perfeição de Cristo, mas devemos prosseguir para o alvo que é a perfeição de Cristo. O Espírito nos capacita a um viver puro. E na glória seremos semelhantes a Cristo. É esse o destino de todos os filhos de Deus e quem deseja estar com Cristo na glória, num lugar de pureza e santidade, se esforça para ser puro na vida presente.

Aplicações Finais: Palavra aos crentes: Os crentes devem ansiar pela glória eterna e não viver apegado às coisas deste mundo (Fp. 1.23); os crentes devem viver na certeza de que a glória será seu destino final, pois este é o desejo de Cristo e ele está trabalhando para cumpri-lo (Jo. 17.24; Jo. 14.1-3); os crentes devem consolar uns aos outros no meio das suas aflições com a promessa da vinda de Cristo (Rm. 8.18,28; I Tess. 4.17,18). Além disso, você que é filho de Deus, medite no grande amor de Deus em te salvar e te dá um futuro glorioso. No meio das suas aflições do tempo presente, confie no seu Pai e contemple a glória que lhe espera. Purifique a sua vida de qualquer mancha de pecado e se conserve puro para o encontro com o Senhor.

Palavra aos descrentes: Busquem a Cristo para se tornar um filho de Deus e ser herdeiro de suas promessas. Não vale a pena a vida sem Cristo. Quem vive sem Cristo hoje, viverá sem ele na eternidade num lugar terrível que a Bíblia chama de inferno. Mas quem vive para ele hoje e até sofre por amor a ele, também viverá com ele eternamente no novo céu e na nova terra que ele está preparando. Se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados (Rm. 8.17). Busquem a vida em Cristo.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

SÉRIE SERMÃO: Lucas 13.1-5

Sermão proferido pelo pastor Elienai Batista no púlpito da Igreja Reformada em Cabo Frio no dia 31 de janeiro de 2010.

Texto: Lucas 13.1-5

“Naquela mesma ocasião, chegando alguns, falavam a Jesus a respeito dos galileus cujo sangue Pilatos misturara com os sacrifícios que os mesmos realizavam. Ele, porém, lhes disse: Pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem padecido estas coisas? Não eram, eu vo-lo afirmo; se, porém, não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis. Ou cuidais que aqueles dezoito sobre os quais desabou a torre de Siloé e os matou eram mais culpados que todos os outros habitantes de Jerusalém? Não eram, eu vo-lo afirmo; mas, se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis”.

Amados irmãos em nosso Senhor Jesus Cristo e visitantes,

O ano de 2010 começou com diversas calamidades. O desmoronamento em Angra dos Reis, as diversas enchentes e o terremoto no Haiti. Sempre que calamidades assim ocorrem, seja a nível internacional, seja a nível local, provocam diversos tipos de comentários. Aqueles que não se lembram de Deus durante todo o ano, logo ousam dizer: “Se Deus existisse coisas como essas não aconteceriam”. Outros dizem: “Por que coisas ruins acontecem a pessoas boas?” Outros por sua vez, dizem: “Bem se aquelas pessoas morreram deve ser porque mereciam”.


Nos tempos de Jesus as pessoas reagiam como este último grupo. Os judeus entendiam que toda calamidade era sinal de castigo. Podemos lembrar do cego mencionado em João 9, quando os discípulos perguntaram: “Quem pecou ele ou seus para que nascesse cego?”

Foi num contexto como este que alguns trouxeram uma informação a Jesus. Informação essa que Jesus utilizou para ensinar sobre a necessidade de arrependimento.


A notícia era a seguinte: Homens da Galiléia, possivelmente ativistas políticos que desejavam libertar Israel das mãos do romanos, tinham ido a Jerusalém para sacrificar e quando eles estavam no templo, no ato de oferecer sacrifícios, soldados romanos ali entraram enviados pelo governador Pilatos e mataram aqueles homens; de maneira que se diz que o sangue deles se misturou ao dos seus sacrifícios. Pelo visto, esta história devia estar na mente dos ouvintes de Jesus, e é provável que fosse bem recente.


Não sabemos por qual motivo vieram narrar essa história a Jesus. Mas pode ter sido citada como um exemplo do tipo de julgamento do qual Jesus acabara de falar no capítulo 12 de Lucas. Jesus falara sobre o julgamento de Deus sobre aqueles que lhe são devedores. De modo que agora alguns dos ouvintes julgavam que esses galileus haviam pago pelos seus pecados recebendo o que mereciam.


Jesus no entanto não concordou com isto. E a fim de mostrar que não eram somente os galileus que sofriam desastres que poderiam ser atribuídos a julgamentos especiais de Deus contra o pecado, Jesus mencionou um incidente ocorrido na torre de Siloé. Esta torre fazia parte das fortificações de Jerusalém, e estava próxima da importante fonte e tanque do mesmo nome. Ali 18 judeus haviam morrido quando a torre caiu. Com este exemplo, Jesus mostrou que os vários desastres, que surpreendem repentinamente diversos indivíduos, não provam necessariamente que tais pessoas são piores pecadores do que outras. Aqueles galileus e judeus não tinham se destacado para uma morte horrível por que eram piores do que os outros.


Assim Jesus está dizendo aos seus ouvintes: “Vocês pensam que o que aconteceu àquelas pessoas, lhes aconteceu por serem elas “mais culpadas”, ou “mais devedoras” de obediência a Deus do que vocês?


Com isso Jesus mostra que aqueles informantes estavam “prontos para julgar e tardios para se arrepender”. Por isso, Jesus lhes exorta a examinarem seus próprios corações e pensarem a respeito de seu estado diante de Deus.


