terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Educação dos Filhos da Aliança Entendendo nossa responsabilidade

Educação dos Filhos da Aliança Entendendo nossa responsabilidade
por ELIENAI BISPO BATISTA
Pastor da Igreja Bíblica Reformada em Cabo Frio, Rio de Janeiro

publicao com autorização do autor
Sou pastor de uma igreja que, pela graça de Deus, passou por um processo de reforma, um processo de retorno às Escrituras no que diz respeito à doutrina, ao culto e à prática. Neste processo, uma das doutrinas que nos trouxe um grande impacto foi a doutrina da aliança. Nós a estudamos por cerca de dois anos, até que nossos filhos vieram a receber o selo da aliança, o santo batismo. Com o aprendizado da doutrina da aliança, logo percebemos que não estávamos educando nossos filhos a partir do pressuposto de que eles pertencem a Deus. Isso nos levou a nos preocuparmos cada vez mais com a educação dos nossos filhos e, por isso, começamos a estudar sobre a educação cristã. 

Como pastor e pai, sei que há o grande perigo de abraçarmos a doutrina bíblica da aliança sem, contudo, vermos as implicações da aliança no que concerne à educação de nossos filhos. Creio que a compreensão da doutrina da aliança deve nos levar a uma reforma na educação dos nossos filhos. Por isso, escrevo esta série de artigos na esperança de que o Senhor promova tal reforma, principalmente entre aqueles que confessam a doutrina da aliança. Neste primeiro artigo procuraremos entender nossa responsabilidade como pais e, nos próximos, veremos não só o perigo que nossos filhos estão correndo sendo submetidos a uma educação humanista como também aquilo que podemos fazer a esse respeito.

Neste primeiro artigo, precisamos atentar para algo muito importante, precisamos de uma resposta para a seguinte pergunta: de quem é a responsabilidade pela educação dos filhos da aliança? A resposta parece óbvia. E é mesmo. Creio que todos concordarão que os responsáveis são os pais. Mas, mesmo concordando com isso, na prática, muitos pais correm o risco de dividir a educação de seus filhos em duas ou três partes, responsabilizando-se apenas parcialmente. 

Quando isso ocorre, os pais tendem a dizer: “Nós não estamos habilitados para ensinar, por exemplo, ciências a nossos filhos, portanto, essa é uma responsabilidade do professor. Nossa responsabilidade é de educar em relação a outros assuntos”. Assim, se pode chegar à seguinte divisão na educação dos filhos e, consequentemente, da vida:

1. Educação moral. Os pais dizem: “É nossa responsabilidade”. Ainda que, já aqui, haja muita intromissão da escola — intromissão que, por vezes, é tolerada. 
 2. Educação intelectual. Os pais dizem: “É responsabilidade da escola”. Neste caso, os pais se limitam a cobrar dos filhos boas notas e algum compromisso com os estudos.
 3. Educação religiosa (bíblica). Os pais dizem: “É responsabilidade da igreja”. Aqui muitos pais se omitem de ensinar a Palavra de Deus a seus filhos de uma maneira consistente, transferindo a responsabilidade para os oficiais da igreja e para as professoras de Escola Dominical.

Tal concepção educacional tem como origem e consequência uma divisão da vida em vários compartimentos. É como se não houvesse unidade entre essas áreas e como se houvesse uma separação entre espiritual e material (gnosticismo). Tal visão não está de acordo com a Palavra de Deus, que nos ensina que tudo pertence ao Senhor (Sl 24) e que até as mínimas coisas devem ser feitas para a glória de Deus (1 Co 10.31). 

Essa tricotomia educacional (separação entre campos moral, intelectual e espiritual), pode fazer com que os pais entreguem seus filhos à escola, entendendo que é responsabilidade dela educar seus filhos intelectualmente. Se a escola é pública, o Estado é visto como o responsável pela educação dos filhos. E em nosso país, onde o Estado costuma ganhar um status de deus que deve nos dar tudo e em quem devemos confiar e esperar, tudo isso se agrava. Então se o Estado ocupa nossos filhos tirando-os de casa, se ele provê material escolar, merenda, roupas e, em alguns casos, até dá um dinheiro por filhos matriculados, muitos pais se darão por satisfeitos (q.v. Sl 146). Por outro lado, se é particular, a escola também é vista como responsável pela educação dos filhos. Neste caso, os pais podem dizer: “Nós estamos pagando, então a responsabilidade é da escola”. Com isso, os pais podem imaginar que estão cumprindo com sua obrigação, oferecendo a seus filhos uma “educação de qualidade”. Em ambos os casos, o grande perigo é diminuir a responsabilidade dos pais quanto à educação dos filhos e transferi-la a terceiros. Porque é mais fácil colocar a culpa em terceiros se algo der errado. 

