quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

HOMESCOOLING: A ESCOLA DENTRO DE CASA

A escola dentro de casa
por Tatiana Duarte

Comum em outros Países, mas proibido por lei no Brasil, o ensino domiciliar vem ganhando adeptos. Casal de Minas Gerais dá passo importante na conquista pelo Direito de Decidir sobre a educação formal de seus filhos.


Tirar os filhos da escola e Enfrentar na Justiça o direito de ser responsável pela educação formal deles. Essa rotina escolar, permeada de batalhas judiciais, ocorre há dois anos na casa da família Nunes, na pequena cidade de Timóteo, em Minas Gerais, a 216 quilômetros de Belo Horizonte. Há pouco menos de 20 dias, o designer Cléber, 44 anos, ea dona de casa Bernadeth, 40, respira aliviada, enquanto Jônatas, 15, e Davi, 14, se preparam para uma prova de Conhecimentos um ser aplicada pela Secretaria de Educação de Minas Gerais. "Pela primeira vez, a Justiça deu aos meninos uma chance de mostrarem que não há abandono intelectual de nossa parte", comemora Cléber.


Após colocar os garotos à prova, uma decisão judicial pode ser feito inédito sobre o ensino domiciliar no Brasil. Agora, o casal Nunes PODE TER O Direito Reconhecido pela responsabilidade da educação formal de seus filhos. Independentemente da decisão, um projeto de lei que tramita na Câmara Federal quer Tornar legal a prática de domiliciar ensino no país, ou homeschooling, como também é conhecido principalmente nos Estados Unidos. O ensino domiciliar no Brasil que atualmente é prática infringe Princípios Constitucionais, contraria o Código Penal, o Estatuto da Criança e do Adolescente, e ainda a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9394/96).


Casal corre o risco de perder a guarda dos filhos


A batalha judicial da família Nunes começou em 2006, a partir de uma denúncia anônima levada ao Conselho Tutelar por um conhecido da família. O casal Cléber e Elisabeth enfrenta dois processos: um cível e outro criminal. No processo cível corre o risco de perder a guarda dos filhos. Já foram Obrigados por decisão judicial e um foram rematricular seus filhos condenados pagar uma multa de 12 salários mínimos. Recorreram Manter DECIDIRAM e uma prática adotada de ensino domiciliar. Respondem por crime de abandono intelectual, previsto, conforme artigo n º 246 do Código Penal.


Os filhos, Jônatas e Davi, prestaram no ano passado, o vestibular de Direito para uma faculdade particular, uma Fadipa, em Ipatinga. Foram aprovados, respectivamente, na 7 ª e 13 ª colocações. Eles tem 15 e 14 anos, respectivamente. O resultado do exame serve agora como defesa. É no processo penal que os meninos ganharam o direito de fazer uma prova na Gerais para atestar seus Secretaria de Educação de Minas conhecimentos.


Em 2001, semelhante polêmica chegou ao Superior Tribunal de Justiça. Carlos de Vilhena Coelho e Márcia Vilhena Coelho impetraram um mandado de segurança para Garantir o direito de ensinar em casa os três filhos mais velhos, à época com 9, 8 e 6 anos de idade. O STJ julgou improcedente o pedido do casal.


De autoria dos deputados Henrique Afonso (PT-AC) e Miguel Martini (PHS-MG), uma proposta da lei é Reconhecer a educação domiciliar como modalidade da Educação Básica. Ela também coloca como dever do Estado Facilitar esse tipo de ensino. Segundo o deputado Martini, a idéia de Apresentar o projeto surgiu do problema enfrentado pela família Nunes. "Ficamos sabendo muitas famílias que optam por esse tipo de educação e acabam agindo na clandestinidade. O Estado não DEVE proibir os pais de Oferecer uma educação melhor que da escola ", diz,. O projeto ainda está sendo analisado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal.


Baixa qualidade


Enquanto a educação formal em casa não é Considerada prática jurídica no Brasil, pais descontentes com uma qualidade de ensino Oferecida tanto em escolas públicas quanto particulares, tem optado pelo risco de assumir essa responsabilidade. É o caso do professor universitário Luiz Carlos Faria da Silva, que mora em Maringá, Região Norte do Paraná. Ir para a escola não faz parte da rotina de seus filhos Lucas, 10 anos, e Júlia, 8. Há pouco mais de um ano, os pais DECIDIRAM tirá-los de uma escola católica particular.


Desde o nascimento das crianças, o casal já havia se preparado para Manter os filhos fora da escola até os 7 anos de idade. E conseguiram. Responsabilizaram-os se pela DECIDIRAM e Alfabetização matricular dois somente quando um Legislação os obrigava. A experiência de ver Lucas e Júlia na escola não foi aprovada pelo casal. "Se adotássemos o mesmo padrão de comportamento de outras famílias, uma chance de Nossos Filhos integrarem o Batalhão de concluintes do ensino fundamental com desempenho sofrível em leitura, matemática e ciências seria considerável os" afirma,.


Na rotina da família, estudo todos os dias com aulas de leitura, cálculo, Gramática, Ciências, Geografia, História, tradução, curso livre de matemática pelo método Kumon e catecismo. Lucas tae kwon do freqüenta três vezes por semana, e Júlia incrementa suas atividades esportivas com aulas de balé. "Tudo transcorre normalmente. Não é um bicho de sete cabeças. Procuro usar os domingo para planejar as aulas ", afirma o pai.
Silva não acredita ser um retrocesso para assumir a educação dos seus filhos, a exemplo do que ocorria preceptores com os do passado. A educação familiar era utilizada pela elite brasileira dos anos 1,800. "Posso Assegurar tememos que problemas não. Estamos seguros do que fazemos. Somos assistidos por advogado. E confiamos não Diálogo com os membros da Justiça e do Ministério Público. O desempenho dos dois é excelente. Muito superior ao Poderiam ter que se estivessem em escola. Mesmo privada ", diz.


Liberdade


O casal Nunes também defende veementemente que a família ter DEVE O DIREITO DE OPTAR. Jônatas e Davi Têm cinco horas diárias de estudos e São Responsáveis por administrar o próprio tempo. O pai segue com os filhos os Princípios do trivium (retórica, dialética e gramática quadrivium e) aritmética (, geometria, astronomia e música), que datam do século 13, além do estudo de duas línguas estrangeiras tradução - e hebraico. "Somos Flexíveis bem, procuramos Não enche-los de conhecimento. Um grande monstro que os adultos Enfrentam hoje é ter disciplina para aprender, pensar estrategicamente ", diz Cléber.

Tatiana Duarte
Gazeta do Povo

HOMESCOOLINHG: ENSINANDO OS FILHOS EM CASA

Educação se aprende em casa


Ariana Pereira


Apesar das inúmeras opções de métodos e instituições de ensino, pais em cenário nacional e internacional têm adotado a opção de aposentar a sala de aula e educar os filhos em suas próprias casas. Eles assumem a completa responsabilidade pelo conteúdo escolar e preparo das crianças e adolescentes até que tenham idade para cursar uma faculdade. A escolha pode, no entanto, ser polêmica no Brasil, uma vez que a Lei de Diretrizes e Bases estabelece que é “dever ‘dos pais ou responsáveis’ efetuar a matrícula dos menores a partir dos seis anos de idade, no ensino fundamental.” O casal mineiro Cleber Nunes, 44 anos, e Bernadeth Nunes, 40 anos, enfrentam a Justiça para ter o direito de educar os três filhos, Davi, Jônatas e Ana na própria residência por meio do processo chamado homeschooling. Adotar o método, porém, requer muito preparo e compromisso dos pais. No Brasil, não é reconhecido, por isso muitos que optam por essa maneira de educação o fazem no anonimato.


“A educação domiciliar é tão antiga quanto a própria família, pois em casa as crianças não só recebiam alimentação, atenção e proteção, mas também educação. Incontável número de pessoas aprendeu a ler e escrever dessa forma. A educação em casa produziu homens como Leonardo da Vinci, Wolfgang Amadeus Mozart, Albert Einstein, Blaise Pascal, Agatha Christie, C.S. Lewis. Além desses, dez presidentes dos Estados Unidos receberam educação escolar em casa”, afirma o escritor, autor do blog www.escolaemcasa.blogspot.com e defensor da prática há quase 20 anos, Júlio Severo. A consultora de ensino e especialista em Tecnologias Interativas Aplicadas à Educação, Sueli Dib, afirma que, de acordo com as últimas pesquisas da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), a educação domiciliar atende cerca de dois milhões de crianças. “Muitos pais adeptos do homeschooling, movimento que reúne um milhão de adeptos só nos Estados Unidos, optam por educar os próprios filhos em virtude do baixo nível educacional, por dificuldades de deslocamento, falta de vagas em boas escolas, quantidade excessiva de alunos em sala de aula, violência e uso de drogas, desgaste dos professores”, diz Sueli.


Incentivo


Segundo Severo, a influência de países desenvolvidos, que estimulam e protegem esse processo educacional em casa, tem feito com que a opção se torne cada vez mais presente, trazendo o assunto ao foco das discussões a respeito da educação no Brasil. Para o defensor do método, a única desvantagem dos pais que escolhem tal maneira para educar os filhos é não terem retorno ou apoio dos órgãos governamentais. “Embora os pais paguem impostos, não recebem um retorno se escolhem educar os filhos em casa. Na questão da educação, o governo só devolve os impostos, na forma de investimentos, para as escolas institucionais. A fim de solucionar essa desvantagem e injustiça, o governo tem a obrigação de dar isenção de impostos a casais que tomam sobre si a responsabilidade de educar em casa.” Severo ressalta que a preocupação com o baixo rendimento e produtividade das crianças nas instituições escolares é um dos principais fatores que levam os pais e responsáveis a escolherem a educação domiciliar. Ele afirma que, em famílias cristãs, essa opção também tem a ver com as inquietações que dizem respeito à segurança física, moral e espiritual dos filhos. “Não é preciso ser cristão, no entanto, para querer o bem-estar dos filhos.”


Sociabilidade


Para os adeptos do ensino em casa, freqüentar a escola não significa comparecer todos os dias, mas estar matriculado e ao alcance do Estado para qualquer averiguação, para fazer provas ou entregar trabalhos, segundo Sueli. “Alegam que os filhos não ficam prejudicados pela ausência da sala de aula e o convívio social é compensado por atividades extra-casa, como passeios, aprendizado de idiomas e outros. Já aqueles que são contra essa forma de educar os filhos argumentam que provoca o isolamento social, com sérios prejuízos psicológicos”, completa. Quanto às relações sociais que poderiam ser prejudicadas com a falta de freqüência escolar, Severo contesta ao dizer que a vida social da criança e do adolescente não deve se resumir às quatro paredes de uma instituição escolar. Além disso, continua o escritor, os pais, quando têm condições psicológicas, morais e espirituais, é sempre um referencial muito melhor do que professores ou colegas de classe. E quando chegar a hora de enfrentar as salas de aulas e o convívio com outros estudantes no ensino superior, o escritor é categórico: “Até lá estarão mais bem preparados.”


Auto-estima


A consultora de ensino Sueli conta que o Instituto de Educação da Universidade de Londres convidou o pesquisador Alan Thomas para a análise de cerca de cem famílias britânicas e australianas. Thomas concluiu que as crianças ensinadas em casa “têm uma grande confiança em sua capacidade de aprender, elevada auto-estima e maturidade social que com freqüência falta às crianças escolarizadas”. E continua: “não tiveram a experiência do fracasso. Quando não compreendem alguma coisa, o problema é resolvido de imediato”. “O método tradicional é centrado na figura do professor, encarregado de transmitir o conhecimento, o aluno recebe e assimila passivamente o que é transmitido e é avaliado de acordo com a quantidade de informação absorvida. No método da educação domiciliar, os pais educam e instruem os próprios filhos, de acordo com os princípios e fundamentos da moral que praticam”, diferencia Sueli.