Notem que Jesus não explicou por quais motivos pessoas morrem tão violentamente, ou por qual razão outras sofrem acidentes terríveis. Mas Ele apontou para o fato dessas coisas serem advertências para os que ainda estão vivos.


E então Jesus se volta exclusivamente a esta questão do arrependimento, frisando que a ameaça de julgamento (até mesmo de julgamento súbito), não está limitada àqueles que são reputados como sendo mais devedores. O que Ele estava dizendo é que tanto os galileus, como os judeus, como qualquer outra pessoa, deveriam ver essas calamidades como uma séria advertência para a necessidade de arrependimento.


Jesus estava dizendo àquelas pessoas: “Que importa se aqueles galileus morreram subitamente? Em que isso é importante para vocês? Nisso: considerem seus próprios caminhos. A menos que se arrependam, vocês também perecerão”. Assim, Jesus conclama todos ao arrependimento, pois todos são pecadores. Notem o “se” (v.3) – “se, porém, não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis”. Este “se”, indica uma condição, ou seja, somente o verdadeiro arrependimento pode desviar os pecadores do grande desastre do dia do juízo.


Mas o que significa arrepender-se? “Arrependimento”, literalmente significa “Mudança de mente”. Arrependimento sempre fala de uma mudança de propósito e de abandono do pecado. No sentido usado por Jesus, o arrependimento é um chamado a repudiar a vida no pecado e voltar-se para Deus a fim de ser salvo. Arrepender-se é reconhecer que você é um pecador, é sentir tristeza por seus pecados contra Deus, é abandonar tudo aquilo que é contra Deus lutando por toda vida contra o pecado em sua própria vida. E segundo Jesus, a menos que você tenha experimentado isso, você vai perecer, vai sofrer o juízo de Deus.


Agora precisiamos notar que o “arrependimento” é tanto uma coisa que tem de acontecer no início de nossa caminhada cristã, como algo que deve marcar todos os dias de nossas vidas. E apesar do arrependimento, essa mudança da mente ser algo interior, ela necessariamente resulta em mudança de comportamento. O arrependimento afeta o homem todo: seus pensamentos, seus desejos, sua satisfação, suas palavras e suas atitudes.


Mas quem deve arrepender-se? Aquelas pessoas apontavam para os que haviam morrido, Jesus aponta para todos. Ele estabeleceu a necessidade universal de arrependimento. Se todos pecaram, todos merecem perecer (Rm 3.23), então todos precisam se arrepender. Não importa o quanto uma pessoa se julgue boa, ou quantas boas obras tenha realizado. A questão é que ninguém pode ser perfeitamente justo diante de Deus, ninguém pode dizer diante de Deus: “Eu não tenho pecado”. Todos estão em dívida para com Deus. Então, todos precisam se arrepender de seus pecados.


Portanto, devemos estar perplexos não com o fato de que alguns morrem subitamente, mas com o fato de que agora mesmo a terra não se abra a consuma a todos os pecadores. Na verdade somente a misericórdia divina é que impede que todos igualmente morram pelos mesmos meios. Somente a misericórdia de Deus é que todos sejam punidos agora mesmo.

Em nosso texto Jesus ensina que a morte é sempre um castigo merecido. Em Romanos 6.23, lemos sobre isso: “Porque o salário do pecado é a morte”. Salário indica merecimento e o que todos os pecadores merecem é a morte. À luz do que a Bíblia ensina, não há inocentes aos olhos de Deus.


Aqueles galileus e aqueles judeus não eram inocentes. Eles eram pecadores, não mais que os outros, mas eram pecadores. O princípio estabelecido por Jesus é que a morte é, num sentido ou outro, o resultado de nossos pecados, ela é merecida. Todos merecem perecer por causa de seus pecados, é o que Jesus diz.


Como todos os homens são merecedores da morte, a advertência de Jesus é para que todos abandonem seus pecados e se voltem para Deus. Todos, precisam se arrepender. Ninguém deve orgulhar-se como se não precisasse de arrependimento, como se não precisasse de Cristo.


Amados irmãos e visitantes, Jesus ensina nesta passagem que desastres e calamidades servem de advertência para os pecadores. Servem para levar os pecadores a meditarem em sua própria condição diante de Deus e sobre sua necessidade de arrependimento. Mas há pessoas que olham para desastres e calamidades e não se apercebem de que Deus lhes está advertindo, para que se arrependam.


Assim como naquela época as pessoas se mostram mais dispostas a conversar a respeito da morte de outros do que a respeito de sua própria morte e de suas esperanças referentes ao pós-morte. Não gostam de falar destas coisas quando o seu nome está envolvido. Fogem do assunto. Não gostam nem de pensar.


Por que é assim? Será que você não faz o mesmo? Responda para si mesmo. Por que você teme estes assuntos? Por que quando acontece uma calamidade você não pensa a respeito de você mesmo? Será você pensa que é intocável? “Coisas assim não me acontecerão”, você diz. Como você pode ter certeza disso? Será que pessoas como as que morreram no Ano Novo em Angra dos Reis, não pensavam assim também, mas o que lhes aconteceu?


Muitos fogem destes assuntos por saberem não estarem preparados para a morte. Tentam acalmar sua consciência procurando esquecer que um dia terão de estar diante de Deus. Talvez nenhuma calamidade se abata sobre nenhum de nós que está aqui, mas é certo que se algum de nós morrer sem se arrepender, haverá de perecer. Aqueles que não se arrependerem certamente sofrerão o castigo eterno. Foi isso que Jesus disse.


Portanto, quando você ouvir acerca de mortes súbitas e calamidades, pense primeiramente a respeito de sua própria vida. Pense sobre sua situação diante de Deus e diga a si mesmo:

· “Estaria preparado, se tivesse acontecido comigo?”

