terça-feira, 20 de outubro de 2009

RESUMO DO LIVRO A FULGA: As aventuras de três adolescentes huguenotes fugindo da perseguição


A FULGA: As Aventuras de Três Adolescentes Huguenotes Fugindo da Perseguição.
de A. van der Jagt, Editora Os Puritanos, 2001.

por Lucio Mauro

Esperamos que esta linda e comovente história, resumida em breves linhas, sirva para lhe estimular a adquirir o livro  conhecê-la na sua integridade. Trê dos meus quatro filhos, já leram o livro, e aos domingos à tarde, vez por outra, leio este resumo para relembrá-los a história. É edificante conhecer e ser exortado com a coragem dos jovens que protagonizam esta história, que, aliás, esteve entre tantas outras na frança do século XVI e XVII, quando os reformados, lá chamados de huguenotes, eram perseguidos, obrigados a abandonarem suas crenças e voltarem ao catolicismo romano sob ameaça de prisão e morte. 

Boa leitura.

Nossa história começa assim:

A família de John estava reunida. Desfrutavam das benesses da aliança com Deus. Repentinamente, veio o convite para comparecer diante dos sacerdotes da cidade. A reunião tratava-se da intimação para que a família revogasse sua fé protestante e retornasse às tradições católicas. Diante da negativa, enfureceram-se os presentes. A família do jovem John retornou pensativa para sua casa. O pai sussurrava ao filho para que permanecesse fiel a Deus diante de qualquer desfecho. Em outra ocasião, quando os filhos estavam no campo, soldados levaram o pai prisioneiro. Condenado, ele passou o resto de sua vida nos navios de guerras, como remador.

Dois anos depois, parentes de John convidara sua irmã para passar o dia com eles. Sua mãe consentiu. Padre Francis, irmão do pai de John, aproveitou a ocasião para raptar a pequena Manet e levá-la para um convento em Paris a fim de ser educada na religião católica. Não suportando mais esse golpe, a mãe do adolescente veio a falecer menos de três semanas depois. O moço Foi adotado por outros parentes. Ele orava intensamente em busca de conforto.

De vez enquando John retorna à floresta para rever sua antiga casa. Certa vez, remexendo as tralhas encontrou uma medalha com uma inscrição: “Não temas, ó pequenino rebanho”. Uma idéia lhe veio naquele mesmo dia. Fugiria! Ou seria melhor voltar para a casa dos tios. À noite, porém, juntou os trapos essenciais e partiu sem que seus tios notassem sua fuga.

Na manhã seguinte, a vila onde John morava com seus tios estava numa agitação só. Um grupo de rapazes disputava sobre seu paradelo. Uns o defendia enquanto outros o incriminavam. Outro grupo, este de mulheres, umas desferindo insultos contra o rapaz, outras, porém, ponderavam os motivos que o moleque tinha para fazer tal coisa. Os homens, no entanto, estavam engajados na busca ao fugitivo.

O calor estava intenso, mas John se mantinha abrigado num esconderijo conhecido desde sua infância. Perto dali alguns homens pararam para beber água num poço. John podia ouvir e identificar as vozes dos que falavam. Desconfiados de uma moita que estava por traz dos espinheiros esboçaram uma averiguação. Um calafrio tomou conta do moço, mas a idéia foi abandonada trazendo alivio ao fujão.

O rapaz segue sua jornada obstinada com a idéia de ir a Paris e resgatar sua irmã para então, seguir até a Holanda. Sabia ele que neste país os huguenotes – como eram chamados os reformados franceses – podiam encontrar abrigo. Ele só não sabia como chegaria lá. Já cansado de enfrentar os obstáculos da viagem, desgastado, com dores nos pés, fome, sono, avistou uma casa. Pensando estar abandonada procurou um lugar para repousar, mas ficou espantado ao ver uma velha ajoelhada cuidando de sua horta. A experiente mulher inicia um diálogo para descobrir a história do menino que se limitava a respostas simples e curtas. Percebendo o espanto do moço reconheceu que não se tratava de um ladrãozinho, mas de um fujão, embora não soubesse ao certo os motivos da fuga. Deu-lhe pão e cuidou das bolhas nos pés. Depois de um tempo a velhinha reiniciou o diálogo. John contou sobre o ocorrido e sobre seus planos de resgatar sua irmã e ir para Holanda.