Os valores pessoais


A história do casal mineiro Cleber Nunes, 44 anos, e Bernadeth Nunes, 40 anos, ganhou destaque nacional quando foram denunciados à Justiça depois de optarem, há mais de dois anos, por responsabilizar-se integralmente pela educação dos filhos, retirando-os de instituições de ensino. Pais de três filhos, Davi, Jônatas e Ana tiraram os garotos da escola depois que eles terminaram a 5ª e a 6ª séries do ensino fundamental. Desde então, o casal diminuiu as atividades próprias de cada um para ter mais tempo dedicado à educação dos filhos. O Ministério Público acusou Nunes e Bernadeth de abandono intelectual e determinou que os adolescentes passassem por uma avaliação para testar se foram privados de educação por meio da atitude dos pais.
Ainda que amplamente divulgada e incentivada nos Estados Unidos, a educação em casa não é bem vista pela legislação brasileira. “No Brasil, não há dados sobre famílias adeptas do homeschooling (educação domiciliar) sabe-se apenas que a maioria atua no anonimato por receio de algum tipo de represália do governo”, afirma a consultora de ensino e especialista em Tecnologias Interativas Aplicadas à Educação, Sueli Dib. A universidade norte-americana de Harvard, segundo Sueli, criou um departamento especial para atender crianças educadas por meio do método homeschooling. A consultora de ensino diz também que nos Estados Unidos o ensino em casa é visto de forma diferente, como um privilégio de pais em condições de dedicar o tempo a seus filhos, portanto os jovens são considerados responsáveis e hábeis para aprenderem sozinhos. Dessa forma, continua, foi criado o departamento na universidade para dar um suporte, pois, concluído o ensino médio, os adolescentes educados pelos próprios pais são bastante assediados por empresas de grande porte.


Para o escritor e mantenedor do site www.escolaemcasa.blogspot.com, Júlio Severo, em comparação com a educação contemporânea, o homeschooling tem duas vantagens principais: mais qualidade e o ensino de valores não abordados em sala de aula. “Já que o sistema escolar público é comprovadamente um fracasso, os pais podem se esforçar para dar aos filhos uma educação melhor em áreas deficientes nas escolas públicas. Além disso, ao passo que o sistema público de ensino deixa a criança perdida num mar de valores morais estranhos e prejudiciais, em casa os pais podem impor limites de segurança.” Enquanto no sistema público, para Severo, o governo impõe valores morais que estão em voga no senso comum, por meio do método de educação domiciliar os pais e responsáveis podem formar os filhos de acordo com a própria ética pessoal e modo de enxergar comportamentos contemporâneos, conferindo características próprias à personalidade das crianças e dos adolescentes.


Fonte: Diário da Região, São José do Rio Preto, 14 de setembro de 2008

Acesse também:

www.escolaemcasa.blogspot.com

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

SÉRIE: RESUMO - APRESENTAÇÃO DE LIVROS. HUMILDADE: A VERDADEIRA GRANDEZA

HUMILDADE: A Verdadeira grandeza. Mahaney, C. J. Editora Fiel, 2008.
por Lucio Mauro

Quero fazer a apresentação de um livro que nos últimos anos alterou a minha maneira de agir e de vê as coisas. Sentimento semelhante a esse eu havia sentido quando li os sermões do dr. Nelson Closterman sobre a família, publicado pelo projeto Os Puritanos, através da revista os puritanos. Quero apresentar o livro HUMILDADE: VERDADEIRA GRANDEZA.

Neste livro, o pastor C. J. Mahaney fala do maravilhoso dom – humildade – de uma maneira alegre, ou como ele mesmo prefere “humildade é uma coisa engraçada.”

Poucos escritores sentem-se encorajados a escreverem sobre este tema, haja vista o fato de parecer que, neste caso, o escritor já tenha alcançado esta graça de ser humilde. Mahaney, pelo contrário, reconhece que o pecado do orgulho – o homem se achando lutando contra Deus – sempre estará a nos incomodar e que ele mesmo tem sempre um exemplo de orgulho para mostrar aos seus leitores.

O livro divide-se em três partes:
Nosso Maior Amigo, Nosso Maior Inimigo. A Batalha da Humildade Contra o Orgulho; A Grande Inversão: Nosso Salvador e o Segredo da Verdadeira Grandeza;
Nossa Grande Busca: A Prática da Verdadeira Humildade.

Na primeira parte, “Nosso Maior Amigo, Nosso Maior Inimigo. A Batalha da Humildade Contra o Orgulho”, o autor nos ensinará através de uma análise na cultura do orgulho que permeia a todos, que Deus promete recompensar àqueles que com humildade reconhecem seu estado de rebeldia e o busca o benefício de Deus conforme diz o autor “Uma pessoa humilde é aquela que atrai a atenção de Deus, e, neste sentido, atrair a atenção dEle também significa atrair sua graça”. Segue ainda alertando para os perigos do orgulho. Aponta que o homem orgulhoso quando está precisando de ajuda, fica cego e desafia toda lógica. O orgulho salienta Mahaney, “não só parece ser o primeiro pecado, mas também está no centro de todo pecado”.

No meio do livro, tendo nos advertido de que estamos prosseguindo para um terreno mais complexo, nosso escritor mostra o orgulho que estava presente no caráter dos discípulos que buscavam reconhecimento e grandeza, mas que pela misericórdia de Deus tiveram seus planos de auto-glorificação redefinida e purificada para servir e não para ser servido. Neste sentido Jesus é apresentado como a “Grandeza Demonstrada” com resignação liderando o caminho da cruz. Ele não trilhou o caminho de muitas dores até o Calvário por constrangimento, mas por amor. Para servir a muitos. Então, podemos ver nossos próprios rostos entre aqueles ambiciosos como o jovem rico, Tiago e João, ou outros discípulos que buscavam seus próprios interesses.

Todavia, o autor não nos deixa na encruzilhada. Ele nos apresenta o evangelho da graça que é “As Boas Novas” que nos transforma como transformou a Tiago e João. Ainda que permaneça uma tendência para pecar “uma mudança fundamental e radical ocorreu” em nós. Esta é a promessa do evangelho que nos é apresentada aqui: que a morte poderosa de Jesus na cruz, transforma.

Na última parte, J. C. Mahaney, nos ensina sobre “Nossa Grande Busca: A Prática da Verdadeira Humildade”. Como é que nosso dia começa! Estamos enfraquecendo nosso maior inimigo e fortalecendo nosso maior amigo à sombra da cruz! Estamos refletindo diariamente sobre a maravilha da cruz! Ela nos mostra como fazer isso.

A lista apresentada por Mahaney é bastante útil. Ele nos ensina a começar o nosso dia reconhecendo a necessidade de Deus; expressando gratidão a Deus; praticando disciplinas espirituais; aproveitando as idas e vindas do nosso dia; lançar nossos cuidados diante de Deus para permanecer fortalecidos. O autor reconhece que mesmo o ato de dormir nos ensina que isto é um dom de Deus e que nos mostra como nós somos impotentes por nós mesmos e totalmente dependente dEle. Não devo puxar glória para mim, mas devo dar toda glória a Deus somente.

Dando seqüência a sua lista, Mahaney aponta o estudo sobre os atributos de Deus como útil para levar o homem a reconhecer a terrível distância que existe entre Deus e ele. Também devemos estudar as doutrinas da graça e do pecado.

Devemos sempre identificar evidências da graça de Deus sobre a vida dos nossos irmãos, e não sermos tentados a destacar sempre seus defeitos. Isso tanto em nossas famílias como na igreja. Devemos encorajar aos outros com palavras de poder e propósitos edificantes (Ef 4.29). Devemos evitar palavras que trazem “Deterioração”, mas no lugar disso devemos edificar uns aos outros com palavras apropriadas.

Devo mencionar especialmente a citação de Hebreus 3.12 a 13. “Exortem uns aos outros todos os dias”. Esta deve ser uma prática diária necessária em cada crente. Este princípio praticado no meio do povo de Deus promove correção e nos auxilia a enxergar se nossos corações são fiéis ao Senhor. Estar juntos nos cultos não é suficiente para curar nossas cegueiras. Sempre precisamos de ajuda para nos auxiliar na guerra interior que nunca acaba. Guerra contra o orgulho.

Precisamos “responder às provações com humildade”. Sabemos que neste mundo teremos aflições, mas não devemos estar confusos e reclamantes, como esteve o profeta Habacuque no inicio de seu livro, mas devemos conservar nossas orações centradas em Deus como observamos no profeta do final do livro. Lá Habacuque enfatiza a salvação de Deus e não os seus sofrimentos transitórios. Devemos por isso, esperar pacientemente por nosso salvador. Regozijemo-nos nEle.

Curiosamente, o próprio autor reconhece que não é o melhor exemplo daquela humildade que ele vem ensinando, mas ressalta que devemos ser um exemplo para os nossos filhos definindo a eles a “Verdadeira Grandeza” e ensinando-os a admirá-la e sendo um bom servo na Igreja de Cristo.

“Uma Palavra Final”. O nosso autor chega ao final de seu livro conduzindo nossos olhos na direção de nosso salvador Jesus. Pois é nEle que reside todo tesouro da sabedoria; não há outro nome senão o dEle para salvação daquele que crê.

“Tu és o único responsável por esta mudança gloriosa e atribuo toda a glória a ti”, Senhor.

Recomendo a compra deste livro como a aquisição de um tesouro inestimável.

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domingo, 27 de dezembro de 2009

CARTA AO PRESEDENTE LULA

Advertência ao Ilmo. Senhor Presidente da República,
Luis Inácio LULA da Silva
Quanto o uso indevido do nome de Jesus Cristo
Por Rev. Adriano Gama

Escrevo para estimular os verdadeiros cristãos a honrarem o nome do Senhor Jesus e a ajudar o nosso presidente a ser mais cuidadoso com as suas palavras ditas aos jornalistas.

Nesta manhã li no Jornal Folha de São Paulo (22.10.2009, pág. A 4) o artigo de autoria do jornalista Kennedy Alencar o qual foi capa e matéria principal do caderno “brasil” cujo o título era: ““No Brasil, Jesus teria que se aliar a Judas”, diz Lula”.

O título desse artigo é parte de uma declaração do presidente Luis Inácio numa entrevista dada a Kennedy Alencar sobre as alianças políticas que o seu partido tem feito para se garantir no poder federal, seu apoio particular à ministra da Casa Civil Dilma Rousseff, e suas considerações acerca das críticas do ministro Gilmar Mendes (presidente do Supremo Tribunal Federal), que disse que o presidente Lula faz propaganda eleitoral pró-Dilma.

Acredito que o presidente Luis Inácio desejava com sua declaração enfatizar que para garantir a governabilidade o governante deve fazer alianças com partes extremamente opostas. Contudo, com todo respeito, o Sr. Presidente poderia utilizar outras ilustrações que mostrariam sua idéia e que evitaria sua blasfêmia contra o Senhor Jesus Cristo.

Sendo assim, senti-me no dever de escrever ao nosso presidente uma carta e a estimular outros reformados a fazer o mesmo. E como a declaração do Presidente foi algo público coloco para vocês o conteúdo de minha carta a ele.

Você pode e deve de modo respeitoso (guardando o Quinto Mandamento) escrever ao presidente acerca de sua declaração. Escreva sua mensagem no portal da Presidência da República (http://www.presidencia.gov.br/presidente/falecom/) e muito fácil e rápido. Assim você como cristão estará honrando o Nome de Jesus Cristo e ajudando o nosso Presidente a honrar Aquele que o colocou e o mantêm no poder.

Em Cristo Jesus, o Supremo Rei de todo universo

Segue a carta aberta:
Ao Excelentíssimo Sr. Presidente da República Luis Inácio Lula da Silva

Caríssimo Sr. Presidente,

Saudações,

Esta carta é pautada por todo respeito devido a V. Exª como presidente de nossa Nação. E, por isso, rogo que as palavras nela contida sejam tomadas nesse contexto.
Sr. Presidente, li nesta manhã no Jornal Folha de São Paulo (22.10.2009, pág. A 4) o artigo de autoria do jornalista Kennedy Alencar o qual foi capa e matéria principal do caderno “brasil” cujo o título era: ““No Brasil, Jesus teria que se aliar a Judas”, diz Lula”.

O título desse artigo é parte de uma declaração de V. Exª. que muito me entristeceu e acredito a todos os verdadeiros cristãos de nossa Nação. As palavras de V. Exª. na Folha de São Paulo foram as seguintes: “Se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão".

Acredito que V. Exª. com essa declaração desejava enfatizar que para garantir a governabilidade o governante deve fazer alianças com partes extremamente opostas. Contudo, com todo respeito a V. Exª., o Sr. Presidente poderia utilizar outras ilustrações que mostrariam sua idéia e que não seriam uma blasfêmia contra o Senhor Jesus Cristo.

Sr. Presidente o Senhor Jesus Cristo é Aquele que colocou e ainda mantêm V. Exª. no poder e a quem todos os governantes da terra devem toda honra e toda glória. E, por isso, em nenhuma hipótese essa ilustração deveria ser usada por V. Exª..
Sendo assim, apelo respeitosa e amavelmente ao Sr. Presidente, com base na honra devida ao Senhor Jesus Cristo e na sua profissão de fé cristã, que o Sr. Presidente corrija tal erro, retratando-se diante de nossa Nação por tal declaração, reconhendo seu pecado contra o Nome do Senhor Jesus Cristo.

