RESUMO DO LIVRO A FULGA: As aventuras de três adolescentes huguenotes fugindo da perseguição


A FULGA: As Aventuras de Três Adolescentes Huguenotes Fugindo da Perseguição.
de A. van der Jagt, Editora Os Puritanos, 2001.

por Lucio Mauro

Esperamos que esta linda e comovente história, resumida em breves linhas, sirva para lhe estimular a adquirir o livro  conhecê-la na sua integridade. Trê dos meus quatro filhos, já leram o livro, e aos domingos à tarde, vez por outra, leio este resumo para relembrá-los a história. É edificante conhecer e ser exortado com a coragem dos jovens que protagonizam esta história, que, aliás, esteve entre tantas outras na frança do século XVI e XVII, quando os reformados, lá chamados de huguenotes, eram perseguidos, obrigados a abandonarem suas crenças e voltarem ao catolicismo romano sob ameaça de prisão e morte. 

Boa leitura.

Nossa história começa assim:

A família de John estava reunida. Desfrutavam das benesses da aliança com Deus. Repentinamente, veio o convite para comparecer diante dos sacerdotes da cidade. A reunião tratava-se da intimação para que a família revogasse sua fé protestante e retornasse às tradições católicas. Diante da negativa, enfureceram-se os presentes. A família do jovem John retornou pensativa para sua casa. O pai sussurrava ao filho para que permanecesse fiel a Deus diante de qualquer desfecho. Em outra ocasião, quando os filhos estavam no campo, soldados levaram o pai prisioneiro. Condenado, ele passou o resto de sua vida nos navios de guerras, como remador.

Dois anos depois, parentes de John convidara sua irmã para passar o dia com eles. Sua mãe consentiu. Padre Francis, irmão do pai de John, aproveitou a ocasião para raptar a pequena Manet e levá-la para um convento em Paris a fim de ser educada na religião católica. Não suportando mais esse golpe, a mãe do adolescente veio a falecer menos de três semanas depois. O moço Foi adotado por outros parentes. Ele orava intensamente em busca de conforto.

De vez enquando John retorna à floresta para rever sua antiga casa. Certa vez, remexendo as tralhas encontrou uma medalha com uma inscrição: “Não temas, ó pequenino rebanho”. Uma idéia lhe veio naquele mesmo dia. Fugiria! Ou seria melhor voltar para a casa dos tios. À noite, porém, juntou os trapos essenciais e partiu sem que seus tios notassem sua fuga.

Na manhã seguinte, a vila onde John morava com seus tios estava numa agitação só. Um grupo de rapazes disputava sobre seu paradelo. Uns o defendia enquanto outros o incriminavam. Outro grupo, este de mulheres, umas desferindo insultos contra o rapaz, outras, porém, ponderavam os motivos que o moleque tinha para fazer tal coisa. Os homens, no entanto, estavam engajados na busca ao fugitivo.

O calor estava intenso, mas John se mantinha abrigado num esconderijo conhecido desde sua infância. Perto dali alguns homens pararam para beber água num poço. John podia ouvir e identificar as vozes dos que falavam. Desconfiados de uma moita que estava por traz dos espinheiros esboçaram uma averiguação. Um calafrio tomou conta do moço, mas a idéia foi abandonada trazendo alivio ao fujão.

O rapaz segue sua jornada obstinada com a idéia de ir a Paris e resgatar sua irmã para então, seguir até a Holanda. Sabia ele que neste país os huguenotes – como eram chamados os reformados franceses – podiam encontrar abrigo. Ele só não sabia como chegaria lá. Já cansado de enfrentar os obstáculos da viagem, desgastado, com dores nos pés, fome, sono, avistou uma casa. Pensando estar abandonada procurou um lugar para repousar, mas ficou espantado ao ver uma velha ajoelhada cuidando de sua horta. A experiente mulher inicia um diálogo para descobrir a história do menino que se limitava a respostas simples e curtas. Percebendo o espanto do moço reconheceu que não se tratava de um ladrãozinho, mas de um fujão, embora não soubesse ao certo os motivos da fuga. Deu-lhe pão e cuidou das bolhas nos pés. Depois de um tempo a velhinha reiniciou o diálogo. John contou sobre o ocorrido e sobre seus planos de resgatar sua irmã e ir para Holanda.