· “Meus pecados estão perdoados?”

· “Arrependi-me de todos os meus pecados?”

· “Já acertei minha dívida para com Deus?”

Essas perguntas são sérias. Merecem intensa consideração. O arrependimento não é assunto insignificante. Nada menos do que a eternidade está em jogo. Seria melhor que você não tivesse nascido, do que se você morrer sem arrependimento. É um assunto tão sério que mesmo que você se considere um cristão é bom você examinar seu coração para ver se possui este arrependimento. Você já reconheceu diante de Deus seus pecados e miséria espiritual? Você já se humilhou diante de Deus reconhecendo que não pode salvar a si mesmo e que portanto precisa de Cristo? Você pode ver os frutos desse arrependimento em sua vida?

Quero que vocês considerem o seguinte: Se nos fosse permitido fazer uma visita aos condenados ao inferno, veríamos pobres almas presas nas cadeias tenebrosas sendo atormentadas com um tormento que não tem fim; descubriríamos que o seu bicho não morre e que ali o fogo nunca se apaga. Ouviríamos seus gemidos, seus gritos, seus lamentos, seus prantos, seu ranger de dentes. E então descubriríamos que todas aquelas almas sabem o significado das palavras de Jesus: “Se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis”. E se pudessémos perguntar aos que estão em tormento, se eles se arrependeram, se odiaram o pecado e o abandonaram, se obedeceram aos mandamentos do Senhor. Todas eles diriam não, não fizemos isso, antes procuramos viver como bem nos parecia nos entregando aos prazeres. Outros diríam: nós pensávamos que estávamos salvos porque íamos a igreja, mas nunca havíamos nos arrependido, mas apenas nos escondíamos na religiosidade e esta foi a causa de nossa desgraça.

Talvez você não esteja muito preocupado com sua condição diante de Deus. Talvez esteja iludido com um falso cristianismo que lhe diz que você vai conseguir realizar todos os seus sonhos, mas não lhe diz coisas como as que Jesus diz aqui. Talvez você esteja tão sossegado sobre o futuro de sua alma como estavam as milhares de pessoas que morreram no terremoto no Haiti, ou na catástrofe em Angra dos Reis.

Se você ainda não se arrependeu de seus pecados, se ainda não colocou sua confiança somente em Cristo para sua salvação, se não pode ver os frutos do arrependimento em sua vida, não importa o quão religioso você seja, quanto tempo tenha numa igreja, você ainda precisa atentar para as palavras de Jesus:

“Se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis”.

Não confie em suas boas obras, não confie no fato de ser um religioso ou ir a uma igreja. Deus exige mais do que isso, Ele exige verdadeiro arrependimento e total e exclusiva confiança em Jesus Cristo para que você seja salvo. Portanto, arrependa-se e corra para Cristo. Ele oferece gratuitamente, perdão para todos os seus pecados. Se você se arrepender e crer em Jesus para sua salvação, mesmo que você seja alcançado por uma calamidade e morra repentinamente, a morte se tornará para você um portão aberto para encontrar-se com Cristo. E quando o dia do juízo chegar e todas as coisas chegarem ao fim, você terá a vida eterna em Cristo Jesus.


Quero concluir com as palavras de Isaías 55.6,7:

“Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto. Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar”.

Amém!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Projeto de lei proíbe corte abrupto de serviços públicos a baixa renda

Projeto de lei proíbe corte abrupto de serviços públicos a baixa renda

Proposta foi aprovada no Senado e segue para a Câmara.
Hospitais e escolas também não poderão ter água e luz cortados.

Um projeto de lei aprovado nesta quarta-feira (7) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado proíbe a interrupção abrupta do fornecimento de serviços públicos como energia elétrica, água e telefonia a famílias de baixa renda, casas de saúde e hospitais, escolas, presídios e centros de internação de menores, mesmo que estejam inadimplentes.

As companhias só podem cortar os serviços, trinta dias após o aviso de corte. O descumprimento deve levar o usuário a procurar os PROCONs e TRIBUNAIS DE PEQUENA CAUSA para cobrar o cumprimenta da lei.

As companhias garantem que vão cumprir as regras. Vamos ver!

Leia mais em:
http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1560996-9356,00-PROJETO+DE+LEI+PROIBE+CORTE+ABRUPTO+DE+SERVICOS+PUBLICOS+A+BAIXA+RENDA.html

Deus nos Fez Seus Filhos por Seu Grande Amor

Deus nos Fez Seus Filhos por Seu Grande Amor - I João 2.29-3.1-3
Pastor Elissandro Rabêlo
Autorizado




Introdução


Além da leitura privada da Bíblia, uma outra prática benéfica que contribui para o nosso crescimento espiritual é a meditação na Escritura. Deus nos chama a meditar na sua Palavra (Js. 1.8; Sl. 1.2). Para entendermos o que lemos é preciso não só a leitura reverente no espírito de oração, mas também a meditação diligente na palavra sob a orientação do Espírito que nos guia a toda verdade e nos faz deleitar nela. Se é nosso desejo nos enriquecer com a palavra de Deus e crescer no conhecimento de Cristo, precisamos aprender a arte da meditação nas Escrituras. É bom para nós meditar no que a Bíblia fala sobre nós mesmos, nosso futuro, sobre Cristo e sobre o próprio Deus.