Lembro, humildemente, a V. Exª. que o Senhor Jesus Cristo vem julgar os governantes da terra. Ele pedirá de V. Exª., dentre outras coisas, contas de todas as palavras frívolas que saírem de sua boca.

Encerro desejando (antecipadamente) a V. Exª. um feliz aniversário neste 27 de outubro, dedicando ao Sr. Presidente as Palavras do Salmo 2 para sua meditação, a fim de estimulá-lo a viver os anos de sua vida para a honra do Senhor Jesus Cristo e colocando o governo de nossa nação à serviço e para glória dEle.

Que o Senhor Deus conceda a V. Exª. a Sua misercórdia em Cristo Jesus a fim de que pelo poder do Espírito Santo sua vida, seu governo e a nossa nação de fato sejam prósperos.


Respeitosamente,



Recife, 22 de outubro de 2009



Rev. Adriano Gama
Ministro da Palavra e dos Sacramentos
da Igreja Reformada do Brasil no Grande Recife

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

SÉRIE SERMÃO: É Natal. Jesus nasceu. O Filho de Davi

É Natal: Nasceu Jesus, o Filho de Davi
Sermão preparado pelo Rev. Adriano Gama para ser pregado no Domingo antes do Natal

Texto: Lc 2.1-7
Leitura: Mq 5.2-4; Lc. 1.26-38


Amada Congregação do Senhor e demais ouvintes da Palavra de Deus,

Estamos na época do Natal.
Natal que é tão esperado pelo mundo inteiro.
Porém, ao olharmos ou ouvir as propagandas e ao andar na cidade não conseguimos identificar o que é o Natal.
Olhe as propagandas e ouça as músicas dessa época.
Elas lembram o que é o verdadeiro Natal?
O Natal foi transformado em um conto de fadas, em um momento supersticioso, em um momento de comunhão somente entre homens com homens!
Hoje a pessoa mais falada no Natal é um personagem imaginário chamado Papai Noel, que voa num trenó puxado por renas e sai pelo mundo destribuindo presentes às criancinhas!
Hoje se fala do “espírito do Natal”, “a mágia do Natal”, da árvore de Natal, da ceia de Natal, do peru do Natal!
Será que o Natal que vemos e ouvimos na mídia dessa época revela Jesus Cristo? Será que o Natal que vemos mostra o que foi o Nascimento de Jesus e a sua importância da relação do homem com Deus?
Não, não revela nada daquilo que foi o Natal! Não revela nada de Jesus Cristo nem a verdade e a importância do nascimento de Jesus!
Por isso, a Igreja do Senhor Jesus Cristo deve ser lembrada sobre o que o Natal é e a sua importância para a humanidade. Sendo assim, proclamo a você a mensagem de Deus no seguinte tema:

É Natal: Nasceu Jesus, o Filho de Davi

Este foi um fato histórico
Este foi um fato profetizado
Este foi um fato salvífico

Acesse o sermão completo em

http://www.bandeiradagraca.org/2009/12/e-natal-nasceu-jesus-o-filho-de-davi.html

SÉRIE SERMÃO: O anjo proclama a boa notícia de grande alegria do natal

Sermão preparado pelo pastor Elissandro
(Dezembro 2009)
Leitura: Lucas 2.1-20
Texto: Lucas 2.10-12
Cristo: A glória do natal


Amados irmãos em Cristo e caros visitantes

Natal é festa de grande alegria. Mas qual é a grande alegria que contagia o natal? O que realmente nos deixa tão alegres nesta festa comemorada no mundo todo chamada natal? Uma ceia farta onde podemos comer e beber de muitas coisas? As luzes que enfeitam ruas e árvores e que nos deixam tão admirados? Fazer compras? Ganhar presentes uns dos outros ou de papai Noel? Nada disso! O que enche os nossos corações de alegria é que no natal comemoramos o nascimento do Filho de Deus. Mas todo mundo não sabe disso? Todo mundo não está se alegrando por isso nestes dias? Muitos sabem, mas não se alegram verdadeiramente! Muitos sabem, mas não crêem em Cristo nem entregam sua vida a Ele. Para muitos a alegria do natal é vã e passageira. Mas para os que conhecem a Cristo e nele crêem, natal é uma festa de grande alegria, natal é um momento de adoração e gratidão a Deus.

Pois naquela noite em Belém, nasceu o Sol da justiça, O Salvador do mundo. O anjo de Deus desceu do céu e anunciou aos pastores que guardavam seus rebanhos a mais gloriosa notícia que eles podiam receber: "Não temais, eis que vos trago boa nova de grande alegria: é que hoje vos nasceu na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor" (Lc 2.11). O natal de Cristo é uma boa notícia de grande alegria. Com base nesse texto, eu vos proclamo o evangelho no seguinte tema:

O ANJO PROCLAMA A BOA NOTÍCIA DE GRANDE ALEGRIA DO NATAL
Veremos:
1) A Centralidade da Mensagem do anjo
2) A Veracidade da Mensagem do anjo

1) A Centralidade da Mensagem do anjo

A mensagem natalina que vem do céu tem sua centralidade não nos anjos nem em Maria e José, mas em Jesus. Natal é a festa do nascimento de Cristo. Jesus é centro dessa festa. O aniversariante digno de ser honrado. Mas parece que hoje em dia Jesus não está sendo a personagem central dessa festa. Fala-se muito na mãe do salvador, mas não no Salvador da mãe. Fala-se muito mais em papai Noel do que no próprio Jesus. Devemos ter cuidado com isso e ensinar nossas crianças que papai Noel é um mito, uma lenda, mas Jesus é a realidade, Jesus é o Centro da festa do natal, Jesus é o Deus vivo que habitou entre nós cheio de graça e de verdade e que vive e reina sobre a terra dos céus pelos séculos dos séculos. O menino que nasceu em Belém de forma humilhante (num lugar para animais) é o Filho Glorioso de Deus. O anjo anunciou verdades gloriosas sobre ele. Vejamos:

A primeira verdade é que aquele menino que nasceu é o Salvador. “É que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador..." (Lc 2.11). Jesus foi anunciado pelo anjo como o Salvador. Ele recebeu o nome de Jesus exatamente porque veio para salvar o seu povo de seus pecados (Mt. 1.21). Ele nos salva não pelo seu exemplo nem pelos seus ensinos, mas pela sua morte. Ele nasceu para morrer. Ele nasceu para se tornar sacrifício em nosso lugar. Ele nasceu como o Cordeiro que tira o pecado do mundo. Ele nasceu como nosso substituto. Ele carregou em seu corpo o nosso pecado. Ele deu sua vida por nós. Ele foi ferido e traspassado pelas nossas iniqüidades, a fim de recebermos o dom do perdão dos pecados e da vida eterna.

Será que esta não é uma notícia de grande alegria? Jesus nasceu para nos salvar. Porque ele nasceu em Belém e morreu em Jerusalém há mais de dois mil anos atrás é que nós podemos ser livres da condenação do inferno, é que nós podemos ser livres das garras do pecado, ser declarados justos diante de Deus e ter acesso à vida eterna. É por isso que temos de cantar louvores com alegria ao Senhor, pois na cidade de Davi nasceu o nosso Salvador. Natal é festa de alegria, alegria da salvação, alegria do perdão, alegria de saber que por causa da obra perfeita de Cristo, nosso destino é o céu. Ele desceu do céu deixando lá sua glória e se humilhou nesta terra para que você e eu que nele cremos, deixemos este mundo mal com todo sofrimento e subamos um dia aos céus para desfrutarmos da glória do Nosso Bendito Salvador.

A segunda verdade é que o menino que nasceu é o Cristo. "... que é Cristo..." (Lc 2.11). O Salvador é também o Cristo. Ele é o Messias prometido que tanto Israel esperava. Ele é o Enviado de Deus. Sua vinda não foi acidental. Sua vinda não foi de improviso. Sua vinda foi planejada na eternidade e prometida na história. Todo o Velho Testamento foi uma preparação para a sua vinda. Deus anunciou de antemão a vinda do Seu Ungido, o Redentor de Israel.

Deus anunciou a vinda do Messias por meio dos patriarcas. Por exemplo, assim como Abraão se dispôs sacrificar seu único filho Isaque, Deus se dispôs a sacrificar seu único Filho Jesus para nossa salvação. Deus providenciou o cordeiro para morrer em nosso lugar e no lugar de Isaque e de todos os crentes do Antigo Testamento (Gn. 22.1-18).

Deus anunciou Cristo por meio dos sacrifícios e cerimônias do Antigo Testamento, tais como a oferenda de sacrifícios (cordeiro puro e sem defeito) e os rituais dos sacerdotes (interceder pelo povo diante de Deus) Estes sacrifícios e cerimônias eram sombras da perfeita salvação que o Messias haveria de trazer. Cristo é o Cordeiro único e perfeito que tira o pecado do mundo e o Sumo Sacerdote que intercede pela igreja.

Deus anunciou Cristo por meio dos profetas. Através de Isaías, por exemplo, Deus anunciou a vida e a obra do Messias. Isaías anunciou nascimento do Messias (Is. 7.14; 9.6), seu ministério (Is. 61.1-3) e sua humilhação e morte (Is. 53).

Jesus demonstrou por meio de suas obras que ele era o Cristo. Mas como ele foi recebido pelo seu povo? (ver Jo. 1.10-12). Alguns creram, outros não. Grande parte dos judeus não viu em Jesus de Nazaré o Cristo de Deus. Chegaram até a dizer que ele realizava prodígios pelo poder de Satanás e que ele era um comilão e bebedor de vinho. Porém, outros creram e se alegraram na esperança de salvação trazida pelo Messias. Exemplos: Simeão – louvor e gratidão pela dádiva divina do Messias (Lc. 2.25-35); Ana – gratidão e divulgação do Messias (Lc. 2.36-38).

O Messias é o centro da eternidade. É o centro da Bíblia. É o centro da história. Ele é a figura central nos decretos de Deus. Ele é a figura central da igreja. Ele é a figura central no céu. Tudo é dele, por meio dele e para ele. Ele é o Alfa e o Ômega da redenção. Todas as coisas do tempo e da eternidade convergem para ele. Todas as coisas nele subsistem. Ele é o Cristo, o Messias, o desejado de todas as nações, o Prometido de Deus, o único que tem as credenciais e a autoridade para salvar pecadores.

O Jesus de Nazaré não é apenas um grande homem ou um espírito iluminado. Ele é o criador dos homens e a Luz do mundo. O mestre manso da Galiléia não é apenas um profeta especial, ele é aquele para quem os profetas apontaram, é o Messias de Deus, o Salvador do mundo. O infante de Belém não nasceu apenas para ser o rei dos judeus, mas ele é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores, diante de quem todos os joelhos se dobrarão nos céus, na terra e debaixo da terra.

Jesus não é apenas uma divindade entre os muitos deuses dos povos. Ele é o Deus bendito e verdadeiro, que se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade. Os deuses dos povos são ídolos mortos, criados pela imaginação dos homens, mas Jesus é o Deus vivo e soberano que por amor a nós se encarnou. Para cumprir o propósito eterno do Pai, ele veio ao mundo e se entregou na cruz para nos resgatar do pecado, da morte e do inferno. Jesus venceu a morte, está à destra do Pai, reina absoluto no universo e voltará em glória para buscar-nos, a fim de reinarmos para sempre com ele!

É este o Messias que nasceu em Belém. É este o Messias que foi anunciado pelo anjo. É este o Messias que cremos, amamos e em quem nos alegramos neste natal. Ele é o centro dessa festa. Ele é o centro da nossa vida. Pois sem ele nada somos e nada podemos fazer, mas nele somos filhos de Deus e herdeiros da vida eterna e na força do seu poder somos fortalecidos em todas as circunstâncias da vida.

A terceira verdade é que o menino que nasceu é o Senhor. . "... o Senhor" (Lc 2.11). Jesus é o Salvador, o Messias e também o Senhor. Ele é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores. Todos os poderes do universo estão sob seu governo. Ele está à destra de Deus Pai e tem o controle da história em suas poderosas mãos. Ele governa as nações e reina soberano e absoluto sobre sua igreja. Ele recebeu o nome que é sobre todo o nome e diante dele todo joelho se dobrará no céu, na terra e debaixo da terra. Aquela criança que nasceu em Belém tem o cetro do universo em suas mãos. Ele é maior do que César. Ele é maior do que os reis deste mundo. Ele é o soberano do universo. Diante dele todos os reis precisam se dobrar. Aos seus pés todos precisam depositar suas coroas. Precisamos conhecer o Jesus do Natal. Ele é o Salvador do mundo. Ele é o Messias de Deus. Ele é o Senhor do universo. Ele tem as rédeas da história em suas mãos.