Daquela casa, poucas pessoas se aproximavam. Um e outro vinham para comprar ervas medicinais. Mãe Rosette, como se chamava a velha, tentou convencer John a desistir da empreitada, mas vendo que era inútil, decidiu ajudar o moço oferecendo apoio que lhe garantiria chegar ao seu destino. Poucos dias depois John estava embarcando numa carruagem. A viagem terminava a certa distância da cidade. Mas, antes de chegar, desconfiado o cocheiro chamou alguns soldados para prender o rapaz. No entanto, John suspeitou da empresa e tratou de abandonar seu aconchegante assento na carruagem do marquês. De longe viu a confirmação de sua suspeita. Tremendo de medo enquanto os homens o procuravam, voltou e escondeu-se dentro da carruagem permanecendo imóvel.

Depois do susto, a carroça estacionou numa garagem. O jovem precisava deixar o local antes que fosse encontrado. Correu para dentro de um templo católico onde, pensou, seria confundido como um visitante qualquer. Na escuridão do lugar apoiou as mãos e fez uma oração de gratidão e confissão de pecados.

Madame Noirette, a esposa do zelador da Igreja, chegou logo cedo para substituir o marido, que estava doente, na limpeza do lugar. Percebeu as pernas de um rapaz que se preparava para correr quando ela gritou para que parasse. Perguntado pelo seu nome, John respondeu ofegante, perguntando-se se a mulher não desconfiara de nada. A Senhora convidou-o para ajudá-la na arrumação do templo. Terminada as tarefas, apressou-se em sair do local.

Pela manhã, a feira estava a todo vapor e John se misturou á multidão. Consegui algumas moedas ao ajudar um fazendeiro guardando sua mercadoria, entre outros biscates. No final da tarde já tinha conseguido um bom trocado e decidiu sair da cidade. Ao aproximar-se do portão da cidade parou desconfiado. Seria reconhecido como fugitivo. Nesse momento o fazendeiro reaparece pedindo sua ajuda. O velho mal conseguia andar de tão bêbado. Essa era a oportunidade de que John precisava. Deixando a cidade chegaram à casa do fazendeiro. John viu a mulher dele xingando o tempo todo. Quando o casal entrou na casa a porta foi fechada. John teve de procurar um local nos arredores da casa para passar a noite, que já estava chegando. Deitado num monte de feno, onde pretendia dormir, se viu ao lado de outra pessoa. O susto inicial deu lugar a uma longa conversa até que os dois adormeceram. De manhã, John pensou em despistar o garoto, mas este estava decidido a não abandoná-lo. Seguiram viagem e pararam num rio para tomar banho e recobrar as forças. Em meio às conversas John descobriu que Camile, como se chamava o meninote, também era um huguenote.

Camile contou como seus pais foram obrigados a retornarem ao catolicismo. Ele, porém frequentava, às escondidas, cultos protestantes. Alguns domingos depois estavam presos, ele e seus pais. Ele, porém conseguiu fugir e estivera vivendo em montes de feno como aquele onde conhecera John. John fez uma pausa; depois contou sua história também. Em seguida, juntos, ajoelharam-se e oraram a Deus pelo livramento que Ele dera aos dois até aquele momento.

Camile sabia fazer belos cestos que podiam ser vendidos para conseguir o dinheiro necessário para o sustento durante a viagem. Pararam num lugar onde tinha bastante material para confecção dos cestos. Camile ensina John a arte da confecção. Cansados do trabalho, conversaram muito sobre a história do sofrimento da Igreja de Cristo naqueles dias. Quantos estavam sendo perseguidos e mortos por causa da fé verdadeira. Conversaram durante longas horas até que adormeceram.