Você já experimentou meditar nos atributos de Deus revelados na Bíblia? Sua alma será beneficiada com isso. Por exemplo, a meditação na onisciência de Deus nos enche de consolo e temor; a meditação na santidade de Deus nos conduz ao louvor a Ele e ao ódio pelo pecado. E a meditação no amor de Deus? Você já pensou nisso? A Bíblia diz que Deus é amor (I Jo. 4.16). Meditar nisso nos enche de espanto e admiração devido à natureza do amor de Deus. No texto do nosso estudo, João se espanta com o grande amor de Deus (v.1). É como se ele dissesse: “De onde vem esse amor! Que amor é esse! Não há amor igual entre os homens. Esse amor está além de explicação!”.

Por que João ficou tão espantado com o amor de Deus?

1) Porque o amor de Deus é um amor sacrificial: um amor que dá o seu Único Filho (Jo. 3.16; I Jo. 4.9,10).

2) Porque o amor de Deus é um amor gracioso (I Jo. 3.1): é um amor que nos foi concedido e que fez de nós, antes filhos da ira e pecadores dignos da condenação, filhos amados de Deus e participantes de suas bênçãos agora e eternamente em Cristo. O amor de Deus é um amor que nos adota como seus filhos sem nenhum mérito da nossa parte. Deus adota pessoas de mau caráter e as torna seus filhos e herdeiros.

3) Porque o amor de Deus é um amor eterno: é um amor que não tem fim e determina o que somos agora e o que seremos para sempre. Por seu grande amor, Deus nos fez seus filhos. Esse fato tem implicações tanto na vida presente quanto na vida futura dos filhos de Deus. Nesse primeiro estudo trataremos apenas da realidade presente dos filhos de Deus (I Jo. 2.29-3.1). O aspecto da glória futura dos filhos de Deus, nós veremos num estudo posterior.

1) A Realidade Presente dos Filhos de Deus

De fato, somos filhos de Deus (v.1): Isso não é só um título, mas é um fato, uma realidade que ninguém pode mudar. O crente tem a certeza de que é filho de Deus pelo testemunho do Espírito Santo (Rm. 8.16) e pela manifestação da obra de Deus na sua vida. Ser filho de Deus é desfrutar de suas bênçãos já nesta vida. Uma destas bênçãos que resulta do amor de Deus e já se manifesta nesta vida é o novo nascimento (I Jo. 2.29).

Os filhos de Deus nasceram de Deus (I Jo. 2.29): “nascido dele (de Deus)” refere-se ao novo nascimento ou regeneração que é o ato soberano e gracioso de Deus pelo qual ele dá vida a pecadores mortos. É a primeira vez que João fala sobre esse assunto na sua carta, mas ele falou muito sobre isso no seu evangelho (Jo. 1.13; 3.3-5). O crente desfruta dessa benção aqui na terra e por meio dela é feito filho de Deus e pode entrar no reino de Deus.

Contraste entre regenerados e não regenerados: Os não regenerados nasceram apenas do homem; os regenerados nasceram de Deus. com base nisso, afirmamos que Deus é Pai de todos como Criador, mas como Salvador somente daqueles que escolheu e chamou, os quais creram em Cristo e nasceram de novo pelo Espírito (Jo. 1.12).

Como se dá o novo nascimento: A semente da palavra é implantada no coração do homem pelo Espírito produzindo nele fé, arrependimento e uma nova vida mediante a pregação do evangelho (At.11.18; 13.48; 16.14; Rm. 10.17; I Pe.1.23). Pelo poder do Espírito, aquele que foi regenerado passa a deixar o pecado e seguir a justiça (Tt. 2.11,12).

Evidência do novo nascimento: Conforme I Jo. 2.29 essa evidência é praticar a justiça. O que isso significa? Não significa auto justificação por meio de boas obras, mas fazer o que é certo para agradar a Deus. Em Cristo, o filho de Deus agora regenerado pratica a justiça, ou seja, faz o que estar de acordo com a lei de Deus não para se justificar, mas para mostrar sua gratidão a Deus por seu amor em salvá-lo.

O desconhecimento do mundo (I Jo. 3.1): Viver como filho de Deus provoca o desconhecimento do mundo. O mundo não conhece, quer dizer, não experimenta o amor de Deus. Os ímpios desconheceram Cristo e desconhecem os crentes, pois não há comunhão ou intimidade da luz com as trevas (II Co. 6.14-18). Os ímpios estranham a conduta dos filhos de Deus porque essa é diferente da deles e os reprova. Essa estranheza pode gerar perseguição. O praticar a justiça dos crentes provoca o ódio e a perseguição do mundo (Jo. 15.18,19). Essa estranheza e perseguição se manifestam na escola, no trabalho, na comunidade e até em nossas casas (Mt. 10.34-36).

Aplicações do texto:


1) Se essa estranheza e perseguição não existem, precisamos avaliar nossa conduta como filhos de Deus no mundo. Estou me conformando com o mundo? Ou rejeito seu padrão? (Rm. 12.1,2). Manifesto o amor de Deus na minha vida vivendo como um verdadeiro filho de Deus na prática da justiça?

2) O filho de Deus manifesta o caráter do Seu Pai Celeste (Mt. 5.48). Ele vive para imitar o seu Pai e glorificá-lo (Ef. 5.1; Mt. 5.16). Isso é resultado do amor e do poder de Deus na sua vida. Você tem imitado o Seu Pai? Vive como um filho de Deus? O fruto do Espírito se manifesta na sua vida?