O que isso significa para nós? O que alegra o nosso coração em saber que no natal comemoramos o nascimento do Nosso Senhor? Vejamos pelo menos duas coisas:
Em primeiro lugar, nossa alegria resulta do consolo em saber que por Jesus ser nosso Senhor, pertencemos a ele corpo e alma, na vida e na morte e que ele cuida de nós como sua herança mais preciosa. Ele não nos desampara, mas está sempre conosco. Como Senhor Soberano ele controla a história e cuida até dos mínimos detalhes da nossa vida. Como Nosso Soberano Senhor, Ele governa, dirige e edifica a sua igreja.

Em segundo lugar, se Jesus é meu Senhor, devo prestar a ele alegre obediência, mostrar amor por ele guardando os seus mandamentos. Muitos que hoje comemoram o natal, não entregaram suas vidas a Cristo, não lhes obedece com alegria nem dão a mínima para seus mandamentos. Até afirmam que Jesus é seu Salvador, o Messias, mas na prática o negam como Senhor. Quantos não participam dos cultos, das missas e depois vão se divertir em festas mundanas, entregar - se a farras, bebedeiras e até prostituição. O cristão verdadeiro não se alegra nestas coisas, mas apenas em Cristo. Ele confessa com atos e palavras que Jesus é o Seu Senhor, o dono da sua vida. Ele presta a Jesus alegre obediência. O natal nos chama a lembrar disso, do nosso dever alegre de obedecer a Jesus, pois ele, o menino que nasceu em Belém, é Nosso Senhor.

2) A Veracidade da Mensagem do anjo

O anjo do Senhor trouxe aos pastores não só uma mensagem de grande alegria, mas também uma mensagem verdadeira. Há pelo menos duas coisas que testificam a veracidade da mensagem do anjo.
A primeira é o fato de Jesus ter nascido em Belém. “É que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador...” (Lc. 2.11). A cidade de Davi é Belém para onde José e Maria foram a fim de alistar-se para o recenseamento conforme o decreto de César Augusto (Lc.2.1). Cada morador do império romano, tinha de alistar-se na sua cidade de origem. E José era de Belém, da descendência de Davi e de Judá. O propósito do imperador com a realização do censo era organizar a cobrança de impostos. Mas por trás disso, estava a mão de Deus. O Senhor estava trabalhando para cumprir a sua palavra. José e Maria não deixaram a Galiléia e subiram a Belém por acaso. Jesus não nasceu em Belém por mera coincidência. Deus estava trabalhando para cumprir sua palavra. Jesus deveria nascer em Belém, a cidade de Davi conforme a profecia de Miquéías 5.2. A Palavra de Deus não pode falhar. A profecia deveria se cumprir e aconteceu exatamente como Deus tinha ordenado.

Portanto, a mensagem do natal é uma mensagem real e verdadeira, uma mensagem fiel do Deus que não pode mentir e cuja a palavra é a verdade. Isso alegra o nosso coração, irmãos! O Nosso Deus é Fiel e cumpre a sua palavra! Nosso Salvador é Real! Não precisamos ter dúvidas da nossa salvação! Deus é fiel para cumprir cada promessa na nossa vida. Natal nos chama a contemplar a fidelidade de Deus e a confiar de todo o coração nas suas promessas!

A segunda coisa que chama a nossa atenção é que o anjo deu aos pastores um sinal de sua gloriosa mensagem era verdadeira. “Isto vos servirá de sinal: encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura” (Lc. 2.12). O verso 16 nos revela que a mensagem do anjo era real e foi cumprida plenamente: “Foram apressadamente e acharam Maria e José e a criança deitada na manjedoura”. Essas palavras nos revelam a veracidade da mensagem do natal trazida pelo anjo. Os pastores não só ouviram a mensagem do natal através do anjo, mas também viram com seus próprios olhos a criança deitada na manjedoura.

Além de testemunhar a fidelidade de Deus, este sinal também nos aponta para a humildade do Salvador. José e Maria não encontraram em Belém um lugar adequado para Jesus nascer, mas o Filho de Deus nasceu numa estrebaria, um abrigo de animais, um lugar sujo. O Filho de Deus, o Rei dos reis não nasceu num palácio, mas numa manjedoura. Aquele que é o Criador e dono do mundo, o Senhor Soberano que controla o Universo não nasceu num berço de ouro, mas num berço de palha. Aquele que dirige os céus e a terra e cujo governo está sob seus ombros esvaziou-se e tornou-se um infante que nasceu de forma humilhante, tornou-se pobre de família humilde, viveu e morreu em humilhação, tudo isso para levar sobre si a ira de Deus contra os nossos pecados e nos dá plena salvação. Haveria você de ser um cristão orgulhoso e egoísta, se o seu Salvador foi tão humilde e se entregou voluntariamente por você? Não haveria você de ser um crente mais grato, mais alegre e dedicado a Deus por essa maravilhosa salvação?

CONCLUSÃO

A mensagem real e verdadeira do natal deve nos motivar a proclamar essa mensagem aqueles que ainda não a conhecem verdadeiramente (Lc. 2.17, 38). A mensagem foi trazida primeiramente aos pastores e deveria ser proclamada a todo o povo de Israel (Lc. 2.10). Mas a mensagem é também para os gentios como profetizou Simeão no seu cântico (Lc. 2.32). Pela graça de Deus conhecemos essa mensagem. Sabemos o que natal significa! Conhecemos a verdadeira alegria do natal! Mas temos divulgado essa mensagem a outros? Temos aproveitado as oportunidades para falar de Jesus? Que Deus nos dê sabedoria e coragem para testemunhar do seu evangelho a todos que nos cercam, pois essa mensagem é uma mensagem de grande alegria que produz salvação. Amém.

A mensagem real e verdadeira do natal deve provocar em nós profundo louvor ao Senhor (Lc. 2.13,14, 20). Quando o Filho de Deus nasceu, milhares de anjos louvaram nos céus! Os pastores glorificavam e louvavam a Deus como muita alegria! E quanto a nós? Ficaremos calados e tristes? Vamos deixar o desânimo tomar conta do nosso coração? Nada disso! Tenhamos também um louvor em nossos lábios e nos alegremos junto com o povo de Deus pelo nascimento daquele que é Nosso Salvador, Messias e Senhor! Pois mediante seu nascimento, sua vida e sua obra, ganhamos o maior e mais glorioso presente: a salvação eterna das nossas almas. O natal é festa de grande alegria! Portanto, alegremo-nos no Senhor e na nossa salvação. Amém.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

XIX SIMPÓSIO REFORMADO OS PURITANOS 2010


APRESENTAÇÃO

O Projeto Os Puritanos tem a alegria de realizar mais um Simpósio OS PURITANOS e contar com sua preciosa participação.
Nosso propósito é o crescimento espiritual e a comunhão dos filhos de Deus. Há dezenove anos realizamos este encontro e temos sido mais e mais edificados.

Neste ano teremos como tema geral A ESPERANÇA DO CRISTÃO

CONHEÇA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA ACESSE:
http://ospuritanos.blogspot.com/

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

SUBSCRIÇÃO DAS CONFISSÕES. UMA PRÁTICA REFORMADA

Subscrição das Confissões:
Um Instrumento de Segurança Espiritual para a Igreja
Por Rev. Adriano Gama




Quando se fala a palavra “subscrição” devemos lembrar do ato de colocar uma assinatura embaixo de um documento, confirmando ou firmando o conteúdo nele escrito.
Nós conhecemos bem na prática o que seja uma subscrição, pois assinamos certidões de casamentos, habilitações, contratos, cheques, recibos ou outros documentos que exigem de nós uma confirmação ou um compromisso com algo ou alguém.
A subscrição, apesar de ser um pedaço de papel com tinta e uma assinatura nele impressa, representa um compromisso com aquilo que está escrito e assim segurança para as partes envolvidas.

Na Igreja de Cristo também existem subscrições. O conselho e os concílios subscrevem as suas atas confirmado e se compromentendo com as decisões tomadas. Os delegados das igrejas apresentam nos concílios suas credencias assinadas pelos seus Conselhos e sem essas cartas assinadas eles não podem ser recebidos como delegados nesses concílios. E os oficiais de Cristo nas igrejas também subscrevem um documento por meio do qual eles se comprometem a ensinar, defender e se submeter as Confissões de Fé e a disciplina caso não cumpram seu compromisso. Esse documento é conhecido como Forma de Subscrição das Confissões.
Devemos lembrar alguma coisa sobre as Confissões e o valor delas para segurança das igrejas. As Confissões não são a Palavra de Deus, mas são o ensino fiel dela. As igrejas de Cristo sempre entenderam que a unidade na Doutrina é o fundamento da unidade entre as igrejas. Podemos dizer que as confissões escritas de nossas igrejas são a pedra fundamental da nossa existência como uma denominação.

João Calvino (1509-1564) entendeu bem isto. Por isso, uma das primeiras coisas que ele fez quando começou seu ministério em Genebra (Suíça) foi escrever uma Confissão de Fé. Também as igrejas na França em seu primeiro Sínodo (1559) aceitaram uma Confissão de Fé comum. As Igrejas Reformadas do Sul da Holanda (hoje Bélgica) da mesma maneira aceitaram a Confissão de Fé Belga no seu primeiro Sínodo (Armentieres, 1563). As Igrejas das províncias do Norte da Holanda fizeram também o mesmo no seu primeiro Sínodo (Enden, 1571). Elas rapidamente adotaram obrigatoriamente a mesma Confissão e o Catecismo de Heidelberg.
Todo esse testemunho histórico mostra como as igrejas de Cristo tem sentido a necessidade de assegurar a pureza da doutrina e unidade na Fé desde o início de sua história.
E sobre os oficiais recai maior peso de manter segura a pureza e a unidade na Fé. E, por isso, os oficiais têm o dever de subscreverem a Forma de Subscrição quando são ordenados ou antes de começarem o exercício no ofício. Essa prática também é antiga.
Durante as primeiras décadas da Reforma do Século XVI as igrejas da Holanda não tinham uma Forma de Subscrição. Os ministros faziam apenas uma declaração verbal de concordância e depois uma simples subscrição foi usada, que não mostrava um compromisso muito claro com as Confissões.

Mas, com o passar do tempo, apareceu a necessidade das igrejas estabelecerem uma Forma de Subscrição que firmasse o compromisso e concordância plena dos oficiais com as Confissões Reformadas.

Essa necessidade se mostrou mais urgente por causa dos Arminianos (seguidores de Jacó Armínio: 1560-1609). Tanto Armínio como os ministros arminianos subscreveram a Confissão e o Catecismo, mas continuaram a expressar suas idéias contrárias a doutrina reformada, especialmente, contra a doutrina da eleição (Confissão de Fé Belga Arts. 16 e 17).
No início do ano 1608 um Concílio Regional na Holanda (Alkmaar) considerou que seria importante uma Forma de Subscrição mais bem elaborada que desse segurança à igreja contra as heresias. Essa Forma de Subscrição continha uma declaração de plena concordância com o Catecismo de Heidelberg, a Confissão de Fé Belga e uma promessa que obrigava os seus assinantes de “manter a doutrina neles contidos e que ele abertamente rejeitava todas doutrinas que se opusessem ao Catecismo e a Confissão de Fé Belga”.

Essa Forma do Concíio Regional foi adotada (com certas modificações) por outras assembléias eclesiásticas (concílios e sínodos) e, finalmente, o Grande Sínodo de Dort (1618-1619) definiu que ministros e os professores das Universidades teriam que assiná-la (Art. 53 do Regimento de Dort). Isto fez os oficiais e professores terem compromisso com a Fé Bíblica ensinada nas Três Formas de Unidade: Confissão de Fé Belga, Catecismo de Heidelberg e os Cânones de Dort.
A Forma de Subscrição adotada pelas igrejas no Grande Sínodo de Dort foi com o tempo sofrendo pequenas adaptações. Hoje a Forma que os oficiais das Igrejas Reformadas do Brasil assinam tem a mesma natureza. E todos oficiais dessas igrejas são conscientes das suas responsabilidades bem expressas nas partes da Forma de Subscrição.