Mas o que cada pai cristão precisa lembrar, e especialmente nós que professamos a fé denominada de reformada, e que cremos que Deus estabeleceu uma aliança com seu povo, aliança da qual nossos filhos também participam, é que a responsabilidade de educar nossos filhos é nossa. Cada pai é responsável por educar seus filhos em todos os sentidos, seja no âmbito moral, espiritual ou intelectual. 

Portanto, os pais não devem ver a educação de seus filhos partimentada, mas, como um todo pelo qual são responsáveis. É verdade que eles podem pedir ajuda, mas a responsabilidade, perante Deus, continua sendo dos pais. Em Efésios 6.4, lemos sobre esta responsabilidade. A primeira coisa que podemos notar é que o apóstolo Paulo utiliza uma palavra que geralmente é usada para referir-se a “pais” no sentido masculino, o que faz recair um peso maior de responsabilidade sobre o cabeça da família, no que concerne à educação dos filhos. No entanto, precisamos notar que a responsabilidade dos pais (masculino), não exclui a responsabilidade das mães, que devem ser auxiliadoras também nisso. É, portanto, responsabilidade dos pais (pai e mãe) criarem seus filhos. O verbo “criar” tem o significado de “nutrir”, “cuidar”, e a idéia é de ajudar a florescer, ou seja, de ajudar os filhos a alcançarem maturidade em todas as áreas da vida. Podemos pensar nos filhos como pequenas plantas, as quais regamos, aplicamos nutrientes, protegemos, limpamos, em suma, cultivamos com todo cuidado esperando que um dia possam dar frutos. Isso mostra que a participação dos pais na educação de seus filhos é ativa. Se desejam que seus filhos produzam frutos para a glória de Deus, eles devem nitri-los para esse fim.

O texto também nos mostra como devemos fazer isso. Primeiro somos instruídos sobre o que não fazer, isto é, os pais não devem provocar seus filhos à ira. A razão disso nos é fornecida no texto paralelo em Cl 3.21: “... para que não fiquem desanimados”. Portanto, ao criarem seus filhos, os pais devem ter todo cuidado para não encher os corações deles de amargura e desânimo, fazendo com que obedeçam apenas por medo. Pelo contrário, devem dirigir o coração de seus filhos à obediência exigida (Ef 6.1-3), utilizando a “disciplina e admoestação do Senhor”. A palavra “disciplina” (paideia), que também pode ser traduzida por “treinamento”, “instrução”, se refere a tudo aquilo que concorre para o desenvolvimento mental, moral e espiritual da criança, é a educação por meio de regras e normas e que pode envolver recompensas ou castigos. A “disciplina” tem como alvo a vontade da criança. Já a palavra “admoestação” (nouthesia), pode ser traduzida por “advertência”, “instrução”. É a educação por meio de instrução verbal visando a correção do pensamento, da mente. A “admoestação” tem como alvo o intelecto da criança.

Por fim, o texto nos ensina que essa “disciplina e admoestação” devem ser “no Senhor”, isto é, a educação deve se desenvolver sob a autoridade que o Senhor dá e de acordo com a Sua Palavra. Isso nos chama a atenção para o fato de que o Senhorio de Cristo deve ser reconhecido também na educação dos filhos, mesmo aí, não podemos nos submeter a outro senhor.

Portanto, à luz de Efésios 6.4, devemos reconhecer que os pais são responsáveis por “nutrir” seus filhos, para um desenvolvimento pleno, como o próprio Senhor Jesus se desenvolveu como homem (Lc 2.52). Os pais são responsáveis por educar seus filhos e não devem se desfazer desta responsabilidade.

