sábado, 1 de julho de 2017

26 SIMPÓSIO REFORMADO OS PURITANOS 2017 (palestras, palestrantes, cântico dos Salmos)



por Lucio Manoel

Como acontece anualmente, a cidade alagoana de Maragogi recebeu mais Simpósio Reformado os Puritanos. O evento que alcançou a sua vigésima sexta edição aconteceu no Hotel Praia Dourada e contou com mais de trezentos participantes (este ano o número de participantes teve de ser reduzido por causa da interdição de algumas alas do hotel que foram interditadas para obras de recuperação e modernização). Durante cinco dias, 26 a 30 de junho de 2017, os presentes desfrutaram de comunhão com cristãos de todo o Brasil, de diferentes igrejas, de confissão reformada ou não.

Entre os muitos momentos especiais do Simpósio, o cântico dos Salmos com certeza ocupa lugar de destaque. O Simpósio Reformado os Puritanos tem servido maravilhosamente ao propósito de despertar e estimular igrejas a recuperar o cântico congregacional dos Salmos. São muitas as igrejas que, por todo país, já adotaram o Cântico dos Salmos.

Você pode assistir aos cânticos dos Salmos deste Simpósio Os Puritanos 2017, clicando AQUI

Para baixar o PDF dos Salmos cantados no Simpósio Os Puritanos, clique AQUI.

A programação das palestras foi a seguinte:


Dia 26/junho

noite – ABERTURA

20:00h – Reavivalismo e Evangelização (Wes Bredenhof-1)
Dia 27/junho
manhã
9:00h – Compromisso com Deus na Evangelização (Santana Dória)
10:30h –  O Púlpito — Instrumento da Evangelização Puritana (Bruno Cesar)
noite
19:30h – Lei & Graça e a Evangelização (Ageu Magalhães-2)
21:00h – A Reforma e a Evangelização (Wes Bredenhof-2)
Dia 28/junho
manhã
9:00h – A Tradição Política Reformada e a Revolução Francesa (Vinícius Pimentel)
10:30h – A Reforma e a Evangelização Puritana (Josafá Vasconcelos)

noite
19:30h – Os Distintivos da Evangelização Reformada (Wes Bredenhof-3)
21:00h – Os Erros da Evangelização Atual (Ageu Magalhães-2)
Dia 29/junho
manhã
9:00h  – Se Deus Decretou, Por Que Evangelizar? (Jim Witteveen)
10:30h –  Apologética e a Evangelização (Wes Bredenhof-4)
noite
19:30h –  A Reforma Protestante e a Igreja de Hoje (Kenneth Wieske)
21:00H – A Reforma e as Confissões (Wes Bredenhof-5)
Dia 30/junho
manhã
9:00h – A Proclamação do Evangelho nos Salmos (Paulo Brasil)
10:30h – A Livre oferta do Evangelho (Bredenhof-6)
12:00h – ENCERRAMENTO - Almoço


Você pode assistir às palestras clicando AQUI.




#LucioManoelVDM
Lucio Manoel é pastor missionário da Igreja Reformada de Maceió, Bel. em Divindade pelo Instituto João Calvino, em Recife/PE. Lucio Manoel é colaborador do Projeto Dordt-Brasil e Refo500 Brasil

quarta-feira, 21 de junho de 2017

DOUGLAS WILSON, TEÓLOGO E ESCRITOR REFORMADO, ALIADO DA VISÃO FEDERAL



por Lucio Manoel

Douglas Wilson é pastor nos Estados Unidos, ministro da Christ Church, na cidade de Moscow, estado do Idaho. Participou da fundação da Logos School, é ativo em várias organizações destinadas a promover a cosmovisão cristã e tem participado de debates apologéticos.

É autor de vários livros. No Brasil já estão publicados alguns na área de família, como Futuros homens, Reformando casamento e o mais recente, Fidelidade, publicado em 2017. Estes livros foram publicados pela editora CLIRE. Além destes, O ateu em delírio, Cinco cidades que dominam o mundo, Persuasões, O cristianismo é bom para o mundo?, Educação clássica e educação familiar (participação) e Eu sei em quem tenho crido (participação).

Wilson é reconhecido como cristão conservador, mas não deixou de envolver-se na polêmica sobre Visão Federal. Recomendo o artigo escrito por David Engelsma, intitulado Visão Federal. Esta abordagem transita no campo reformado, não obstante ser rejeitada pela maioria das igrejas reformadas conservadores e teólogos reformados, como não confessional. 

Entre os pontos mais importantes defendidos pelos aderentes da Visão Federal, podem ser destacados: justificação pelas obras, pacto da graça estendido aos filhos de todos os pais crentes, a não garantia de salvação dos eleitos, garantia de regeneração aos batizados, a possibilidade de queda daqueles que foram unidos a Cristo. Talvez a abordagem mais recente sobre estes temas está no recente livro de Alan Rennê, publicado pela editora Os Puritanos, A Visão Federal e os Padrões de Westminster

Apesar dos artigos que estão inundando a rede mundial de computadores, os livros publicados pelos adeptos da Visão Federal ainda são poucos.

Nos Estados Unidos várias igrejas tiveram de se posicionar sobre o assunto. No Brasil, os lampejos da Visão Federal já brilham em faculdades cristãs.