Podemos dividir a nossa Forma de Subscrição em 4 partes:
Primeira, uma declaração de concordância plena com as Confissões: “Estamos plenamente convictos de que a doutrina reformada, expressa nas Três Formas de Unidade – a Confissão de Fé, o Catecismo de Heidelberg e os Cinco Artigos da Fé Contra os Arminianos – está em plena conformidade com a Palavra de Deus, em todas as suas partes.”
Segunda parte, uma promessa para ensinar e defender a doutrina reformada, e rejeitar e refutar todo erro doutrinário: “Por isso prometemos que nós, cada um em seu próprio ofício, ensinaremos esta doutrina com dedicação, a defenderemos fielmente e rejeitaremos qualquer ensino que esteja em conflito com a doutrina reformada”.

Terceira parte, uma promessa para expôr dúvidas ou mudanças de pensamento quanto a doutrina: “Prometemos que, caso fiquemos com uma objeção contra esta doutrina ou mudemos de pensamento, não ensinaremos ou defenderemos nosso pensamento, nem publicamente nem de outro modo, mas apresentaremos nosso pensamento ao Conselho para que seja investigado por ele.

Quarta parte, uma promessa de submissão a investigação e disciplina por parte do Conselho: “Prometemos que sempre estaremos dispostos a explicarmos melhor nosso pensamento a respeito de qualquer parte da doutrina reformada, caso o Conselho exija isto por motivos fundamentados, afim de reservar a unidade e a pureza da doutrina. Se quebrarmos esta promessa, também seremos suspensos, embora fique preservado nosso direito de apelar contra decisões consideradas injustas. Mas durante o período de apelação nós nos conformaremos com a sentença do Conselho.”

O final da Forma de Subscrição mostra claramente o objetivo de se assinar tal documento: “Assim declaramos e prometemos agir para a glória do Senhor e para a edificação da sua Igreja”.
Esse final da Forma é muito importante, pois o SENHOR chamou e ordenou homens para Sua Glória e para a edificação da Sua Igreja. E os oficiais agem para glória de Deus quando mantêm pura a Sua doutrina que é bem exposta nas nossas Confissões. Também, os oficiais só edificam a Igreja quando mantêm a unidade na mesma Fé.

Por esse motivo devemos manter essa boa prática de exigir a subscrição de compromisso com as Confissões, especialmente, no meio de um mundo onde se prega e se vive uma diversidade doutrinária que não glorifica a Deus nem edifica Sua Igreja.

Devo encerrar dizendo que a Forma de Subscrição não é a segurança plena para manter a glória de Deus e a edificação da Igreja. Pode haver mil subscrições e todas elas serão sem efeito se não houver a disciplina eclesiástica dentro da Igreja. É a disciplina na Igreja que vai fazer valer o que se diz e se assina na Forma de Subscrição.

Mas, isto não tira a importância da Forma de Subscrição, pois, por meio da disciplina bíblica, ela se torna um eficiente instrumento de Segurança Espiritual para a Igreja de Cristo. A Forma lembra e firma o compromisso daqueles que vão servir no ofício e os seus deveres. Assim a Forma protege os oficiais do erro e indica o caminho como eles devem tratar suas possíveis dúvidas.

A Forma também protege a igreja, pois prevê a suspensão e a disciplina para os oficiais que se rebelam contra a doutrina da Escritura. Assim a Forma é um instrumento que dá segurança espiritual à igreja.

Portanto, encerro na esperança que este pequeno artigo tenha esclarecido você sobre a prática de termos uma Forma de Subscrição e a sua importância. Faço isto para que você seja estimulado a orar e trabalhar a fim de que essa boa prática seja mantida em nosso meio. Que o SENHOR Deus, em Jesus Cristo, nos guarde por Seu Espírito Santo e Sua Palavra.


Fontes de pesquisa:

1. Degier, K. Explanation of the Church Order of Dordt: In Questions and Answers – Netherlands Reformed Book and Publishing Committee. Grand Rapids: 2000.
2. Van Dallen and Monsma, The Church Order Commentary: A Brief Explanation of the Church Order of the Christian Reformed Church.
3. Van Oene, W. W. J.. With Common Consent – A practical guide to the use of the Church Order Of the Canadian Reformed Churches - Premier Publishing.
4. Feenstra, Peter G. . Unspeakable Comfort – A Comm.entary on The Canons of Dort - Premier Publishing.
5. Forma de Subscrição dos oficiais das Igrejas Reformadas do Brasil
6. Regimento das Igrejas Reformadas

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

LEI SOBRE A HOMOFOBIA. PL 122

Sobre a conhecida lei da homofobia, gostaria de dar a minha contribuição na luta contra sua aprovação.
por Lucio Mauro



Mas, como já disse um amigo meu, e irmão em Cristo, se esta lei passar servirá para revelar os verdadeiros crentes. Aqueles que não tiverem suas vidas por preciosas, mas por amor a Cristo, estejam dispostos a enfrentar a impiedade que se avizinha com suas garras amedrontadoras.

É certo que nosso empenho será no sentido de mostrar às autoridades do nosso país que a aprovação da PL 122 é uma afronta aos princípios cristãos e a santa lei de Deus. E nossa oração é para que Deus conceda ao seu povo o direito de continuar pregando o evangelho da verdade em nosso país. Todavia, o cristão não deve ficar sobremodo aterrorizado com o inimigo que se aproxima, mas é hora de olhar para o alto, de olhar para aquele que tudo ver e tudo pode fazer. Se não estiver em sua vontade livrar sua Igreja de passar por mais essa perseguição, que Ele a em meio a perseguição como tem feito até hoje e fará até o fim.

Nesse momento aqueles que confessam Cristo devem fazer alguma coisa. Cada um pode dar sua contribuição para pressionar o parlamento (câmara dos deputados e senado federal) para que não aprovem a PLC 122/2006.

Conheçam algumas formas de pressionar contra a aprovação da PLC 122/2006.

Acessando o link abaixo você poderá deixar uma mensagem para os senadores

http://www.senado.gov.br/sf/senado/centralderelacionamento/sepop/default.asp?page=alo_sugestoes&area=alosenado

Assim que a pagina do Alô Senado abrir é só seguir as instruções:

Remeter para: Selecione “Comissão e liderança”

Destinatário: Selecione “Todos os Senadores”

Você deseja enviar: Marque “Opinião desfavorável”

Remetente: Preencha seus dados.

SUGESTÃO DE MENSAGEM:
Senhor Senador e Senhora Senadora venho por meio desta manifestar que sou contra a aprovação da PLC 122/2006 e assim sendo peço que vote contra a aprovação da PLC 122/2006, vote pela Família, diga NÃO a PLC 122/2006.
SOLICITO A REJEIÇÃO DA PL 122/2006!

Você receberá um número de protocolo referente ao envio de sua mensagem.

A segunda opção é enviar e-mails aos senadores de nosso estado, pedindo-lhes que votem contra o PLC 122/2006. Abaixo segue o endereço eletrônico do Senado Federal com a lista de Senadores em exercício, ordenados por UF/nome, para o envio da mensagem eletrônica (e-mail).

http://www.senado.gov.br/sf/senadores/senadores_atual.asp?o=3&u=*&p=*

A terceira opção. Você também poderá ligar para o Alô Senado 0800 612211. A ligação é gratuita. Basta você informar à telefonista o seu CEP e a mensagem para os senadores, que poderá ser uma do tipo: “Quero que os senadores votem pela rejeição total do PLC 122/2006, que viola o Artigo 5º, incisos IV,V,VIII e IX da Constituição Federal e cria privilégios para os homossexuais”.

Saiba mais sobre este projeto de lei de uma forma bem compreensível acessando o link abaixo

http://tempora-mores.blogspot.com/2007/03/lei-da-homofilia-para-leigos.html

Vamos nos mobilizar. Vamos defender o reino de nosso Senhor e Cristo. A Ele seja a glória para sempre!

domingo, 20 de dezembro de 2009

SÉRIE: ELEMENTOS DO CULTO. CHAMADO PARA O CULTO, ORAÇÃO SILENCIOSA, ORAÇÃO DO CONSELHO

Outros elementos presentes na abertura do culto: 1) Chamado para o culto. 2) Oração silenciosa da igreja; 3) Oração na sala do conselho.
por Pr. Elissandro Rabelo
Igreja Reformada em Maragogi

1) Chamado para o Culto: Esse elemento vem do SENHOR e é sua convocação para igreja se reunir em sua presença a fim de adorá-lo. Ocorre entes da invocação. O ministro, em nome do Senhor, chama a congregação para encontrar-se com Senhor e adorá-lo. Ele fala em nome de Deus. É o SENHOR quem está chamando. Geralmente se usa as palavras de louvor dos salmos (Sl. 92.1,2; 95.1-6; 100.1; 113.1,2; 117; 134). Esse elemento é importante para nos lembrar que o culto não é uma opção para o crente, mas um chamado do Senhor e também que Deus, mesmo sem precisar, deseja ser adorado fiel e sinceramente por seu povo (Jo. 4.23). Como você responde a um crente que afirma que a Bíblia não nos ordena reunir-se duas vezes no domingo e que cultuar apenas uma vez é suficiente para guardar o dia do Senhor e atender o seu chamado para o culto?

2) Oração na sala do conselho: Segundo G. Vandooren, essa prática vem dos tempos de perseguição, quando o culto era cruelmente interrompido pelos inimigos. O seu propósito era pedir ao Senhor proteção sobre isso. Em circunstâncias normais essa prática não é necessária, pois os presbíteros já têm orado em casa pelo ministro e pelo culto tanto sozinhos quanto com suas famílias.
O aperto de mão: A explicação dessa prática é que o presbítero, em nome do conselho, dá ao pastor o mandato de pregar, e no final aperta a mão para dizer que o sermão foi bom. “Não me impressiono com esta explicação. O mandato para pregar vem da carta de chamado e da ordenação. Isso não precisa ser repetido a cada dia do Senhor. E se há objeção ao sermão, vai recusar apertar a mão?” (G. Vandooren; The Beuty of Reformed Liturgy). Esse costume vem de dias após a reforma quando havia pregadores itinerantes, desconhecidos pela congregação. Antes de subir ao púlpito, o conselho tinha uma conversa com este pregador. O aperto de mão faz sentido nesse caso, mas em circunstâncias normais não é necessário. Qual a sua opinião sobre oração do conselho antes do culto e o aperto de mão ao pregador por um dos oficiais?

3) Oração silenciosa da igreja: G. Vandooren tem dificuldades com essa prática. Ele afirma que o culto é congregacional e começa quando nos aproximamos do Senhor juntos como corpo de Cristo. Há muitas oportunidades para orações privadas em casa e não apenas no domingo de manhã antes do culto. Deveríamos orar mais durante a semana pelo ministro quando ele está preparando os sermões. Domingo de manhã é um pouco tarde e ele precisa de nossas orações durante a semana.
Vandooren respeita a prática da oração silenciosa, mas não a acha necessária, pois sugere que o culto começa com todos juntos fazendo as mesmas coisas. Ele ainda diz que podemos nos preparar para o culto antes e melhor já no sábado à noite, não dormindo tarde, por exemplo, conforme o princípio de Domingo 38: “... que todos os dias da minha vida eu descanso de minhas más obras, deixando o SENHOR trabalhar em mim por seu Santo Espírito, e inicio nesta vida o descanso eterno”. Você concorda com G. Vandooren? Qual a sua opinião sobre oração silenciosa da igreja? É uma boa prática? Ou não é necessária?

SÉRIE: ELEMENTOS DO CULTO. A INVOCAÇÃO

Elementos do culto reformado. A Invocação
por Elissandro Rabelo
Igreja Reformada em Maragogi - Alagoas



O primeiro elemento no nosso culto vem da congregação e se chama invocação O ministro fala em favor da igreja ou os próprios membros junto com o ministro proferem as palavras que encontramos no Salmo 124.8: “O Nosso Socorro está em Nome do SENHOR, Criador dos céus e da terra”. Conhecemos muito bem estas palavras. Elas são proferidas por nós no início de todos os cultos. Qual a origem dessa prática? E Qual o propósito e significado destas palavras para nós?
O pano de fundo histórico da Invocação: É claro que as epístolas do NT começam com a saudação. Nos cultos das igrejas dos primeiros séculos liam-se as epistolas dos apóstolos sempre com uma saudação no início do culto. Na história da igreja cristã em seu começo, encontramos a saudação no início do culto. Mais tarde foi introduzido o chamado “intróito”. O sacerdote entrava na igreja e a congregação cantava o cântico de entrada. Depois o sacerdote dirigia-se ao povo com uma saudação. A liturgia era muito extensa e o sacerdote realizava muitas cerimônias. Uma destas cerimônias era a confissão pessoal de pecados e uma oração por perdão e purificação. O sacerdote iniciava sua oração dizendo: “O Nosso Socorro está em Nome do SENHOR”, enquanto um dos assistentes respondia: “Que fez os céus e a terra”. Era uma oração de preparação para o sacerdote. Esse elemento da nossa liturgia, portanto, vem da missa. Esta é a origem do início tradicional de nossos cultos. Porém, desde a reforma, essas palavras não se aplicam ao clero somente, mas a congregação inteira. A reforma colocou estas palavras na boca da igreja, dando ênfase ao culto congregacional e participação ativa dos crentes na adoração ao Senhor. A Reforma também restaurou o sentido bíblico do culto em todos os seus elementos.