Daquela casa, poucas pessoas se aproximavam. Um e outro vinham para comprar ervas medicinais. Mãe Rosette, como se chamava a velha, tentou convencer John a desistir da empreitada, mas vendo que era inútil, decidiu ajudar o moço oferecendo apoio que lhe garantiria chegar ao seu destino. Poucos dias depois John estava embarcando numa carruagem. A viagem terminava a certa distância da cidade. Mas, antes de chegar, desconfiado o cocheiro chamou alguns soldados para prender o rapaz. No entanto, John suspeitou da empresa e tratou de abandonar seu aconchegante assento na carruagem do marquês. De longe viu a confirmação de sua suspeita. Tremendo de medo enquanto os homens o procuravam, voltou e escondeu-se dentro da carruagem permanecendo imóvel.

Depois do susto, a carroça estacionou numa garagem. O jovem precisava deixar o local antes que fosse encontrado. Correu para dentro de um templo católico onde, pensou, seria confundido como um visitante qualquer. Na escuridão do lugar apoiou as mãos e fez uma oração de gratidão e confissão de pecados.

Madame Noirette, a esposa do zelador da Igreja, chegou logo cedo para substituir o marido, que estava doente, na limpeza do lugar. Percebeu as pernas de um rapaz que se preparava para correr quando ela gritou para que parasse. Perguntado pelo seu nome, John respondeu ofegante, perguntando-se se a mulher não desconfiara de nada. A Senhora convidou-o para ajudá-la na arrumação do templo. Terminada as tarefas, apressou-se em sair do local.

Pela manhã, a feira estava a todo vapor e John se misturou á multidão. Consegui algumas moedas ao ajudar um fazendeiro guardando sua mercadoria, entre outros biscates. No final da tarde já tinha conseguido um bom trocado e decidiu sair da cidade. Ao aproximar-se do portão da cidade parou desconfiado. Seria reconhecido como fugitivo. Nesse momento o fazendeiro reaparece pedindo sua ajuda. O velho mal conseguia andar de tão bêbado. Essa era a oportunidade de que John precisava. Deixando a cidade chegaram à casa do fazendeiro. John viu a mulher dele xingando o tempo todo. Quando o casal entrou na casa a porta foi fechada. John teve de procurar um local nos arredores da casa para passar a noite, que já estava chegando. Deitado num monte de feno, onde pretendia dormir, se viu ao lado de outra pessoa. O susto inicial deu lugar a uma longa conversa até que os dois adormeceram. De manhã, John pensou em despistar o garoto, mas este estava decidido a não abandoná-lo. Seguiram viagem e pararam num rio para tomar banho e recobrar as forças. Em meio às conversas John descobriu que Camile, como se chamava o meninote, também era um huguenote.

Camile contou como seus pais foram obrigados a retornarem ao catolicismo. Ele, porém frequentava, às escondidas, cultos protestantes. Alguns domingos depois estavam presos, ele e seus pais. Ele, porém conseguiu fugir e estivera vivendo em montes de feno como aquele onde conhecera John. John fez uma pausa; depois contou sua história também. Em seguida, juntos, ajoelharam-se e oraram a Deus pelo livramento que Ele dera aos dois até aquele momento.

Camile sabia fazer belos cestos que podiam ser vendidos para conseguir o dinheiro necessário para o sustento durante a viagem. Pararam num lugar onde tinha bastante material para confecção dos cestos. Camile ensina John a arte da confecção. Cansados do trabalho, conversaram muito sobre a história do sofrimento da Igreja de Cristo naqueles dias. Quantos estavam sendo perseguidos e mortos por causa da fé verdadeira. Conversaram durante longas horas até que adormeceram.

Ainda na cidade, procuraram a estalagem citada por Mãe Rosset. Esta seria do seu filho que lhe daria a ajuda necessária para seguir sua viagem. Este fez todo o possível para que nada faltasse aos garotos, mas esse não era o objetivo de John. Ele que não conhecia bem a cidade, queria informação sobre o paradelo de sua irmã. O estalajadeiro buscou informação com sua esposa que era daquelas que se metia em todos os assuntos da cidade.