E talvez você pergunte: Se a responsabilidade da educação em todos os âmbitos é dos pais, então qual o papel da escola? A escola e seus professores são meios que os pais podem utilizar para cumprir sua responsabilidade de educar seus filhos. Neste caso, o professor tem autoridade delegada pelos pais para ensinar seus filhos, e ainda que o professor seja também responsável, a responsabilidade final recai sobre os pais. Então se um professor está ensinando a seus filhos que não há nenhum problema em uma união homossexual, que a questão de sexo masculino ou feminino é uma questão de opção, que Deus não existe, que o mundo veio de uma grande explosão, que não existe verdade absoluta, que o aborto deveria ser legalizado, que não existe pecado ou que o homem é inerentemente bom, você, pai, é responsável por isso diante de Deus. 

Então, como vocês podem perceber, este é um assunto muito sério. Os pais devem sentir o peso de sua responsabilidade na educação de seus filhos. E já que a responsabilidade é dos pais, então a educação dos filhos é algo para o qual os pais devem dar muita atenção. Eles não podem simplesmente entregar seus filhos à escola, seja cristã ou não, como se não fosse sua responsabilidade a educação como um todo.

Isso nos leva a outro ponto, isto é, à questão do tipo de educação que os filhos da aliança devem receber. Quanto a isso, em resumo, podemos dizer: os filhos da aliança devem receber uma educação conforme a Escritura e para a glória de Deus. 

É isso que nos ensinam as Escrituras, por exemplo, no Salmo 78. Este Salmo é uma meditação histórica cujo objetivo por um lado é exaltar a graça e a misericórdia do SENHOR no estabelecimento e manutenção da Sua aliança e por outro demonstrar a ingratidão, rebeldia e infidelidade do povo da aliança. À luz disso, o salmista se dirige ao povo da aliança na qualidade de mestre e o encoraja a instruir as futuras gerações a fim de que não sejam como seus pais, “geração obstinada e rebelde, geração de coração inconstante, e cujo espírito não foi fiel a Deus” (v.8). Podemos notar alguns princípios no início do Salmo:
 1. A educação dos filhos da aliança é responsabilidade dos pais (vv.3-5). Notem os verbos: ouvir, aprender, não encobrir, contar, transmitir. É o Deus da aliança que confere essa responsabilidade aos pais (v.5).
 2. A educação dos filhos da aliança deve ser de acordo com o testemunho e a lei que o SENHOR instituiu (v.5). Portanto, a educação dos filhos da aliança não pode ser contrária à Palavra de Deus.
 3. A educação dos filhos da aliança tem efeito sobre as gerações futuras (v.6). É bom lembrar: se falhamos na educação dos nossos filhos, isso tem consequências sobre as gerações futuras. 
 4. A educação dos filhos da aliança tem como objetivos: a glória de Deus (v.4), a confiança em Deus (v.7) e a obediência aos mandamentos de Deus (v.8). 

Além das Escrituras, as confissões reformadas também apontam para uma educação que glorifique a Deus. Por exemplo, podemos notar alguns princípios no Catecismo de Heidelberg:

No Dia do Senhor 38, ao confessarmos o que cremos sobre o 4º Mandamento, lemos sobre “escolas cristãs” que devem ser mantidas. Há algumas discussões sobre o significado de escolas cristãs nesse contexto. Alguns entendem tratar-se de escolas cristãs como sendo o lugar onde as crianças da aliança devem ser educadas, outros pensam que estas palavras se referem ao treinamento de ministros da Palavra, conforme o contexto da resposta parece indicar, ou seja, escolas cristãs seriam o que chamamos de seminários hoje. Mas mesmo adotando esta interpretação, temos um princípio aqui: a igreja deve investir na preparação de ministros da Palavra. O objetivo desse investimento na preparação de ministros da Palavra é que a Palavra de Deus seja bem entendida. Portanto, pela mesma razão, os ouvintes também devem ser preparados para ouvir a instrução da Palavra de Deus. Essa foi uma preocupação do reformador João Calvino, conforme menciona Edson Pereira Lopes ao falar sobre alguns pressupostos educacionais de Calvino:
 “O pressuposto básico de Calvino é que a ignorância é a mãe da heresia. Assim, podemos vê-lo questionar como poderia um povo inculto em todas as áreas absorver os ensinamentos de homens bem preparados. O povo também tinha de ser bem preparado para poder receber e apreciar as instruções. Sendo assim, Calvino começou a preparar seu trabalho inicial. A solução era começar a educar as crianças”. 1