O contexto do Salmo 124: No Salmo 124 os israelitas expressavam sua gratidão e confiança no Senhor pela ajuda contra os inimigos. Este salmo é um cântico de romagem (cântico dos degraus). É um salmo de Davi. Pode ser que ele esteja fazendo referência ao êxodo do Egito quando Deus libertou seu povo. Lembramos também que Davi muitas vezes foi alvo do livramento do Senhor. Davi confiava em Deus e chama Israel a fazer o mesmo. O povo cantava subindo para Sião a fim de adorar o SENHOR no templo em Jerusalém. Eles se apresentavam diante do Senhor para clamar por seu nome, reconhecer a total dependência dele e dar graças por suas bênçãos. Deus deu livramento a Israel das mãos dos inimigos. Eles o louvam por isso (Sl. 124.1-7). A igreja de Cristo confessa com as palavras desse salmo que Deus é poderoso para cuidar dela diante das investidas do inimigo.
A confiança de Israel estava no Nome do SENHOR. O Nome do SENHOR indica quem Ele é e como ele se revelou em sua palavra: O Deus do Pacto, O SENHOR Poderoso Fiel e Misericordioso para salvar e proteger o seu povo. O crente tem firme confiança no nome do SENHOR – o próprio Deus com sua presença ativa para redimir o seu povo. O povo de Deus sempre dependerá da ajuda do Deus Todo Poderoso que fez os céus e a terra. É Bom lembrar disso logo no início do culto.

Aplicações na vida da igreja:
A invocação é falada pelo ministro em favor da igreja. Não há problemas quanto a todos dizerem estas palavras juntos. Existem as duas práticas nas igrejas reformadas. O que atualmente acontece quando o ministro fala essas palavras em favor da congregação ou junto com ela?
Quando invocamos o nome do Senhor, estamos fazendo uma afirmação, professando a nossa fé em Deus. Invocar é chamar ou clamar pelo nome de alguém para que ele venha em nosso socorro. Isso requer fé, confiança. Quando invocamos o nome de Deus, chamamos por ele, clamamos por sua ajuda. Você não vai pedir ajuda a quem não conhece e confia. Deus deseja que o invoquemos. A Bíblia nos chama a invocar o nome do SENHOR (Sl. 50.15; Is. 55.6). Na aliança, não é Deus quem precisa de nós. Somos nós quem precisamos de Deus. Deus abençoa os que o invocam e confiam nele (Rm. 10.11-13).

Ao proferir as palavras do Sl. 124.8, nós, em primeiro lugar, invocamos a Yahweh, Deus dos patriarcas que se revelou a Moisés e salva o seu povo. O Deus que nos adotou como seus filhos pela graça em Cristo. Segundo, nós o reconhecemos como Criador Todo Poderoso dos céus e da terra (primeira parte do credo; Dom. 9,10), que nos criou e cuida de nós em toda nossa vida. E por fim, clamamos por sua ajuda, pedimos o seu socorro. Colocamos nossas vidas em suas mãos (Sl. 146.5). Sabemos que sem ele nada podemos fazer e que toda a nossa suficiência vem dele (Jo. 15.6; II Co. 3.5). O Nosso Socorro está em o Nome do SENHOR. Invocar o nome do SENHOR não é algo que devemos fazer de forma fria, simplesmente lançando palavras ao ar. É uma confissão de fé. É algo que traz conforto ao nosso coração. É algo que muda a nossa vida. Pois a invocação manifesta a confiança e satisfação da igreja logo no início do culto por viver em relação pactual de amor com o SENHOR Deus Todo Poderoso, que fez o céu e a terra e que está perto para cuidar de nós.

A invocação não se limita ao culto, mas está ligada à nossa vida a cada dia. Também não é uma fórmula mágica para adquirir o poder de Deus. Mas é algo que experimentamos a cada dia pela fé. Quem, senão o Nosso Ajudador pode nos auxiliar diante dos perigos, dificuldades e tentações do dia a dia? Quem pode nos ajudar em nossa falta de fé? O Nosso Socorro está em nome do SENHOR. Essa invocação nos dá conforto e encorajamento para nossa fé. Deus está conosco todos os dias por sua Palavra e Espírito. Ele é o Nosso Socorro sempre presente (Sl. 46.1, 10,11).

SÉRIE: ELEMENTOS DO CULTO. A SAUDAÇÃO

ELEMENTOS DO CULTO. A SAUDAÇÃO
por Pr. Elissandro Rabelo
Igreja Reformada em Maragogi - Alagoas



Introdução: “Graça e paz da parte de Deus Pai e do Nosso Senhor Jesus Cristo”. Sempre ouvimos essas palavras no início dos nossos cultos. Elas constituem a saudação do Senhor ao seu povo. Qual é o propósito da saudação? É apenas algo mais no culto? São palavras soltas ao vento? Ou elas têm um significado prático para a vida da igreja? Cada ato de culto tem um significado importante. A invocação revela nossa dependência de Deus. A saudação por sua vez é a resposta de Deus a invocação do seu povo. É a promessa de que ele está presente para cuidar de nós e nos conduzir à salvação mediante a sua graça, paz e misericórdia derramadas sobre o seu povo.

As palavras da saudação comum que ouvimos nos cultos são tomadas das epístolas de Paulo (Rm; I e II Co; Gl; Ef; Fp; Cl; I e II Ts, Tt e Fm). Em I e II Timóteo, Paulo acrescentou a palavra “misericórdia” entre “graça” e “paz”. Pedro, João e Judas usaram formulações diferentes, mas falando de paz, graça e misericórdia (I e II Pe; II Jo e Jd). Alguns ministros sentiram falta da menção do Espírito Santo nas saudações e livremente adicionaram a expressão: “e na comunhão do Espírito Santo”. Isso é desconhecido das saudações apostólicas. Os apóstolos não fizeram, por que devemos fazer?

A saudação mais elaborada encontramos em Ap.1.4-6 (ler). Algumas observações dessa saudação:
1) João aponta para o Deus Triúno como a fonte da graça e da paz para a igreja (v.4);

2) João enfatiza a Pessoa Gloriosa de Cristo (5 a) 1) Jesus é a Fiel Testemunha: Durante seu ministério terreno Jesus deu testemunho do Pai. Ele proclamou a verdade de Deus com sua vida e obra. Ele não era um impostor, alguém que se dizia o que não era. Ele era de fato o Ungido de Deus. O que ele dizia era verdade. O que ele fez estava de acordo com o plano redentor do Pai. Ele cumpriu as Escrituras. Ele é o amém, o cumprimento da promessa de Deus em favor da nossa salvação. O próprio Jesus se apresenta como testemunha fiel (Ap.3.14). Por causa da incredulidade dos judeus diante do seu testemunho fiel, Jesus foi perseguido e morto. Ele morreu sem ter cometido crime algum. Por causa da sua obediência ao Pai e por dar testemunho da verdade ele foi levado à cruz. Mas a cruz não o reteve; ele ressurgiu, e está na glória de onde continua a dar testemunho da verdade. O livro de Apocalipse é o seu testemunho da verdade de Deus sobre a história do mundo e o destino da sua igreja. Ele nos chama a testemunhar o seu evangelho às nações (At.1.8). Quem o ama e se mantém fiel á sua verdade e a proclama fielmente em doutrina e vida também pode sofrer perseguição e até a morte (Ap.12.11). Contudo, a morte não é o fim para aqueles que testemunham fielmente de Cristo com suas vidas, pois aquele que é a Fiel testemunha é também o Primogênito dos mortos.

3) Jesus é o Primogênito dos mortos: Esse título não significa que Jesus é o primeiro que morreu por causa do testemunho do Pai. Pois muitos servos do Senhor morreram por causa da verdade do evangelho (profetas do AT, João Batista). Mas esse título tem a ver com a morte e a ressurreição de Cristo. Jesus é o primeiro que morreu e ressuscitou em glória. Ele está vivo para sempre. Ele próprio testifica isso (Ap.1.18). Jesus é primogênito, quer dizer que após ele estamos nós. Ele matou a morte com sua morte e ressurreição. Destruiu nosso inimigo. Crentes que estão sofrendo e até morrendo por causa da fé precisam ouvir que o seu Salvador destruiu o poder da morte. Que consolo ouvir isso! A morte não é o fim para o crente, mas a passagem para a glória com Cristo. Quem nos separará do amor de Cristo? Ninguém, nem mesmo a morte, pois Cristo a venceu e nele somos mais que vencedores (Rm. 8.35-39).

4) Jesus é o Soberano dos Reis da terra: Esse título expressa ainda mais a glória de Cristo. Aponta para sua presente exaltação em glória. Ele morreu, ressuscitou e subiu ao céu para reinar sobre tudo e sobre todos. Ele é Rei Soberano. Está acima dos homens mais poderosos da terra e um dia todos estes vão se curvar perante ele. Jesus está acima de Roma, dos imperadores. Ele está acima dos impérios, das nações soberbas, dos reis e presidentes da terra que ostentam riqueza e poder. Ele é o Rei dos Reis que veio estabelecer o seu reino que não terá fim. Devido à sua perfeita obediência, O Pai o Exaltou e lhe deu o nome que está acima de todo nome para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho nos céus e na terra (Fp. 2.9-11).
O Servo Sofredor é agora o Glorioso Rei e Senhor do Universo. Ele controla a história. Ele governa de forma especial a sua igreja. Podemos ser perseguidos e tentados por Satanás e seus agentes, mas Cristo é o Nosso Rei Soberano. Ele nos tem em sua mão direita (Ap.1.16; 2.1), quer dizer, ele age e governa em nosso favor. Isso mostra o seu cuidado com a sua igreja. Ninguém pode arrebatar você da mão de Cristo (Jo. 10.28). Ouvir isso é consolador para uma igreja perseguida, pois Cristo é o Soberano dos reis da terra que cuida dela e a conduz ao triunfo final.

5) João louva a Deus pela obra redentora de Cristo (v.6): “aquele que nos ama” (amor constante); redenção pelo sangue de Cristo; um povo salvo para servir e adorar a Deus (reis e sacerdotes). Alguns ministros cortam essa saudação pela metade e não citam o verso 6. O que os irmãos acham dessa prática? Isso não é uma boa prática, pois a liturgia tem a ver com a aliança de Deus com seu povo e é a proclamação do pacto (Ex.19.5,6). Deus nos fez sacerdotes e reis para ele mesmo mediante sua graça e paz em Cristo Jesus. É bom lembrar disso quando ouvimos a saudação do Senhor. Nós somos o que somos pela graça de Deus.

GRAÇA: A palavra “graça” é uma tradução do termo hebraico “chanan” e do termo grego “charis”. Segundo a Bíblia, a graça é uma ação manifestada não só por Deus, mas também pelos homens expressando o favor de um homem a outro (Gn. 33.8,10; 39.4; 47.25; Rt. 2.2; I Sm.1.18; 16.22). A expressão da graça nos relacionamentos humanos nem sempre expressa um favor imerecido. Mas quanto à manifestação da graça de Deus para com os homens o seu favor é sempre imerecido. A graça de Deus, portanto, “é a concessão de bondade a alguém que não tem direito a ela” (Ed.9.8; I Co. 15.10).

Paulo usa a palavra graça por mais de cem vezes em suas treze cartas. Essa palavra expressa nos escritos de Paulo: a) uma qualidade de Deus ou do Senhor Jesus Cristo: expressão da sua bondade (II Co. 8.9); b) A fonte de todas bênçãos espirituais da salvação concedidas aos pecadores (Ef.1.6,7; 2.7-9; Tt.2.11; 3.4-7). Pela graça de Deus somos escolhidos (Ef. 1.4-7), justificados (Rm. 3.24; 4.16; Tt. 3.7), regenerados (Ef. 2.5; II Tm. 1.9; Tt. 2.11; 3.4,5) e finalmente herdaremos a salvação eterna. A graça de Deus é o seu favor incondicional, soberano e dispensado ao homem a fim de salva-lo sem nenhum mérito da sua parte (Ef. 2.8-10). É também pela graça que Deus concede dons a sua igreja tendo em vista a sua edificação (Ef. 4.7-12) e nos capacita a dar frutos de gratidão (I Co. 15.10; II Co. 8.1).

