RESUMO HISTÓRICO DA BÍBLIA DE ESTUDOS DE GENEBRA


Um pouco da história da Bíblia de Estudos de Genebra.
por Lucio Mauro

A primeira versão da Bíblia, traduzida diretamente das línguas originais, o Hebraico e o Grego, para o francês, foi editada em 1535, por Olivétan, primo do reformador João Calvino. Esta Bíblia, porém, era de difícil compreensão. Então, com a colaboração de Calvino ela foi melhorada e republicada em 1546.

Décadas depois, fugindo da perseguição na Escócia e Inglaterra, um grupo de protestantes chega a Genebra e fica impactado com a pregação expositiva de Calvino que pregava constantemente na Catedral de Saint Pierre. Entre os componentes do grupo estavam John Knox e William Whittingham. Este último encabeçou uma tradução da Bíblia a partir do Francês para o Inglês que ficou conhecida como A Bíblia de Genebra, em 1560.

Esta tradução da Bíblia foi a primeira, em inglês, a usar a divisão do texto bíblico em versículos, e constava de comentários nas margens "que era uma extensão do ministério de Calvino no púlpito"  (Lawson, Steven. A Art Expositiva de João Calvino. São Paulo: Fiel, 2008. p. 26).


Esta versão foi a principal entre os ingleses até 1611, quando foi substituída pela Bíblia do Rei Thiago, que havia sido encomendada pelo Rei Thiago I, protestante anglicano que odiava a Bíblia de Genebra.

Hoje em dia, a Bíblia de Estudos de Genebra é usada por cristãos do mundo inteiro, sendo a principal Bíblia de estudos adotada pelas igrejas de tradição reformada. No Brasil, ela encorporou a tradução Almeide Revista e Atualizada (ARA) editado pela Sociedade Bíblica do Brasil.


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