Fiquem de olhos bem abertos. 






#LucioManoelVDM
Lucio Manoel é pastor missionário da Igreja Reformada de Maceió, Bel. em Divindade pelo Instituto João Calvino, em Recife/PE. Lucio Manoel é colaborador do Projeto Dordt-Brasil e Refo500 Brasil

sexta-feira, 16 de junho de 2017

ELIAS E ELISEU, JOÃO E JESUS


É notável que o próprio Antigo Testamento termine relembrando Elias e proclamando a sua volta (Ml 4.56). Os escritores do Novo Testamento também fizeram um extenso uso das narrativas de Elias e Eliseu. Mateus fornece um bom exemplo de como os autores neotestamentários desenvolveram esses materiais.

  O primeiro evangelista traça paralelos literários entre as vidas de Elias e Eliseu e as de João Batista e Jesus. Ele apresenta João como o cumprimento da profecia de Malaquias de que Elias voltaria (Ml 4.5) e caracteriza Jesus como o novo Eliseu. É provável que os judeus do tempo de Jesus esperassem que Elias ressurgisse literal e fisicamente da sepultura e, portanto, quando João Batista foi questionado se era Elias, ele respondeu: “não sou” (Jo 1.21). Ao menos no início de seu ministério, João Batista parece não estar consciente de que cumpria o papel do esperado Elias. Por outro lado, Jesus descreveu João como “o Elias que estava para vir” (Mt   11.14; 17.12), e Mateus segue esse caminho para provar como aconteceu.

1.Elias era conhecido pelo modo peculiar de se vestir. Quando Acazias enviou mensageiros para consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom, os emissários se depararam no caminho com uma figura misteriosa que os mandou de volta ao rei. Quando o rei lhes perguntou: “Qual era a aparência do homem que vos veio ao encontro?”, os mensageiros responderam: “Era homem vestidos de pelos, com os lombos cingidos de um cinto de couro” (2Rs 1.7,8). A partir dessa mínima descrição, o rei soube imediatamente que seus convidados haviam se encontrado com Elias. Quando João Batista começou sua pregação, Mateus o apresentou dizendo: “Usava João vestes de pelos de camelo e cinto de couro” (Mt 3.4). Essa singularidade indumentária evocava a memória de Elias.

2.Ao longo de suas vidas, Elias e João Batista enfrentaram um poder político hostil. Em particular, o principal antagonista de ambos foi uma mulher que atentou contra suas vidas. Para Elias, fora Jezabel (1Rs 19.2,10,14), enquanto para João, foi Herodias (Mt 14.3-12).

3.Elias e João Batista ungiram seus sucessores no rio Jordão. Eliseu acompanhou Elias ao Jordão e pediu-lhe que uma porção dobrada do espírito de Elias também repousasse sobre si (2Rs 2. 9-14). Quando João batizou Jesus no Jordão, ele viu os céus se abrindo e o Espírito de Deus descendo sobre o filho de Deus (Mt 3.13-17). Elias foi o precursor de Eliseu, da mesma forma que João Batista o foi para Jesus. Lucas também trabalha esse tema: quando o nascimento de João Batista foi predito a seu pai, Zacarias, o anjo Gabriel disse que João viria “adiante do Senhor no espírito e poder de Elias” e que João cumpriria a missão atribuída a Elias por Malaquias: “Para converter o coração dos pais aos filhos” (Lc 1.17; Ml 4.6).

4.Talvez não exista nem uma outra parte do Antigo Testamento tão farta em milagres quanto a narrativa de Eliseu . Após conceder a porção dobrada de espírito perdida pelo profeta, Deus demonstrou sua aprovação a Eliseu e testificou a mensagem por ele proclamada através dos milagres que acompanharam o seu ministério. Do mesmo modo se deu a multiplicação de milagres quando Deus testificou o ministério do seu próprio filho (Hb 2.3,4). Supunha-se que o aparecimento de Elias inauguraria “aquele grande e terrível dia do Senhor “,   o dia em que Deus julgaria o mal, enquanto protegeria e preservaria seu povo. Durante sua prisão, João Batista ouviu que Jesus estava ensinando e pregando na Galiléia. Por isso, João enviou mensageiros para que perguntassem a Jesus: “És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro?”. Mateus relata o que Jesus disse aos discípulos de João: “Ide e anunciai a João o que estás ouvindo e vendo: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres está sendo pregado o evangelho” (Mt 11.4,5). Essa é em grande parte a lista dos milagres de Eliseu: ele restabeleceu visão a um cego (2Rs 6.18-20), curou a lepra (2Rs 5), trouxe um morto a vida (4.32-37; 8.4-5; 13.21) e trouxe boas – novas ao destituído (1-7; 7.1-2; 8.6.). Tal lista de milagres de Eliseu se confunde com a do servo prometido do Senhor (Is 61.1-3). Jesus, com efeito, estava revelando  a João: ”O sucessor de Elias chegou. Eu sou aquele que você está procurando”.           
Retirado do livro Introdução ao Antigo Testamento. Raymond B. Dillard e Tremper Longman III; tradução Sueli da Silva Saraiva. São Paulo: Vida Nova, 2006, p. 160-161