3) Deus não nos promete vida fácil aqui na terra, mas ele cuida dos seus filhos. Ser filho de Deus não é sinônimo de ter vida próspera aqui na terra, mas significa sofrer por amor a Cristo. Por outro lado, o filho de Deus é guardado pelo poder de Deus até à glória que ele está preparando para nós (Jo. 16.33; Rm. 8.35-39). Sobre o aspecto da glória futura dos filhos de Deus, veremos no próximo estudo. Que Deus nos abençoe com sua palavra!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

SÉRIE SERMÃO: Sobre a Páscoa

Nossa contribuição para a semana da páscoa. Este sermão foi pregado nas congregações da Igreja Reformada do Brasil - no Grande Recife

Sermão Preparado pelo Rev. Abram de Graaf
Pr da Igreja Reformada em Maceió, Alagoas

Leitura: Êxodo 12 e 1 Cor 5: 6-9

Texto: Êxodo 12:27


Queridos irmãos em Cristo Jesus,

Cristo nos mandou celebrar esta ceia em sua memória. Nesta mesa nós lembramos que nosso Senhor se tornou homem para carregar a ira de Deus e para salvar o seu povo; Já no Antigo Testamento Deus revelou isso. Como, por exemplo, em Êxodo 12.


Neste capitulo Moisés fala sobre a instituição da Páscoa. A Páscoa é uma festa de vários dias, como o Maceió Fest; Uma grande festa. Uma festa para comemorar a libertação de Israel da escravidão. Podemos comparar isso com o dia 12 de Maio em que o Brasil comemora a abolição da escravidão. A comemoração aqui no Brasil é só um dia, mas em Israel a festa é uma semana. A festa começa num sábado e termina no outro sábado. Não é uma festa como o Carnaval aqui no Brasil: com muitas bebidas e imoralidade. Ao contrario. A festa de Páscoa é uma festa simbólica e por causa disso a Páscoa é uma festa sóbria. A comida é frugal para mostrar que o objetivo desta festa é comemorar. O objetivo desta festa não é igual ao das festas do mundo: comer e beber abundantemente. Não, o objetivo desta festa é ensinar os participantes com respeito à salvação da escravidão de Israel no Egito.


O Cordeiro da Páscoa serve para isso; e as ervas amargas que estão na mesa; e também os pães asmos, que devem ser comidos todos os sete dias da festa; Todos estes elementos têm um sentido simbólico.


As ervas amargas lembravam o povo a época amarga no Egito, a casa da escravidão. Eles sofreram muito ali, mas agora Deus os livrou. Uma vida nova começou. Uma vida nova, que começou com uma festa. Para comemorar esta vida nova, eles deviam limpar as suas casas e jogar todo fermento fora da sua casa. O pão levedado com fermento foi uma lembrança da época da escravidão. Foi uma lembrança da vida do mundo. Esta vida acabou, agora uma vida nova começou; uma vida com o Senhor. O que é o mais importante nesta vida é o Senhor. Não o pão, mas o Senhor. O diabo quer que nós fiquemos ligados com as coisas materiais: pão e carne, mas o Senhor disse: Não só de pão o homem viverá, mas de toda palavra de Deus. Deus cuida do seu povo. O povo deve aprender isso. Então, por causa disso, o Senhor estava no centro da festa e não o pão e o vinho, nem a carne. O jantar é frugal, para não desviar os pensamentos e para deixar claro: O Senhor cuida de nós. Isso fica ainda mais claro quando observamos o Cordeiro. Cada família devia tomar um cordeiro. E se o cordeiro era grande, a família devia convidar o seu vizinho mais próximo para compartilhar. Então, de novo Deus ensina que o objetivo não é comer e beber em demasia. Se há demais para uma família, ela deve compartilhar com uma outra família.


O Cordeiro servia como SACRIFÍCIO. O sangue do sacrifício dá remissão dos pecados e salva aqueles que comem da carne. Assim funciona o Cordeiro na festa da Páscoa. O sangue do Cordeiro devia ser tomado e posto em ambas as ombreiras e na verga da porta, nas casas em que o comerem. Este sangue ia protegê-los. Pois na mesma noite em que comiam a carne do Cordeiro nas casas, o Senhor passava pelo Egito ferindo todos os primogênitos, mas quando o Senhor via o sangue na porta, ele não passava por esta casa. Nesta casa a festa continuou, mas nas casas onde não houve sangue nas portas, a anjo da morte entrou e deixou uma tristeza profunda.


Assim a festa da Páscoa é uma festa da libertação, como podemos ler em Ex. 12,27. Quando um dos filhos pergunta: Que rito é este? O pai responde: “É o sacrifício da Páscoa do Senhor, que passou por cima das casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu os egípcios e LIVROU as nossas casas.” O Senhor Deus SALVOU o seu povo. E o que isso tem a ver conosco, irmãos? A festa da Páscoa é uma festa dos Judeus. Eles comemoram a sua libertação do Egito até hoje, no mês de Abril. Então, é uma festa de Judeus. Isso é verdade. Mas esta festa tem também um sentido importante para a igreja cristã. Esta festa está bem ligada com a nossa Santa Ceia, pois, de fato, o nosso Senhor Jesus Cristo instituiu a Santa Ceia durante a festa da Páscoa. Ele pegou um dos pães asmos e dividiu este pão entre os seus alunos, dizendo “Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de MIM”; depois ele tomou o cálice, dizendo: “Este é o cálice da nova aliança no meu sangue derramado em favor de VÓS”. (Luc. 22,19-20); Jesus instituiu a Santa Ceia como SUBSTITUTA da Páscoa!