Então, à luz do que confessamos no Dia do Senhor 38, do Catecismo de Heidelberg (confira também as perguntas 158 a 160 do Catecismo Maior de Westminster a respeito da pregação da Palavra), fica implícito que devemos educar nossos filhos da melhor maneira possível, para que, no futuro, se chamados por Deus para o ministério da Palavra, estejam preparados para cursar um seminário e servir como ministros da Palavra; e se forem chamados para outra vocação, estejam prontos para servir de igual modo, na vocação para a qual Deus lhes chamar, bem como capacitados para ouvir as instruções da Palavra de Deus. 

No Dia do Senhor 12, confessamos sobre nossa responsabilidade como cristãos. Como membros de Cristo, partilhamos Sua unção para poder sermos profetas, sacerdotes e reis (1 Pe 2.9). A implicação disso é que devemos estar bem preparados para, pela graça de Deus, servi-lo neste mundo da melhor maneira possível. O que nos leva à conclusão de que nossos filhos precisam de uma educação que lhes permita cumprir da melhor maneira possível seus ofícios como profetas, sacerdotes e reis a fim de glorificar a Deus em suas vocações. Este é um princípio do sacerdócio de todos os santos. Quanto a isso, a idéia dos Reformadores, bem como das Igrejas Reformadas é que não deve haver separação entre o ensino seja de matemática, geografia ou história e o ensino das Escrituras. A educação tem de ser vista como um todo, visando o aperfeiçoamento do homem para a vocação para a qual Deus o chamou. A criança deve ser educada para cumprir um papel na sociedade de tal modo que atinja o fim principal do homem, isto é, “glorificar a Deus e gozá-lo para sempre” (Breve Catecismo de Westminster). 

No Dia do senhor 48 (confira também a pergunta 191 do Catecismo Maior de Westminster), confessamos a respeito do significado das palavras de Jesus na oração modelo: “venha o teu reino”. Podemos ver aqui a necessidade de crentes bem preparados para serem instrumentos nas mãos do Senhor. Por exemplo, em nossas orações devemos pedir a Deus que destrua as obras do diabo, todo poder que se levante contra Ele e toda conspiração contra a Sua Palavra. Sabemos que Deus não irá fazer isso por meio de anjos, mas que Ele usa sua Igreja, que é “coluna e baluarte da verdade”. A implicação disso é que devemos ser crentes conhecedores dessas conspirações contra a Palavra de Deus e estar preparados para, na força que o Senhor dá, destruí-las com a própria Palavra de Deus. E isso deve acontecer em todas as áreas. Portanto, mais uma vez somos levados à conclusão de que devemos educar nossos filhos de tal maneira que eles possam ser nutridos com a verdade, servir a Deus neste mundo e manifestar, assim, a presença de Seu reino.

Agora que já vimos a educação dos nossos filhos a partir da Palavra de Deus e das nossas confissões, podemos vê-lo a partir do voto que fizemos no batismo de nossos filhos2. Vocês lembram que quando nossos filhos receberam o santo batismo nos foram feitas quatro perguntas? As duas últimas são as seguintes: 

— Vocês prometem e assumem a responsabilidade, como pais desta criança, de instruí-la no ensino já mencionado, logo que for capaz de entendê-lo?
 — Vocês prometem fazer todo o possível para que esta criança seja instruída naquele ensino?

Mas que ensino é esse sobre o qual lemos nas duas perguntas? É o ensino mencionado na segunda pergunta: “O ensino do Novo e do Antigo Testamento, o verdadeiro e completo ensino da salvação”. Que resposta vocês deram? Creio que vocês disseram: Sim! Então isso quer dizer que no batismo dos seus filhos vocês fizeram um voto de educá-los de acordo com as Escrituras (Antigo e Novo Testamentos). Esse voto é uma coisa muito séria, algo que fizemos diante do Deus da aliança e do povo da aliança. A implicação disso é que se abandonamos a educação dos nossos filhos, transferindo a responsabilidade para o Estado ou para a escola particular, estaremos violando o 3º Mandamento — e este mesmo nos diz que, se o violarmos, Deus não nos terá por inocentes 3. 

