segunda-feira, 13 de julho de 2009

O DIA DO SENHOR

Consultando sobre este assunto, percebi que ainda há pouco material para pesquisa, seja para pessoas que estão querendo aprender os primeiros fundamentos dessa importante doutrina, seja para aperfeiçoar aqueles que já estão familiarizados; quer seja através de livros, revistas, periódicos, artigos, quer seja em consultas livres na internet.
Resolvi, então, reunir alguns comentários que expressem as verdades bíblicas sobre o DIA DO SENHOR. Para tanto, apresento uma síntese tópica do conhecido livro O Dia do Senhor, de Joseph A. Pipa, editora Os Puritanos, para entendermos esta doutrina, não apenas a partir de um texto, mas, conhecendo os textos que tratam do assunto, aprendamos sobre o DIA DO SENHOR com uma abordagem ampla, analisando a evolução da revelação que, desde o princípio apontava para um descanso sabático, e ainda aponta.
Nosso trabalho começa transcrevendo, na integra, uma parábola que ilustra bem o assunto e serve como introdução a este.
Outros comentários poderão ser encontrados acessando os Links que aparecem no final deste post.

O DIA DO SENHOR
Joseph Pipa, por Lucio Mauro

Um dia para benção

Era uma vez um grande rei que edificou uma cidade maravilhosa. No meio da cidade, o rei planejou um parque aprazível com lagoas, fontes e nascentes, árvores magníficas de todas as partes do mundo, deslumbrantes plantas perfumadas, gramados verdes convidativos, caminhos e bancos confortáveis em que as pessoas e famílias podiam passear e sentar juntas, e um anfiteatro espaçoso para reuniões públicas. Todas as semanas o rei se encontrava com seus súditos no parque. Seu povo se alegrava em estar com ele e uns com os outros.
Um dia o rei teve de ir embora. Na sua ausência as autoridades encarregadas de cuidar do parque começaram a deixá-lo a entrar em decadência. Embora ainda realizassem eventos cívicos no anfiteatro, essas autoridades tinham pouco interesse pelo parque. Realmente não se lembravam dos interesses do rei. Logo o parque estava infestado de ervas daninhas, as árvores não eram mais podadas, as plantas exóticas morriam e as águas das lagoas estavam estagnadas. O parque ficou em ruínas.
Passado algum tempo, um novo grupo de autoridades chegou ao poder. Estas estavam sinceramente interessadas no parque e começaram a restaurá-lo à beleza anterior. Tiraram o mato, replantaram os jardins, podaram as árvores, consertaram os caminhos e os bancos e limparam os regatos para que novamente circulassem água limpa pelo parque. Essas autoridades, no entanto, tinham medo de que o parque caísse de novo no abandono. Para protegê-lo fizeram dele um memorial ao rei, tornando-o uma espécie de museu. Continuaram a fazer as reuniões no anfiteatro, mas puseram uma cerca em volta do parque e ao longo dos caminhos; assim as pessoas podiam ver o parque e seus lugares lindos, mas não utilizá-lo realmente.
Depois, certo dia, quando menos se esperava, o filho do rei chegou a cidade. Uma das primeiras coisas que fez foi derrubar a cerca. Ele disse aos líderes “Chega disso! Este parque foi construído para que as pessoas da cidade se lembrassem de meu pai e se alegrassem, mas vocês as impediram de entrar no parque”. Então, depois de remover todas as cercas, ele convidou as pessoas a entrar e se reunir com ele e uns com os outros no parque.
Como o rei e seu filho ainda estão ocupados por todo seu grande reino, nomearam líderes na cidade. Infelizmente, ultimamente esses líderes têm permitido, mais uma vez, que o parque fique descuidado e pisoteado. Novamente, o mato o invade, as árvores não são podadas e as lagoas se tornam estagnadas. Por ter perdido muito de sua beleza encantadora, as pessoas não vão mais lá. É preciso reconhecer que o anfiteatro tem sido conservado, e as reuniões públicas prosseguem, mas as pessoas estão cada vez mais perdendo o interesse. O parque não mais atrai, a ponto de as pessoas não verem mesmo mais nenhuma necessidade de freqüentá-lo.
Recentemente, ao verem a terra ociosa, alguns empreendedores de imóveis intentaram instalar um parque de diversões. A Sociedade de Preservação Histórica se opôs a isso, querendo restaurar o parque para preservá-lo por amor a tradição. Mas há um terceiro grupo que quer restaurá-lo para as finalidades originais. Para aumentar a confusão, cada um desses grupos afirma estar agindo em favor do rei e seu filho. E com isso tudo, como se pode imaginar, os súditos do rei estão completamente confusos.

O GRANDE PROPÓSITO (Isaias 58)
-As promessas de Deus para aqueles que guardam o sábado (v 13,14)
- A promessa ainda é valida!
- As condições da promessa (v 13)
- O que proíbe o quarto mandamento (O Breve Catecismo de Westminster dá-nos o resumo bem adequado daquilo que se requer em Isaias 58)

A INTENÇÃO ORIGINAL (Gênesis 2.1-3)
- Leis cerimoniais e leis permanentes
- O descanso de Deus
- Um dia abençoado e santificado
- O sétimo dia

O DIA DE FEIRA DA ALMA (Êxodo 20.9-11)
- Lembrar do sábado
- Um dia especial para Deus
- Guardar santo o dia
- Tratando das proibições

O SINAL DO PACTO
- Argumentos anti-sabáticos
- Uma declaração de lei moral
- O sábado era um sinal pactual para Israel
- Um sinal que continua
- Um meio de santificação

O SENHOR DO SÁBADO
- A corrupção da lei pelos fariseus
- Jesus reivindica sua autoridade
- Os princípios da piedade e necessidade
- Promovendo os objetivos do dia
- Duas cautelas

O SÁBADO – UM DIA PARA COMPAIXÃO
- Confrontando os fariseus com respeito a obras de misericórdia
- Os princípios de misericórdia e compaixão
- Uma visão mudada

O DIA MUDADO; A OBRIGAÇÃO NÃO MUDA (Colossenses 2.16,17)
- O ensino de Paulo
- Uma sombra do que virá
- Um dia em sete – o modelo que continua

O SÁBADO DO PRIMEIRO DIA (Hebreus 4.9,10)
O estabelecimento do sábado cristão
- A guarda do sábado
- Estabelecendo o dia
- Criação e redenção
- O primeiro dia da semana

A HISTÓRIA DO PARQUE E SUA UTILIDADE
- A Igreja Primitiva
- A Igreja Medieval
- A Igreja Reformada

O TRABALHO DO SÁBADO
- Celebrar Deus e suas obras em culto coletivo
- Ficar na expectativa do descanso eterno

DEVERES PESSOAIS DO SÁBADO
- Usar o tempo significativamente
- Usar o tempo para a hospitalidade
- Usar o tempo para ministério
- Onde fica o descanso
- Pastores

FAÇA-O PRAZEROSO
- O ensino regular das crianças
- Ensine as crianças a como se comportar na Igreja
- As crianças no lar

PLANEJAMENTO ANTECIPADO
- Preparações práticas
- Preparação espiritual
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