Nós não devemos mais celebrar a festa da Páscoa, pois Cristo morreu e nos deixou a Santa Ceia em memória dele; Não precisamos mais matar um Cordeiro, pois Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado (1 Cor. 5,7); Não precisamos tomar o sangue dum cordeiro e pôr na porta, pois o sangue de Cristo nos salva, UMA VEZ POR TODAS (Hb. 10,10). Não precisamos comemorar a libertação do Egito; nós comemoramos a libertação da casa da servidão do diabo. Deus nos libertou “do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados”. Paulo disse isso em Col. 1, 13; Nós saímos da casa da servidão do Diabo e por causa disso Paulo disse: “Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento [...] Por isso, celebramos a festa não com o velho fermento, nem com o fermento da maldade e da malicia, e sim com os asmos da sinceridade e da verdade”.


Israel devia jogar fora o velho fermento, que foi um símbolo da vida impura no Egito; Eles deviam se afastar desta vida, seguindo o Senhor. Uma vida nova começou. Há um paralelo nesta história, pois também nós devemos nos afastar da vida impura deste mundo: da maldade e da malicia. Estes são o fermento do diabo; Onde este fermento entrar, estragará a vida; Seja na casa dos irmãos, seja na igreja.


Por causa disso, temos também o costume de nos preparar antes da celebração da Santa Ceia. Devemos nos auto-avaliar. Devemos reconhecer que somos pecadores; devemos acreditar que o único sacrifício de Cristo nos dá a remissão dos pecados; e devemos sacrificar a nossa vida como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o nosso culto racional (Rm. 12,1). Isso quer dizer que devemos viver uma vida, que é dominada pelo amor. O amor de Cristo, que se sacrificou na cruz, deve ser um exemplo para todos nós. “O meu amor é fruto do TEU AMOR por mim”. Assim deve ser. Cristo nos ensina isso. O amor dele muda a nossa vida. Ele perdoou os nossos pecados, agora NÓS devemos perdoar os pecados do nosso próximo. Isso é a nova vida com Cristo. Somos um no amor de Jesus! E por causa disso podemos cantar: “Estou livre para te amar, para te aceitar e para te pedir: perdoa-me irmão.”


Amém.

sábado, 3 de abril de 2010

Eleições e ordenação de novos oficiais: uma prática Reformada

Eleições e ordenação de novos oficiais: Um processo, um momento de oração e discernimento para a Igreja

Por Rev. Adriano Gama

Amados irmãos,

O Conselho, por esses dias, iniciará o processo de eleição e de ordenação de novos oficiais. Estes oficiais servirão a Cristo Jesus nos ofícios de presbítero e diácono.
Eleger homens para os ofícios requer um processo que envolve toda a igreja: Conselho e membros.

Escrevo essas poucas linhas com o objetivo de esclarecer à membresia sobre o processo de eleição e ordenação, e como toda a igreja é envolvida na eleição e ordenação de seus oficiais.
O Conselho inicia o processo em suas reuniões. O Conselho com oração avalia a necessidade de novos homens para ocupar os ofícios. Essa necessidade pode ser gerada pela carência para substituir um oficial que termina seu tempo no ofício, ou, por causa da necessidade de mais homens para trabalhar na Seara do SENHOR.

Após isso, o processo diante da Congregação é iniciado com um anúncio. Por meio deste anúncio o Conselho comunica a Congregação a necessidade de se eleger novos oficiais e o número de vagas a serem preenchidas.

Além dessas informações, o Conselho pede que à Congregação indique nomes de membros que sejam aptos para os ofícios (conforme 1 Tm 3.1-13 e Tito 1.5-9).

Essas indicações da Congregação podem ser feitas por dois modos: carta assinada; ou, comunicado verbal a um membro do Conselho. Em ambos os modos, deve-se mencionar os motivos por que os nomes são apresentados.

O Conselho, após receber as indicações da Congregação, reúne-se para decidir sobre a lista de candidatos indicados pela congregação.

E neste ponto acho importante as palavras do Rev. Pedro K. Meijer (ex-missionário no Brasil, que iniciou a obra em Maragogi). Essas palavras nos ensinam muito sobre a autoridade do Conselho na montagem da lista de candidatos. O Rev. Pedro escreveu o seguinte:

“O primeiro passo é o Conselho fazer a lista de candidatos. ... Ele levará em consideração os nomes apresentados pelos membros da congregação, mas pode resolver não incluí-los na lista tendo bons motivos para isto. O Conselho pode também candidatar irmãos que nenhum dos membros apresentou. O Conselho tem sua própria responsabilidade perante o Senhor.
O importante é que o Conselho esteja convencido de que cada um dos candidatos é apto para o ofício, seja quem for eleito pela igreja." (Manual para Presbíteros e Diáconos, pág. 7.8)

Notem que é “o Conselho que tem a primeira e a última responsabilidade sobre quem serão os candidatos a um ofício”. Isso nos lembra que a Igreja não é uma democracia (o povo governa), mas uma Cristocracia (Cristo governa).

O SENHOR Jesus Cristo estabeleceu os apóstolos e eles estabeleceram os presbíteros para governarem a igreja. Jesus Cristo governa a Igreja, usando os presbíteros (vejam os seguintes textos: Jo 21.15-17; 1 Pe 5.1-4; At 20.17,28-35; At 12.30; At 14.23; At 15.2,6,22,23; At 16.4; 1 Tm 3.1,4,5; 5.17; 1 Ts 5.12,13; Hb 13.17).

O processo reformado de eleição e ordenação respeita o que aprendemos da Palavra de Deus, por exemplo, em Atos 6.1-7; At 14.23 e 1 Tm 4.14; 5.22. Nestas passagens, somos ensinados que os apóstolos promoviam a eleição dos oficiais por meio da congregação. Mas, também que sobre os oficiciais de Cristo pesa a responsabilidade de ordenar os homens indicados pela congregação.
O Conselho, à Luz da Escritura, estuda os nomes indicados pela Congregação e faz novo anúncio. Desta vez, a Congregação é avisada sobre a lista de candidatos para cada ofício e a data da eleição.