É bom lembrar também que esta responsabilidade que os pais assumiram no batismo de seus filhos é mencionada no Regimento das Igrejas Reformadas do Brasil em seu artigo 48, que trata sobre o compromisso dos pais que têm filhos batizados. O artigo 48, diz: “Os pais devem instruir seus filhos batizados na doutrina da palavra de Deus, como prometeram quando seus filhos foram batizados, também, se for possível, através de educação escolar baseada nesta doutrina” 4.

Então a que conclusão chegamos? A Escritura ensina que os pais devem educar seus filhos para Deus, de acordo com a Palavra de Deus, visando a glória de Deus. Nossas confissões apontam para uma educação que redunde em pessoas preparadas para servir a Deus e ao próximo. Nós fizemos votos, no batismo de nossos filhos, de que os educaríamos de acordo com “o ensino do Novo e do Antigo Testamento”. Portanto, se os pais abandonam sua responsabilidade de educar seus filhos conforme a Escritura e para a glória de Deus, eles podem estar desobedecendo a Palavra de Deus, contrariando sua confissão e violando o terceiro mandamento. Então, mais uma vez, temos de reconhecer que a educação dos nossos filhos é um assunto muito sério. Nossos filhos precisam de uma educação baseada na Verdade, tendo como centro a Pessoa de Cristo e sua Palavra, uma educação que prepare nossos filhos a cumprirem sua vocação a fim de servirem a Deus e ao próximo, uma educação que os habilite a entender bem as instruções da Palavra de Deus, uma educação que redunde na Glória de Deus, e espero que vocês pais reconheçam sua responsabilidade em prover tal educação.

No próximo artigo, iremos analisar os perigos a que expomos nossos filhos quando os submetemos a uma educação humanista. Por hora, o encorajo a orar reconhecendo sua responsabilidade, buscando perdão por sua omissão e a ajuda do Senhor, a fim de possa dar a seus filhos uma educação para a glória de Deus.


Pr. Elienai B. Batista serve a Igreja Reformada em Cabo Frio RJ, como Ministro da Palavra e dos Sacramentos. É esposo de Maralice e pai de Israel, Joabe e Abner.

Notas:
1 LOPES, Edson Pereira. O conceito de teologia e pedagogia na Didática Magna de Comenius. São Paulo: Editora Mackenzie, 2003.
2 Uma referência às perguntas usadas na Forma para administrar o santo batismo aos filhos, usada pelas Igrejas Reformadas do Brasil.
3 Conforme o Manual Litúrgico (São Paulo: Casa Editora Presbiteriana. 2ª edição, 1992), utilizado pela Igreja Presbiteriana do Brasil, os pais, membros desta igreja, assumem o mesmo compromisso, no batismo de seus filhos. No manual existem três formas para o batismo de crianças e entre as perguntas feitas aos pais, podemos destacar as seguintes: 
 “Prometem ensinar-lhe a ler para que leia por si mesmo a Santa Escritura; orar por ele e com ele; servir-lhe, vocês mesmos, de bom exemplo de piedade e religião, e esforçar-se, por todos os meios designados por Deus, para criá-lo na disciplina e correção do Senhor?”
 “Prometem encaminhá-la pelas santas veredas da cruz, servindo-lhe vocês mesmos de exemplo de piedade, e envidar todos os esforços para livrá-la de más companhias e de maus exemplos; ensinar-lhe a Bíblia, e trazê-la com vocês à igreja regularmente; ensiná-la a adorar o Senhor com reverência e a estimar como irmãos os demais membros da igreja?” 
4 No Manual Presbiteriano (São Paulo: Editora Cultura Cristã, 15ª edição, 1999), no tópico sobre os Princípios de Liturgia, lemos o seguinte sobre batismo infantil:
 Art. 11 - Os membros da Igreja Presbiteriana do Brasil devem apresentar seus filhos para o batismo, não devendo negligenciar essa ordenança. § 1º - No ato do batismo os pais assumirão a responsabilidade de dar aos filhos a instrução que puderem e zelar pela sua boa formação espiritual, bem como fazê-los conhecer a Bíblia e a doutrina presbiteriana como está expressa nos Símbolos de Fé.

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