Ainda na cidade, procuraram a estalagem citada por Mãe Rosset. Esta seria do seu filho que lhe daria a ajuda necessária para seguir sua viagem. Este fez todo o possível para que nada faltasse aos garotos, mas esse não era o objetivo de John. Ele que não conhecia bem a cidade, queria informação sobre o paradelo de sua irmã. O estalajadeiro buscou informação com sua esposa que era daquelas que se metia em todos os assuntos da cidade.

Cada um dos jovens saiu na busca por informação que levasse a encontrar Manette. Espalharam-se na cidade. Camile foi à feira local e desconfiou do rosto familiar de uma menina. Foi a ela e disse estar procurando por uma garota chamada Manette. A pequena ficou atônita e respondeu que ela era Manette. Camile exclamou ter ouvido sua senhora chama-la de Mary. Ambos se apressaram para contar o que sabiam sobre a saga. Tirada as dúvidas, Camile retornou correndo e ficou esperando seu amigo. Quando este chegou contou-lhe o ocorrido. John não sabia o que fazer de tanta alegria. Passaram aquela noite tramando o resgate da menina. Enquanto na casa de Madame Jordan, Manette era colocada de castigo por ter conversado com um estranho enquanto estava na feira.

Na manhã seguinte, lá estavam os dois rapazes na frente da casa de madane Jordan. Supervisionaram tudo. Enquanto John, de um lado da casa, procurava algo que lhe interessasse, Camile, do outro lado, era capturado. John viu, mas não pode fazer nada. Camile foi levado a um monastério. John permanecer nos arredores a tempo de ver duas senhoras saindo da casa. Ele aproveitou a oportunidade para entrar. O encontro dos dois irmãos foi emocionante. Expressões de alegrias se misturaram às lágrimas das velhas lembranças. Enquanto preparavam-se para sair do lugar ouviram passos. As mulheres subiram e ao entrarem no quarto viram a menina deitada, dormindo. De nada desconfiaram. Enquanto as mulheres se recolheram nos aposentos, os irmãos aproveitaram para escapar em silêncio.

Para Camile foi humilhante ser preso. Foi jogado em uma das celas do monastério onde havia um colchão de capim de um lado e do outro uma cadeira. Na parede, uma imagem da virgem Maria; na outra uma janela. Vigiado pelo monge, mostrara-se sempre bem comportado. Camile planejava sua fuga sem fazer barulho. O que era difícil. Mas ele teve uma idéia. Quando o irmão Benedito se aproximou para observar o menino, pensou que este tinha desaparecido. Enquanto o monge abriu a porta, o garoto aproveitou para fugir. Voltou para o local onde estiveram escondidos sob os cuidados do filho de Mãe Rossete. John não estava lá. Cansado, aproveitou pra dormir. Lá paras tantas, acordou assustado, ouvindo o barulho de pessoas se aproximando, mas em seguida reconheceu a voz do amigo. A surpresa foi geral. Por um lado, John, que pensava que o amigo estava preso. Do outro, Camile que não imaginava que a garota havia sido libertada. Depois de darem mutua gratidão a Deus e de muita conversa, adormeceram.

A notícia da fuga de Camile e de Manete, especialmente, se espalhou e chegou até a estalagem. Jacó, o estalajadeiro, teve de se esforçar para não demonstrar seu contentamento com a boa nova. À noite, Jacó aproveitou para ir ao esconderijo ver a menina pessoalmente. O próximo passo era planejar a saída da cidade sem levantar suspeita. O estalajadeiro deu a idéia. Meio desajeitados, os garotos acataram. Quanto a John, ninguém o conheceria, mas sobre Manette e Camile precisavam ser prudentes. Atendendo a idéia do amigo Jacó, vestiram a menina de menino e o menino de menina. Foi difícil conter o riso de todos. À noite passaram pelos portões sem maiores problemas. Já fora da cidade, retiraram os disfarces, mas perceberam que Manette estava muito fraca. Ainda no caminho a menina caiu desmaiada e John gritou para que Camile saísse em busca de ajuda. Manete se recuperara um pouco, enquanto Camile retornava sem encontrar nenhuma casa ou fazenda, apenas um local onde podiam se abrigar. Durante aquela madrugada o estado de saúde da menina piorou. Ela tremia de febre, mas pouco a pouco foi melhorando. Mais de uma semana se passaram. Certa manha, Camile saiu mais uma vez a procura de ajuda, e só voltou no dia seguinte trazendo um casaco para Manette e a comida que comprara enquanto sentia o cheiro do coelho que o amigo tinha preparado. Recobradas as forças reiniciaram sua caminhada e uma semana depois se encontraram com o mar. A Holanda fica mais adiante, seguindo o litoral. Comentou John animado.