A Congregação não deve ficar surpresa se suas indicações não constarem na lista de candidatos apresentada pelo Conselho, pois sobre ele pesa a responsabilidade de estabelecer a lista de candidatos.

Também, após a lista sair, a congregação não deve fazer distinção entre candidatos “do Conselho” e “da congregação” como se houvesse candiatos preferidos de ambas as partes. Não, os candidatos alistados são aqueles que diante de Deus foram considerados aptos para serem votados. Isso é muito importante para evitarmos partidarismo dentro da Igreja durante o processo da eleição.

A eleição pode ocorrer num domingo ou em qualquer dia da semana. Cada igreja estabelece como seus membros, que gozam de plena comunhão, devem participar da eleição.

No caso da Igreja Reformada do Grande Recife, apenas os cabeças dos lares podem participar, por exemplo: Se numa casa somente a mãe e os filhos são membros e o marido não, então, somente a mãe votará representando a posição de toda a casa.

Logo após a eleição, o Conselho faz mais um anúncio. Desta vez, ele anuncia os nomes dos irmãos eleitos, o nome dos nomeados pelo Conselho e a data da ordenação. Esse anúncio será feito por dois domingos consecutivos. Lembrem-se, o Conselho também é o responsável para nomear quem serão ordenados.

Esses anúncios por dois domingos são feitos para garantir que a Congregação manifeste objeções legítimas contra as nomeações feitas pelo Conselho. As objeções devem ser feitas com as devidas justificativas. O Conselho julgará a legitimidade das objeções feitas.

Portanto, todo o processo mostra a participação de toda a igreja. O Conselho com a autoridade de Cristo inicia, conduz e conclui o processo com a ordenação.

A Congregação participa intensamente na eleição e ordenação dos oficiais. A Congregação tem o direito de indicar, de participar da eleição dos oficiais e até de fazer objeções às nomeações do Conselho.

Essa participação da Congregação é um direito que vem de Deus (At 6.1-7 e 14.23). O SENHOR Deus fez Sua Igreja templo do Seu Espírito (1 Co 3.16,17; 6.10,20). O SENHOR Deus dotou a igreja com dons espirituais, para discernir os homens que são aptos para os ofícios (At 6.3; 1 Tm 3.1-13; Tt 1.5-9). Assim, o SENHOR Deus revela que usa e quer usar toda a igreja na escolha dos representantes de Cristo Jesus em nosso meio.

Então, temos que nos preparar para exercer o direito que, por pura graça, o SENHOR Deus nos deu.

Essa preparação se dá por meio da oração e estudo da Palavra antes e durante o processo de eleição (apesar de nunca deixarmos de orar pelos oficiais).

A Igreja Cristã, durante bom tempo, orava e até jejuava antes de eleger seus oficiais (Mt 9.37,38; At 1.24; 6.6; 13.1-3; 14.23). As Igrejas Reformadas mantiveram essa prática por um bom tempo. O Regimento de Dort (1618) dizia que as eleições “tomariam lugar depois de jejuns e orações”.

Essa redação foi mudada apenas no início do Século XX (Sínodo de Utrech, 1905).
A prática da Igreja orar (e até de jejuar) antes das eleições mostra a importância dos ofícios, o peso da responsabilidade daqueles que vão ordenar e serem ordenados e a nossa dependência do Espírito Santo, para escolhermos aqueles que serão os representantes de Cristo na Igreja.

Os cabeças das famílias devem promover orações, leitura e estudo dos textos da Palavra de Deus de Atos 6.3; 1 Tm 3.1-13; 2 Tm 2.24-26; Tt 1.5-9. Nestes textos eles o Espírito Santo ensina claramente as qualidades daqueles que devem ser eleitos. Essas qualidades são requisitos do Espírito Santo e estão acima de parentesco, amizade e afinidades meramente humanas.

A igreja deve se lembrar que bons oficiais não são homens que tem doutrina apenas na cabeça. Os homens de Deus para o ofícios tem doutrina no coração, ou seja, são homens que conhecem a Escritura e mostram esse conhecimento através do fruto do Espírito em suas vidas: homens que vida e doutrina combinam bem.

Portanto, veja esse processo de eleição como um processo, um momento de oração e de discernimento para toda igreja.

Faça sua parte, empenhe-se nesse processo. Isso fará você provar a ação do Espírito Santo em sua vida. Você ficará feliz e grato ao SENHOR Deus, pois Ele vai usar você para presentear a Igreja com mais oficiais para servirem ao Senhor Jesus Cristo.

Que o SENHOR Deus derrame em nós um espírito de súplica e nos conceda discernimento. Que o SENHOR Deus continue a nos abençoar com mais oficiais de Cristo Jesus, Ele que é o Único Cabeça da Igreja. Amém.

Visite o site do autor, Rev Adriano Gama

http://www.bandeiradagraca.org/

quinta-feira, 1 de abril de 2010

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO CATECISMO DE HEIDELBERG

Introdução Ao Estudo do Catecismo:
Rev. Adriano Gama

O Senhor Jesus Cristo disse aos Seus discípulos em Mt 12.8: “Digo-vos ainda: todo aquele que me confessar diante dos homens, também o Filho do Homem o confessará diante dos anjos de Deus;”.


O Apóstolo Paulo, inspirando pelo Espírito Santo, diz em Romanos 10.10: “Porque com o coração se crê para a justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação.”

Estas partes da Sagrada Escritura são bases que levam a Igreja Cristã a confessar o Ensino da Palavra de Deus.