A graça é o amor de Deus por aqueles que nada merecem, é o seu favor imerecido operando nos corações e nas vidas de pecadores carregados de culpa que se voltam para Deus em busca de refúgio. A estes Deus salva por sua graça e os torna seus filhos. A palavra graça expressa a aliança de Deus com o seu povo. Por sua graça, ele trouxe para junto de si, os que antes estavam em rebelião contra ele e mereciam o seu castigo. Sua graça é seu favor imerecido por pecadores. Ele nos salvou por sua graça mediante os méritos de Cristo (Ef. 2.8; Rm. 3.24; II Tm. 1.9). Deus é nosso Deus e nós somos o seu povo somente pela graça. Por isso a aliança de Deus conosco é chamada de aliança da graça. Deus toma a iniciativa de se relacionar conosco. Graça é desfrutar da salvação do Senhor sem merecer. É receber o perdão quando merecíamos o castigo. É ir para o céu quando merecíamos o inferno! Tudo isso porque Cristo pagou o preço da nossa redenção na cruz do Calvário. A cruz é uma manifestação da graça e da paz de Deus em nosso favor (Sl. 85.10).

PAZ: “Paz” é uma palavra muito usada pelos judeus em suas saudações: “shalom lecha” – paz para você” (Jz.6.23; I Sm.25.6). Cristo falou as mesmas palavras para os seus discípulos no dia da ressurreição (Jo.20.19).

A palavra paz (Shalom) não indica simplesmente a ausência de guerra, mas aponta para um bem estar em todos os sentidos como conseqüência de uma relação pacífica com o Senhor Deus que promove a paz para o seu povo.
Paz na Bíblia é mais que ausência de guerra. É viver um relacionamento íntimo com Deus, ser reconciliado com ele através de Cristo e ter segurança em Deus. Em Cristo, o crente desfruta da paz com Deus e da paz de Deus. Qual a diferença entre a paz com Deus (Rm. 5.1) e a paz de Deus (Jo. 14.27; Fp. 4.7)? Paz com Deus – estado – reconciliação com Deus; Paz de Deus - condição – convicção interior de que tudo está bem, confiança, segurança no Senhor. É a tranqüilidade do salmista que escreveu o Salmo 125. A graça e a paz têm sua origem em Deus (Tg. 1.17) e foram obtidas para o crente por meio de Cristo (Jo. 14.6; Hb. 7.25).

MISERICÓRDIA (I Tm. 1.2; II Tm. 1.2; II Jo. 3): No hebraico – Chesed e no grego – eleos. A palavra misericórdia expressa o terno amor de Deus para com os que se encontram na miséria. Ser misericordioso é ter o coração na miséria do outro, é sentir compaixão dos que sofrem. O termo “misericórdia” ocorre com freqüência num contexto em que se estende auxílio aos que estão em miséria (Lc. 10.33-37; Is. 54.7,8 10; Rm. 9.23; 11.31). “Se a graça de Deus vê o homem como culpado diante de Deus e, portanto, necessitado de perdão, a misericórdia de Deus o vê como um ser que está suportando as conseqüências do pecado, que se acha em lastimável condição, e que, portanto, necessita do socorro divino” (Berkhof).
A palavra “misericórdia” expressa a benignidade de Deus voltada para os seus filhos que precisam de sua ajuda em todas as coisas. Deus não só sente compaixão dos que se acham em miséria, mas está sempre pronto para aliviar a sua desgraça. A misericórdia de Deus nesse sentido é uma manifestação da sua graça (Is. 60.10).
A misericórdia do Senhor está sobre todas as suas obras (Sl. 145.9; Lc. 6.35), mas ela se manifesta de forma especial e salvífica na vida dos seus filhos que o temem (Ex.20.6; Dt. 7.9; Sl. 86.5; Lc. 1.50). O SENHOR é Misericordioso e está sempre disposto para ajudar o seu povo em suas aflições (Sl. 103). O povo de Deus o louva por sua infinita misericórdia (Sl. 92.1,2; Sl. 106.1; Sl. 117). O povo de Deus é chamado a imitar a misericórdia do Pai (Lc. 6.36; 10.37).

Aplicações:
1) A Saudação vem do Senhor em resposta a nossa confissão expressa na invocação. A invocação aponta para nossa relação com Deus: esperamos nossa ajuda dele somente (Sl. 124.8). A saudação, por sua vez, expressa a relação de Deus para conosco: Ele quer nos dá sua paz e sua graça. A pregação do evangelho testifica esse fato. A saudação não são meras palavras proferidas ao vento, mas algo real que Deus nos oferece e que experimentamos dia a dia (II Pe.1.2). O ministro fala em nome de Deus. É o próprio Deus que está saudando a sua igreja, oferecendo-lhe sua graça, misericórdia e sua paz em Cristo Jesus.
2) A saudação é uma afirmação divina de que o Senhor está sempre conosco (Sl. 23.4; 46.1,11; Mt. 28.20; Jo. 14.16,17). Na companhia do Deus Triúno, somos assegurados da sua graça, amor e paz. A saudação contém o que precisamos para esta vida e para a vida eterna. É o SENHOR quem pronuncia a saudação ao seu povo. É o Senhor quem está ativamente presente na vida do seu povo.
3) Devemos ter cuidado com a monotonia e desatenção durante o culto, em especial na hora da saudação. Ouvir sempre a mesma coisa pode nos deixar acostumados e nos levar a esquecer o real significado da saudação. Isso é um perigo. Podemos nos prevenir disso, entendendo o que é o culto: o encontro do SENHOR com seu povo. Além disso, temos o privilégio de usar palavras diferentes na saudação a cada domingo (I Co. 1.3; Ap.1.4-6; II Pe.1.2).
4) Devemos receber a saudação do Senhor com alegria, fé e de olhos abertos. Alegria - chegar cedo ao culto para receber sua palavra (Sl.122.1); fé – confiar nas promessas de Deus; olhos abertos - para ver as mãos erguidas do ministro relembrando-nos de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo que subiu ao céu de mãos erguidas abençoando seus discípulos que ficaram na terra (Lc. 24.50,51). Após receber a saudação, a igreja cheia de alegria entoa salmos e hinos de louvor a Deus adorando-o pelo que ele é e dando-lhe graças pela obra graciosa da salvação em Cristo.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

DICAS IMPORTANTE: Sobre o seu carro

DICAS IMPORTANTES
Aqui você encontra dicas importantes que todo motorista precisa conhecer.

1) CHEIRO DE GASOLINA E BENZINA: COMO TIRAR
Se você ficou com cheiro de gasolina ou benzina nas mãos após um breve contato, não se preocupe. A dica para remover o odor destas substâncias é esfregar as mãos com sal grosso ou sal de cozinha umedecidos em água. Em seguida, os bons e velhos água e sabão.

2) CERA TAMBÉM TEM JEITO
Após passar cera para impermeabilizar a pintura de seu carro, o tradicional cheiro pode ser tirado passando-se óleo para móveis - um dos mais conhecidos é o de peroba. É tiro e queda.

3) OS ESTOFADOS DO CARRO: LIMPEZA E CONSERVAÇÃO
Seu lindo estofado de couro do carro manchou? Se a causa for gordura ou tinta, por exemplo, e a mancha é resistente, o jeito é levar para quem entende fazer o tingimento para que não sejam notadas eventuais diferenças. As manchas provocadas por arranhões podem ser suavizadas com o uso de uma cera na própria tonalidade do couro. No banco do carro, deve-se passar com muito cuidado, em pouca quantidade e deixar secar para não manchar a roupa de quem senta.

4) MANCHAS DE TINTA ESFEROGRÁFICA TÊM SOLUÇÃO
Quem tem crianças, principalmente em idade escolar, sabe o tormento que é ter os bancos atingidos por tinta esferográfica. As "poções mágicas" para resolver o problema são álcool e removedor de cutículas. É só passar com toda a delicadeza sobre a mancha.

5) MANCHAS DE GARAGEM: DICAS PARA REMOVÊ-LAS
Manchas "de garagem": se o seu carro tiver alguma mancha provocada pela água de cimento que escorre em garagens, vai aí um macete: pegue um limão cortado e aplique o sumo na área afetada, esfregando o limão sobre a mancha até que esta desapareça. Depois, use polidor e cera para dar acabamento. Lembre-se: Sob o sol, o sumo do limão pode manchar a pintura do carro e provocar sérias queimaduras na pele. Portanto, cuidado!!! Faça isso sempre à sombra.

6) LANTERNAS TRASEIRAS DE NEBLINA PODEM ATRAPALHAR
Lanternas traseiras de neblina acesas, sem haver neblina atrapalham, provocando ofuscamento em quem vem atrás e ainda podem ser confundidas com luzes de freio. Fique atento para não deixar isso acontecer.

7) A ÚLTIMA BOMBADA É DESNECESSÁRIA
Aquela ?última acelerada" antes de desligar o motor não traz benefício algum nos dias de hoje. Na verdade, esse hábito era comum nos carros antigos com motor de dois tempos onde o óleo era misturado à gasolina para lubrificação do motor, esse procedimento existia para deixar as paredes dos cilindros com gasolina e óleo, para que na próxima partida o motor não girasse a " seco". Porém, com a chegada dos motores atuais de quatro tempos, tanto carburados como injetados, esse procedimento causa o efeito contrário. Ocorre que o combustível que é enviado para a câmara de combustão não vai ser queimado, já que a ignição vai ser desligada e o combustível não queimado vai "lavar" a parede do cilindro (retirando o óleo), fazendo com que na próxima partida o motor comece a funcionar sem lubrificação adequada, além de aumentar o consumo de combustível.

8) VOCÊ ESQUENTA O SEU CARRO A ÁLCOOL?
Saiba que nos motores atuais, mesmo nos carros modernos movidos a álcool, não há mais necessidade de "esquentá-lo" previamente. Basta você sair com o veículo de maneira "tranqüila", sem forçar o motor, até que a temperatura esteja normal para que o câmbio e demais peças de transmissão e componentes de lubrificação, freios, etc., atinjam a temperatura ideal de funcionamento em conjunto com o motor.

9) PARADO, PROCURE NÃO DEIXAR A MÃO SOBRE A ALAVANCA DE CÂMBIO
Descansar a mão sobre a alavanca de câmbio provoca desgaste acentuado no sistema, deixando a alavanca folgada e imprecisa provocando aquelas "escapadas de marcha". Utilize a alavanca apenas para trocar marchas.

10) O MOTOR DO CARRO "MORREU" DE REPENTE?
A primeira verificação a ser feita é no nível de combustível no tanque. Se realmente o ponteiro estiver lá em baixo, não fique tentando dar partida no carro sem gasolina repetidas vezes, porque se a bomba elétrica funcionar "seca" por muito tempo pode pifar.

11) VOCÊ COSTUMA "ARRANCAR" ASSIM QUE O SEMÁFORO ABRE?
Arrancadas bruscas não gastam apenas gasolina. Nestas arrancadas, coxins e câmbio são forçados e dependendo da arrancada podem até quebrar. Lembrando-se ainda, que as engrenagens e juntas homocinéticas sofrem bastante com esse procedimento. Guie de forma suave, é mais econômico e seguro.

12) DIRIJA DE FORMA ATENTA E EVITE TER DE FREAR BRUSCAMENTE
Evite frear de forma brusca. Além de gastar combustível, componentes do freio se aquecem demais causando mais desgaste das pastilhas, lonas, discos e tambores. Além é claro, dos pneus. Guie sempre com atenção.

13) CUIDADO COM OS LAVA-RÁPIDOS!
Fique atento quando lavar seu carro em postos ou lava-rápidos que utilizem desengraxantes na limpeza das rodas. Acontece que esses produtos contém formulas extra-fortes (muitas vezes, as mesmas utilizadas na limpeza de baús de alumínio de caminhões) e acabam removendo não só a sujeira como também o verniz e a pintura das rodas, causando grandes danos. O ideal é limpá-las com sabão neutro e água, ou no máximo, utilizar um detergente doméstico.

