sábado, 27 de junho de 2009

Domínio Holandês - Parte 2

Governo de Maurício de Nassal

Era 1637, o Recife recebia seu governador ilustre, Maurício de Nassau, ou João Maurício de Nassau Siegen, que implantaria em território tupiniquim o mesmo modelo de colônia que levaram muitos países a se tornarem ricos.

Nassau permitiu a presença de brasileiros e portugueses no governo através das câmaras municipais, a exemplo das câmaras dos Escabinos na Holanda - responsável pelo controle civil da vida urbana. Praticou uma política de aproximação entre portugueses e holandeses. Garantiu o direito à liberdade para os índios e muitos deles aderiram à religião reformada. Apesar de protestante, como é o caso dos holandeses, Nassau deu liberdade de culto religioso aos católicos e aos judeus. Ao desembarcar, trouxe consigo sábios, filósofos e estudiosos, para desvendarem os segredos da flora e da fauna brasileiras; pintores famosos e astrônomos que levaram à construção do primeiro observatório astronômico do Brasil, no palácio de Friburgo.

A produção de açúcar que havia sido muito prejudicado com a guerra recebeu crédito do governo para reaparelhamento dos engenhos. Cunhou as primeiras moedas em solo brasileiro o Florin e o soldo. Promoveu a reconstrução de Olinda. Em Recife foram erguidos os palácios de Friburgo e da Boa Vista, onde residiu. Construiu hospitais e orfanatos. Ruas e cidades foram reformadas ou construídas. Pontes ligavam as várias partes do Recife, sendo a Ponte Maurício de Nassau, no centro do Recife atual, a primeira do Brasil.

O período holandês coincide com o desenvolvimento da reforma protestante e a contra reforma, desencadeada pela Igreja Católica como reação a esta; também estavam em ação os efeitos do renascimento e a revolução cientifica.

Uma grande surpresa para os holandeses no contato com a nova terra foi a miscigenação que quebrou a linha natural da sua raça. O contato com os Índios não foi proveitoso para os portugueses como o foi para os holandeses. Índios, aliás, foi um termo empregado, anteriormente, por Pedro Álvares Cabral, por associar o Brasil com a Índia. Os Holandeses conseguiram contatos com tribos considerados canibais como os Tupinambás, ganhando sua simpatia para o trabalho e mesmo para a guerra.

Nassau retornou a Holanda em 1644 deixando um vazio nas vidas dos recifenses que temiam o fim da liberdade que gozavam. E foi justamente assim. No ano seguinte recomeçaram com toda a força as reações contra o domínio holandês. Em 1645 os holandeses perderam a guerra das Tabocas, em 1648 a primeira batalha dos Guararapes e no ano seguinte a segunda batalha dos Guararapes. Em 26 de janeiro de 1654, o comandante holandês Sigismundo Von Schkopp assinava a rendição na Campina do Taborda. Terminava a ocupação holandesa no Nordeste brasileiro, depois de 24 anos.

Assista os vídeos relacionados sobre a história da ocupação holandesa no Brasil

Primeiro observatório das Américas: http://www.youtube.com/watch?v=0_f9aAV5uWQ
Forte Orange: http://www.youtube.com/watch?v=6NOjC2_a_uI
Forte de Cinco Pontas: http://www.youtube.com/watch?v=PhsodAa_GuE
Primeira Batalha dos Guararapes: http://www.youtube.com/watch?v=sNfTPLfYXSc
História da invasão: http://www.youtube.com/watch?v=CymnbjOogYo

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