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terça-feira, 13 de outubro de 2009

SÃO AS IGREJAS REFORMADAS UMA NOVA SEITA?

SÃO AS IGREJAS REFORMADAS UMA NOVA SEITA?

Este post está baseado no folheto, de mesmo título, endereçado inicialmente aos crentes reformados do Brasil que são constantemente acusados de serem adeptos de "uma nova seita". No entanto, as informaçõs aqui contidas, incrementadas pelo professor e irmão Madson Marinho, com algumas poucas adaptações feitas por mim, servem também para aqueles que sabem pouco sobre as Igrejas Reformadas, mas que sinceramente estão interessados em saber como o evangelho de Cristo chegou primeiro ao à nossa pátria. Desejo a todos uma boa leitura. Lucio Mauro

Talvez você tenha ouvido falar de uma igreja reformada. Esta igreja tem um ensino, um padrão de culto, governo, e um estilo de vida bem diferente de muitas igrejas que se chamam evangélicas. Talvez alguém já tenha lhe falado: “Cuidado! É uma seita, uma seita nova”. Se você não tiver medo da verdade, convido-o a ler um pouco sobre o que são verdadeiramente as Igrejas Reformadas. Depois de tomar melhor conhecimento dos fatos, você pode tomar uma decisão sobre a pergunta que é tema desta postagem. A Grande Reforma Protestante (1517) Nos quase 1500 anos entre a Igreja Primitiva e a reforma Protestante, a Igreja estava se desviando mais e mais da Pureza da doutrina e da adoração que a Bíblia ensina. A Igreja através dos séculos estava afundando mais e mais na superstição da igreja Romana. Mas Deus sempre manteve um remanescente fiel que conhecia o verdadeiro evangelho: Que Deus salva pecadores por pura graça, não por obras. Na grande Reforma protestante, Deus usou homens como Martinho Lutero e João Calvino para reformar a Igreja. O intuito dos reformadores em especial João Calvino e seus sucessores, nunca foi estabelecer uma nova Igreja. Eles entenderam que estavam reformando a única Igreja de Cristo e trazendo-a de volta à doutrina e práticas das Escrituras. As Igrejas Reformadas do Brasil são ligadas pela historia e pela confissão de fé apostólica com todas as igrejas Fiéis que voltaram à pura doutrina e à verdadeira adoração bíblica na Grande Reforma. A Grande Reforma redescobriu a ligação Bíblica com a igreja primitiva apostólica, e assim as Igrejas Reformadas têm uma linhagem que vai até os tempos apostólicos. As Igrejas Reformadas no Brasil: Primeira Igreja evangélica no País (1555-1558). Em 1555, iniciou-se a colônia Francesa na Baía de Guanabara, onde hoje se encontra a cidade do Rio de Janeiro. Em 1557, chegou um grupo de Cristão reformado, junto com vários pastores mandados pelo reformador João Calvino. Assim os primeiros cultos evangélicos no país foram celebrados no Rio de Janeiro, por uma Igreja Reformada francesa. A Igreja Reformada da Baía de Guanabara: primeiros mártires brasileiros (1558). Infelizmente os reformadores foram traídos e perseguidos pelos romanistas franceses, assim a Igreja Reformada foi dizimada. Os primeiros mártires brasileiros pelo evangelho do Senhor Jesus Cristo forma membros da Igreja Reformada. Antes de morrerem, eles escreveram a confissão da Guanabara – A primeira confissão de fé do novo mundo. As Igrejas Reformadas do Nordeste: Primeira Igreja missionária do Pais (1630-1654). Muitos conhecem o nome Mauricio de Nassau, que governou o Brasil holandês com uma tolerância e sabedoria muito adiantada para sua época. Poucos sabem que o Conde Nassau fazia parte da família real da Holanda. A família Nassau estava sob juramento de defender a fé reformada e