Cada um dos jovens saiu na busca por informação que levasse a encontrar Manette. Espalharam-se na cidade. Camile foi à feira local e desconfiou do rosto familiar de uma menina. Foi a ela e disse estar procurando por uma garota chamada Manette. A pequena ficou atônita e respondeu que ela era Manette. Camile exclamou ter ouvido sua senhora chama-la de Mary. Ambos se apressaram para contar o que sabiam sobre a saga. Tirada as dúvidas, Camile retornou correndo e ficou esperando seu amigo. Quando este chegou contou-lhe o ocorrido. John não sabia o que fazer de tanta alegria. Passaram aquela noite tramando o resgate da menina. Enquanto na casa de Madame Jordan, Manette era colocada de castigo por ter conversado com um estranho enquanto estava na feira.

Na manhã seguinte, lá estavam os dois rapazes na frente da casa de madane Jordan. Supervisionaram tudo. Enquanto John, de um lado da casa, procurava algo que lhe interessasse, Camile, do outro lado, era capturado. John viu, mas não pode fazer nada. Camile foi levado a um monastério. John permanecer nos arredores a tempo de ver duas senhoras saindo da casa. Ele aproveitou a oportunidade para entrar. O encontro dos dois irmãos foi emocionante. Expressões de alegrias se misturaram às lágrimas das velhas lembranças. Enquanto preparavam-se para sair do lugar ouviram passos. As mulheres subiram e ao entrarem no quarto viram a menina deitada, dormindo. De nada desconfiaram. Enquanto as mulheres se recolheram nos aposentos, os irmãos aproveitaram para escapar em silêncio.

Para Camile foi humilhante ser preso. Foi jogado em uma das celas do monastério onde havia um colchão de capim de um lado e do outro uma cadeira. Na parede, uma imagem da virgem Maria; na outra uma janela. Vigiado pelo monge, mostrara-se sempre bem comportado. Camile planejava sua fuga sem fazer barulho. O que era difícil. Mas ele teve uma idéia. Quando o irmão Benedito se aproximou para observar o menino, pensou que este tinha desaparecido. Enquanto o monge abriu a porta, o garoto aproveitou para fugir. Voltou para o local onde estiveram escondidos sob os cuidados do filho de Mãe Rossete. John não estava lá. Cansado, aproveitou pra dormir. Lá paras tantas, acordou assustado, ouvindo o barulho de pessoas se aproximando, mas em seguida reconheceu a voz do amigo. A surpresa foi geral. Por um lado, John, que pensava que o amigo estava preso. Do outro, Camile que não imaginava que a garota havia sido libertada. Depois de darem mutua gratidão a Deus e de muita conversa, adormeceram.

A notícia da fuga de Camile e de Manete, especialmente, se espalhou e chegou até a estalagem. Jacó, o estalajadeiro, teve de se esforçar para não demonstrar seu contentamento com a boa nova. À noite, Jacó aproveitou para ir ao esconderijo ver a menina pessoalmente. O próximo passo era planejar a saída da cidade sem levantar suspeita. O estalajadeiro deu a idéia. Meio desajeitados, os garotos acataram. Quanto a John, ninguém o conheceria, mas sobre Manette e Camile precisavam ser prudentes. Atendendo a idéia do amigo Jacó, vestiram a menina de menino e o menino de menina. Foi difícil conter o riso de todos. À noite passaram pelos portões sem maiores problemas. Já fora da cidade, retiraram os disfarces, mas perceberam que Manette estava muito fraca. Ainda no caminho a menina caiu desmaiada e John gritou para que Camile saísse em busca de ajuda. Manete se recuperara um pouco, enquanto Camile retornava sem encontrar nenhuma casa ou fazenda, apenas um local onde podiam se abrigar. Durante aquela madrugada o estado de saúde da menina piorou. Ela tremia de febre, mas pouco a pouco foi melhorando. Mais de uma semana se passaram. Certa manha, Camile saiu mais uma vez a procura de ajuda, e só voltou no dia seguinte trazendo um casaco para Manette e a comida que comprara enquanto sentia o cheiro do coelho que o amigo tinha preparado. Recobradas as forças reiniciaram sua caminhada e uma semana depois se encontraram com o mar. A Holanda fica mais adiante, seguindo o litoral. Comentou John animado.

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