14) SABE O BARULHO IRRITANTE DA BORRACHA RANGENDO CONTRA O VIDRO?
Não se desespere. Muitas vezes este pequeno incômodo pode ser resolvido facilmente. Primeiramente, limpe o vidro e as borrachas da palheta com detergente neutro, pois podem estar engordurados. Se não resolver, dobre o limpador para o lado contrário ao que está rangendo para que a borracha da palheta "deite" por igual em ambos os lados, e tenha um contato uniforme com o vidro.

15) QUANDO ESTIVER PARADO NO FAROL, NÃO DEIXE O CARRO ENGATADO
Quando o semáforo está fechado, muita gente acaba mantendo o carro engatado e, conseqüentemente, o pedal de embreagem acionado. Este hábito provoca desgaste acentuado no sistema, deixando desgastado prematuramente o conjunto de embreagem. Portanto, desengate o carro, puxe o freio de mão e aproveite para relaxar um pouco!

Economia de combustível

Na partida, não se deve aquecer o motor com o carro parado. É melhor começar a andar devagar, ir acelerando progressivamente sem exigir grande potência do motor nos primeiros metros.

No transito, mantenha-se o máximo possível nas marchas mais altas sem no entanto forçar o motor e deixa-lo dar trancos. Ande em velocidade regular, sem grandes freiadas ou acelerações repentinas (que consomem muito combustível).

Velocidade, o consumo aumenta muito em velocidades altas, em alguns motores entre 100 e 130 o consumo aumenta 25%.

Estacionando, nunca acelere antes de desligar a ignição.

Gasolina, utilizar sempre gasolina sem chumbo.

Evitar Cargas e colocar bagagens sobre o teto, se for a única solução, equilibre a carga para que seja a menos volumosa possível. Não esquecer cargas inúteis dentro do veiculo (evite o aumento de peso desnecessário).

Mecânica, é fundamental verificar pelo menos uma vez por ano os elementos essenciais, afinação do motor, troca de filtros (um filtro sujo diminui o rendimento do motor), etc.

Se o motor tiver velas que já não funcionam bem, desregulagem no sistema de injeção de combustível ou mau funcionamento na exaustão de gases, você estará jogando fora 15% ou mais de seu combustível.

Se os pneus estiverem abaixo de sua calibragem recomendada pelo fabricante, eles trarão mais resistência para rodar e você estará perdendo (alem dos pneus) 5% do combustível.

Se as rodas estiverem fora de alinhamento, você estará perdendo (alem dos pneus) pelo menos 2% do combustível.

Obs . arrancadas fortes e grandes freadas: fazer um esforço desnecessário para chegar a uma velocidade que não será aproveitada exigindo logo a seguir outro esforço ainda maior de freiada, é o mais puro desperdício de combustível.

Pneus
Para conseguir uma boa performance dos pneus é necessário observar frequentemente (pelo menos uma vez ao mês) e sistematicamente antes de longas viagens sem esquecer o pneu reserva, se a calibragem
esta correta. Estas verificações devem ser feitas com os pneus frios porque a pressão aumenta com a rodagem.
Fazer o rodízio dos pneus a cada 10.000Km.

Desgastado nas bordas - pode ser causado por falta de pressão. A calibragem esta abaixo da pressão recomendada pelo fabricante ou desalinhamento.
Solução: Calibragem correta.

Desgastado no centro - geralmente indica que o pneu esta super cheio. A calibragem esta acima da recomendada pelo fabricante. As vezes as pessoas desconfiam que um pneu esta vazando um pouquinho e para compensar aumentam a calibragem, o que é muito ruim.
Solução: Calibragem correta

Vibrações (chime) que são sentidas no volante acima de uma determinada velocidade. Isto é muito perigoso e acontece por falta de balanceamento ou outro problema que leva a roda a trabalhar de maneira desigual. Além de acabar deformando definitivamente os pneus, leva a perda de controle do veiculo e outros prejuízos na suspensão.
Solução: balanceamento e exame dos componentes da roda.

Prevenção, uma vez que um desgaste se faz maior em qualquer ponto do pneu, ele ficara para sempre caso o desbalanceamento não for na roda. Um pneu novo não adiantará, pois o defeito não foi consertado, ele também se estragará.

Observe cuidadosamente seus pneus a parte de fora e do interior da roda, para verificar algum desgaste circular maior na banda de rodagem de um lado ou do outro.
Solução: Vá a um mecânico ver se a cambagem esta correta (o angulo de inclinação das rodas).

Se for fazer a rotação dos pneus e quiser incluir o estepe (se o estepe for um pneu igual aos outros quatro).
O estepe deverá ser colocado na posição : Roda Traseira Direita.


Bateria
Se você vai deixar seu carro parado por mais de um mês é aconselhável desligar os dois cabos da bateria.

Não desligar os terminais com o motor funcionando.
Não recarregar a bateria sem desligar os terminais.
Carregar a bateria com um carregador:

Respeite as instruções do fabricante de carregador de baterias.
Desligar a bateria começando pelo terminal (-).

Ao voltar a ligar começar pelo terminal (+).
Verificar que os terminais da bateria e as respectivas braçadeiras estão limpos. Se estiverem com uma massa branca ou esverdeada, é importante limpa-los.

A alimentação elétrica permanente é necessária para abastecer os sistemas eletronicos. Depois de ter desligado e re-ligado a bateria, ligue a chave e espere 15/20 segundos antes de virar o motor de arranque.

Fazer uma "chupeta", colocar o motor para funcionar partindo de uma bateria auxiliar :
- ligar o cabo vermelho aos terminais (+) das duas baterias.
- ligar uma das extremidades do outro cabo (preto) ao terminal (-) da bateria auxiliar.
- ligar a outra extremidade do cabo a um ponto da massa do veiculo avariado o mais longe possível da bateria.
- ligar a outra extremidade do cabo a um ponto da massa do veiculo avariado o mais longe possível da bateria.

- acionar o motor e deixar trabalhar , espere voltar a marcha lenta e desligue os cabos.


Lavagem

Importante
Eliminar o mais rapidamente possível excrementos de aves, insetos, manchas de piche, e de gordura pois tudo isto contem substancias que provocam grandes danos à pintura.

O que não se deve fazer
- limpar a carroceria a seco.
- usar gasolina, querosene ou tira manchas para tecidos na limpeza da pintura, assim como nas peças de plástico.
- raspar as manchas de piche,insetos mortos ou outra sujeira que tenha aderido à pintura.
- lavar a carroceria quente ou ao sol .
- limpar os faróis com panos secos ou abrasivos ou com produtos detergentes ou solventes.- deixar acumular sujeira na carroceria.
- andar frequentemente na lama sem lavar as partes de baixo do veiculo e o interior dos para-lamas.
- as peças em plástico não deverão ser polidas.
- usar produtos que contenham silicones.

Corrosão

É muito comum que o lavador de carros principalmente durante a noite não trabalhe da maneira correta, inclusive para poder fazer mais em menos tempo. Se você manda lavar seu carro todas as noites, precisa se certificar de alguns detalhes para não vir a ter um enorme prejuízo no final de alguns meses:

A lavagem é feita com mangueira ou balde ?
Prefira que seja feita com balde pois as mangueiras forçam a entrada de água nas menores reentrâncias da carroceria.

Com ou sem sabão/detergente (que sabão) ?
Não deixe usar sabão mais de uma vez por semana, obrigue o uso de agua limpa e pano macio.

Depois de lavado, o veiculo é seco com pano ou deixado para secar sozinho?
Se não for seco todas as noites, você terá um veiculo todo enferrujado em alguns meses.
Para ter a certeza é necessário prestar atenção em outros carros que também são lavados pelo mesmo lavador, repare se foram secos ou se contem gotas de água por toda a carroceria. Apareça na garagem durante o serviço dele. Lavar um carro todos os dias e não secar é o mesmo que deixa-lo na chuva intermitente por meses.

Limpeza Interna

- Tecido (bancos e assentos), utilizar água com sabão liquido. Para retirar pelos de animais e pequenas sujeiras, use um aspirador ou uma fita plástica enrolada na mão, com a cola virada para fora e pressione sobre o lugar a ser limpo, a sujeira vai colar na fita.

- Plásticos (painel de bordo, guarnições das portas e tecidos do teto) utilizar agua adicionada com sabão liquido ou excepcionalmente, álcool desnaturado (depois de ter feito um teste numa área não visível).

- Deve evitar-se o mais possível o uso de detergentes que contenham solventes.

- Deve-se limpar sempre várias vezes com um pano macio limpo e evitando molhar demais.

- Manchas no estofamento, veja na pagina Manchas.

Enceramento

O uso regular de cera, adicionada á agua de lavagem ou aplicada em separado, é recomendado. Protege as partes superiores da pintura contra agressões externas como maresia, chuva, raios solares, etc.

O veiculo deve estar na sombra, frio, limpo e seco.
Aplicar a cera suavemente e em movimentos circulares usando um pano macio e limpo, levemente umedecido.
Deixar secar por alguns minutos e dar brilho com uma flanela ou outro pano seco e macio. Mudando sempre a face do pano para ter sempre um pedaço limpo em contato com a pintura.

Respeitar as normas estabelecidas pelo fabricante da cera.

POLIMENTO

O polimento da pintura só deve ser feito quando esta já estiver embaçada e o uso de um produto de enceramento deixou de ser suficiente para dar o brilho desejado. No caso de aplicação usar apenas produtos levemente abrasivos.Polimento



SAIBA MAIS...
* Antes de sair, verifique as condições do carro. Uma boa revisão garante maior segurança para o motorista e ocupantes do veículo. Observe os documentos, extintor ( se não está vencido), triangulo, buzina, freios, faróis, pisca-pisca, luzes de placa e posição, combustível, nível do óleo, água do radiador e bateria e ajuste os cintos de segurança.Você pode se livrar de pesadas multas, perder pontos, transtornos e riscos de acidentes.

* Quem dirige não pode fumar ou usar o celular porque é proibido dirigir com uma só mão.

* Não ultrapasse a velocidade máxima permitida e sempre circule pela direita da via, deixando a faixa esquerda para ultrapassagem.

* Em situações de chuva, neblina e cerração, redobre sua atenção!

* Verifique sempre, antes de sair, se os passageiros estão usando o cinto de segurança.

* O uso de cinto de segurança é obrigatório não só nas estradas, mas, também dentro da cidade e para todos os ocupantes do veículo.

* Não viaje a noite com os vidros de seu veículo totalmente fechados.

* Nunca dirija cansado, com sono e muito menos depois de beber.

* Respeite o ciclista e o motociclista. Lembre-se que o veículo menaor sempre tem a preferência.

* Tenha cuidado com as armadilhas de assaltantes. Se observar algo estranho nas rodovias como pessoas mal intencionadas, avise ao primeiro posto policial que avistar.

* O carro bateu? Capotou? O seguro declarou que a perda foi total? O carro não pode ser mais consertado e não poderá ter o chassi reaproveitado.

* Não deixe viajar em seu veículo mais pessoas que o que consta no documento.

* Mantenha distância segura do veículo que vai a sua frente, evitando freadas bruscas. Pare gradativamente.


* Seja rígido com seus ocupantes. Não deixe jogar pelas janelas latas de bebidas, garrafas, papeis e lixo.

* Somente a via original da Carteira Nacional de Habilitação e da permissão para dirigir é que terão validade para a condução do veículo.Quem tem o hábito de carregar cópias autenticadas deve abandonar este costume.

* Não dirija embriagado. Além de causar acidentes, você obterá uma infração gravissima, estando sujeito a multas e pena de detenção de seis meses a três anos


* Fique atento a conservação de seu carro. Dirigir veículo em mau estado de conservação dá multa e perde pontos.

* Nunca dirija com o braço de fora.

* Em situações de congestionamento e de trânsito lento, seja paciente!

* Fazer transporte remunerado de pessoas ou realizar carretos, quando não estiver licenciado para este fim, é proibido.

* Qualquer alteração nas características do carro só poderá ser feita com autorização do Detran.

* Começou chover? Ligue o limpador de pára-brisa. É obrigatório.Não atender a esta obrigatoriedade pode dar problemas.

* Não dirija com calçado que não se firme nos pés.Ex: sandália.

* Na faixa, de sempre preferência ao pedestre. Tenha cuidado especial com crianças, pessoas idosas e portadores de necessidades especiais, pois muitas vezes eles não estão em condições de avaliar e superar os perigos no trânsito.

* Observe, pelo seu documento, se o exame de saúde não está vencido.

* As velocidades aumentaram, mas é preciso prestar muita atenção. Se tiver uma placa, fica valendo a velocidade que a mesma indicar.


Fonte: Peugeot