promover a tolerância religiosa e liberdade de consciência. Durante anos que Pernambuco e uma grande parte do Nordeste ficaram debaixo do governo holandês, as Igrejas Reformadas embarcaram num projeto missionário impressionante. Dezenas de pastores e missionários pregaram a fé reformada em vários idiomas: inglês, francês, espanhol, holandês, português, e até em Tupi (Língua Indígenas). O catecismo de Heidelberg, que ensina o caminho da salvação, foi traduzido em tupi. Muitas aldeias conheceram a graça de Deus em Jesus Cristo, e muitos indígenas se converteram ao Senhor. Você já ouviu falar do famoso índio Poty? Ele foi membro da Igreja Reformada. As Igrejas Reformadas e a Tradução da Bíblia em português (Séc XVII e XVIII). Convido a você a abrir sua bíblia nas primeiras páginas. A grande maioria das Bíblias usadas no Brasil faz uso da tradução de um tal de “João Ferreira de Almeida”. Quem foi este homem? Ele foi um dos primeiros portugueses a abraçar publicamente a fé reformada, em 1642, quando ainda era soldado servindo ao exército português. Era católico, mas se converteu após ler um folheto no qual mostrava como os romanistas estavam longe de ser a Igreja Primitiva. Foi a partir daí que aderiu a reforma, tornando-se mais tarde um pastor das Igrejas Reformadas numa região da Ásia onde se fala português, e iniciou o trabalho de tradução da Bíblia para a língua portuguesa. A obra que iniciou foi completada por outros pastores reformados no séc XVIII. As Igrejas reformadas e a segunda Vinda da Igreja Evangélica para o Brasil (séc XIX). No séc XIX, depois de muitos séculos, a igreja voltou para o Brasil. Foram os Presbiterianos e Congregacionais que trouxeram a Pregação reformada ao Brasil: Deus salva pecadores por pura graça, não por obras. É importante observar que as igrejas Presbiterianas e Congregacionais originalmente foram herdeiras da Grande Reforma Protestante por meio de Genebra, que é o berço das Igrejas Reformadas. As igrejas da reforma no continente europeu costumam chamar-se “Igrejas Reformadas”, enquanto as igrejas da Grã Bretanha e nos Estados Unidos costumavam chamar-se de “Presbiteriana” ou “Congregacionais”. As Igrejas Reformadas no Brasil (séc XX e XXI). No decorrer do séc XX, várias Igrejas reformadas foram estabelecidas no Brasil por imigrantes vindo da Holanda. No ano de 1970 as Igrejas Reformadas do Canadá iniciaram trabalhos missionários em pequenas aldeias de pescadores entre Recife e Maceió, na mesma época, as Igrejas Reformadas holandesas iniciaram uma obra missionária no estado do Paraná. Hoje existem Igrejas Reformadas oriundas da Reforma Protestante continental em muitos estados e cidades do Brasil. Qual sua Conclusão? As Igrejas Reformadas vêm da Grande Reforma Protestante do séc XVI, e através desta reforma tem um ligação com a igreja primitiva apostólica. O primeiro culto evangélico no Brasil foi feito pela Igreja Reformada, já no séc XVI. Os primeiros mártires brasileiros forma membros da Igreja Reformada. A primeira confissão do novo mundo foi escrita e desenvolvida por membros da Igreja Reformada. A tradução da Bíblia em Português foi por um pastor reformados. À luz deste fatos, o que você vai responder quando alguém, que faz parte de uma igreja que apareceu apenas a 100 anos atrás, lhe disser que as Igreja Reformadas são uma nova seita?

sábado, 10 de outubro de 2009

Os Sacramentos na Tradição Reformada.


Klein, Carlos Jeremias.

Os Sacramentos na Tradição Reformada. A presença da teologia sacramental zuingliana em igrejas no Brasil. Fonte editorial, 2005.