A Igreja Cristã há séculos confesssa diante dos homens o que ela crê. E isso ela faz, especial e principalmente, através de documentos que chamamos de Credos e Confissões.

O Catecismo de Heidelberg é uma das Confissões de Fé da Igreja Cristã depois da Reforma que ocorreu no Século XVI. Ele foi escrito no ano de 1563 a pedido do Príncipe Frederico III (1516-1576), que por sua fidelidade a Deus foi conhecido como o Piedoso.

O Princípe Frederico III governou entre 1559 a 1576 o Palatinado, que era uma das províncias da Antiga Alemanhã. A sede do governo era a cidade de Heidelberg. Por isso, o Catecismo recebeu esse nome.

O Príncipe Frederico III encarreu dois teólogos piedosos da tarefa de dirigirem a produção do Catecismo de Heidelberg. Eles eram Zacarias Ursino (1534-1583) e Gaspar Oleviano (1536-1587).

O alvo do Príncipe Frederico III foi que o Catecismo servisse para a instrução dos jovens e para orientação de pastores e de professores.

Os autores do Catecismo de Heidelberg queriam que ele fosse “um eco da Escritura”. Este desejo é evidenciado na grande quantidade de passagens bíblicas citadas dentro do texto do Catecismo e nas bases bíblicas expostas no rodapé das respostas.

Também parece que esse desejo conduziu os autores do Catecismo de Heidelberg a apresentar o documento na forma de um catecismo (perguntas e respostas). As Igrejas Cristãs além de Catecismos podem ter documentos que chamamos de Confissões, por exemplo: As Igrejas Reformadas tem Confissão Belga, os Presbiterianos tem a Confissão de Westminster.

A palavra “catecismo” vem de uma palavra grega (katecheo). Esta palavra tem o sentido de “soar em direção a”, “falar a alguém com o desejo de receber uma resposta de volta como um eco”.

Na maioria das bíblias em língua portuguesa a palavra “katecheo” normalmente é traduzida como “informar” (Lc. 1.4; At 21.21,24), “instruir”, “ensinar” (At 18.25; Rm 2.18; 1 Co 14.19).

O Apóstolo Paulo usou essa palavra em Gl 6.6. As palavras “catequizado” e “catequizador” estão nesse texto, porém, são traduzidas para o Português como “aqueles que estão sendo instruídos” e “aquele que o instrui”.

Estes detalhes da palavra “katecheo” mostram que o sentimento, o conteúdo e a forma do Catecismo de Heidelberg era para que fosse um “eco da Escritura”. Um eco daquilo que o Espírito Santo revela na Escritura sobre a Salvação que Deus em Cristo opera no homem caído. Esse alvo foi atingido.

O Catecismo de Heidelberg é resumo sistemático e prático do plano de salvação revelado na Escritura.

Este resumo é apresentado em três grandes divisões, com 52 subdivisões denominadas como Dia do Senhor e constituídas de 129 perguntas e respostas.

Essas três grandes divisões do Catecismo tem os seguintes títulos:
Nossos Pecados e Miséria (Dia do Senhor 2-4), Nossa Salvação (Dia do Senhor 5-31) e Nossa Gratidão (Dia do Senhor 32-52). Estas divisões seguem a mesma estrutura da Carta do Apóstolo Paulo Aos Romanos que são as seguintes:
1. Nosso Pecado e Miséria (Rm 1-3:20);
2. Nossa Salvação (Rm 3.21-11.36);
3. Nossa Gratidão (Rm 12-16);

Conclusão:

Quando uma igreja adota o Catecismo de Heidelberg ela quer garantir que o povo de Deus seja instruído (catequizado) de modo sistemático na Doutrina Bíblica da Salvação durante todo o ano. O uso do Catecismo de Heidelberg enriquece a Igreja de Cristo com a doutrina da Palavra de Deus e a protege de heresias (ensino estranho à Escritura).

No nosso amado país temos muita necessidade de instrução sobre a Obra Salvadora de Cristo e as conseqüências dessa obra em nossas vidas.

O Brasil está cheio de ensino equivocado e herético sobre a Miséria natural do homem em Adão, sobre como podemos ser salvos dessa miséria e da ira de Deus e como podemos viver em santidade de modo grato a Deus pela salvação graciosa em Cristo.

O ensino do Catecismo será mais um meio para manter a igreja bem instruída sobre essas doutrinas maravilhosas da Palavra de Deus, para proteger a igreja das heresias e retirar muitos do engano. O Catecismo também pode até ser usado como instrumento na evangelização daqueles que estão perdidos em seus pecados. A História tem mostrado a eficácia do uso do Catecismo de Heidelberg nessas áreas.

Portanto, devemos orar para que Deus continue a usar esse bom instrumento para a Glória de Cristo e para o bem de Sua amada Noiva, no Brasil e no mundo.

Perguntas para firmar o ensino:

1. Quais as bases bíblicas para a Igreja Cristã ter confissões de Fé?
2. Qual o ano em que foi escrito o Catecismo?
3. Onde ele foi escrito, em que ano e qual o motivo dele ser chamado de Heidelberg?
4. Como se chamavam os autores do Catecismo?
5. Qual o alvo do Principe Frederico III e o desejo dos autores quando pensaram em fazer um Catecismo para a Igreja?
6. A palavra “catecismo” vem de onde? Cite alguns textos da Escritura onde ela se encontra.
7. Como o Catecismo de Heidelberg se divide?
8. Qual livro da Escritura tem a mesma divisão do Catecismo?
9. Qual a importância de usarmos o Catecismo no Brasil?
10. Qual a importância de Confessarmos a Fé Cristã? (resposta pessoal)