A obra do professor Carlos klein supre uma das grandes carências na teologia dos sacramentos de inspiração protestante. O protestantismo brasileiro apresenta atualmente uma flagrante necessidade de compreender mais afirmativamente o lugar dos sacramentos na vida das comunidades. O culto protestante é uma dimensão da igreja das mais afetadas por práticas que se sedimentam sem fundamento bíblico e teológico. Sem dúvida temos aqui um dos pontos críticos do protestantismo proveniente da Reforma. A ceia do Senhor como um componente essencial da vida e da auto compreensão da igreja mesma, necessita um estudo mais acurado. A obra do professor Klein, além da originalidade, tem o mérito de estudar as fontes primárias da teologia sacramental reformada, e de relacioná-las com o cenário e prática nas igrejas locais hoje. Para tanto, foi realizada uma cuidadosa pesquisa de campo, especialmente em igrejas locais reformadas, e em escolas de teologias no Brasil. O estudo dá atenção especial à presença do pensamento de Zuinglio na evolução da teologia da ceia do Senhor no contexto brasileiro. Essa influência produziu um enfraquecimento da consciência e da vida sacramental das comunidades reformadas. O autor desenvolve um estudo teológico e prático em torno do culto e suas liturgias salientando os componentes clássicos do pensamento dos reformadores e a incidência de interpretação zuingliana. O livro esclarece muitos pontos importantes das mudanças ocorridas na história do culto e, em especial, do sacramento da ceia, sem nunca perder de vista sua contribuição para uma visão contemporânea da questão. Por Rui de Souza Josgrilberg – Doutor em teologia pela faculdade protestante de Estraburgo, professor na faculdade de filosofia e Coencia da Religiaso da Universidade Metodista de São Paulo.

Carlos Jeremias Klein é pastor da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil, tendo cursado teologia no Seminário Teológico de Londrina, atual Seminário “Rev. Antonio de Godoy Sobrinho”, dessa Igreja. Em 1999 obteve o grau de Mestre em Ciências da Religião na Universidade Metodista de São Paulo e, em 2004, o grau de Doutor, também em Ciências da Religião, área de Teologia e História, pela mesma universidade. É autor também de “presbiterianismo Brasileiro e Rebatismo”, publicado no ano de 2000. Leciona Teologia e Historia da Igreja no citado seminário teológico em Londrina e no Centro Universitário Filadélfia (Unifil), também em Londrina.

Sumário Por Lucio Mauro

O livro se inicia abordando os primórdios da teologia dos sacramentos antes mesmo de Calvino, na Suíça, através de Zuinglio e sua formação humanista, passando pela patrística e escolástica. Além de citar outros nomes importantes da reforma como Lutero, Melanchthon, Bucer, Farel.Alguns debates como o Colóquio de Marburgo e as confissões dos séculos XVI e XVII são considerados em suas constituições e aspectos litúrgicos. O livro segue apresentando a participação dos Estados Unidos nesta teologia que a leva ao Brasil através dos missionários presbiterianos. Conta como os presbiterianos trataram esta doutrina tanto nos Estados Unidos como no Brasil. Outro importante ponto levantado é a controvérsia do rebatismo vivido pelos presbiterianos no Brasil e também entre os americanos, como reflexos do “anticatolicismo”; e, como a teologia sacramental zuingliana acabou entrando nesta denominação, e em suas variantes Conservadores, Independentes, Unidas e Renovadas. No capítulo cinco, podemos encontrar algo sobre a “identidade negativa”, o anticatolicismo; e os reflexos ecumênicos da doutrina dos sacramentos. Sobre o perfil litúrgico assumido pelos presbiterianos, observamos que incluía inovações na celebração da Ceia do Senhor. Chegamos ao final do livro lendo como as várias denominações presbiterianas buscaram se livrar da herança zuingliana; e como outras denominações evangélicas foram influenciadas por esta liturgia, como Metodistas, Congregacionais, Batistas e Pentecostais a exemplo da Congregação Cristã e Assembléias de Deus, além dos neo-pentecostais.